quarta-feira, 3 de julho de 2013

Concurso Avon e Minuto Ad - "Em Briga de Marido e Mulher se Mete a Colher" - 10 mil reais em prêmios


Abraçe essa causa e participe do concurso do Instituto Avon e MinutoAd com o tema "Em Briga de Marido e Mulher se Mete a Colher". Faça seu vídeo de até um minuto sobre o tema e ajude a divulgar essa causa. Mais informações sobre o concurso no texto abaixo.

Instituto Avon e MinutoAd lançam o concurso
"Em Briga de Marido e Mulher se Mete a Colher" 
 
Prêmios somam R$ 10 mil
 
Instituto Avon comemora 10 anos de atuação e realização do Concurso é uma das principais iniciativas das comemorações 
Inscrições encerram em 10/08
 
O Festival do Minuto, hoje permanente e online, criado por Marcelo Masagão, em 1991, oferece a algumas empresas o  MinutoAd, um modelo diferenciado de investimento. A empresa ou instituição patrocinadora do concurso propõe o desafio de se criar um vídeo, de até 60 segundos, sobre uma ideia ligada a marca da empresa ou instituição. As melhores ideias e contribuições receberão prêmios em dinheiro ou, por vezes, em produtos e serviços. A empresa define o briefing, lança o desafio e fica responsável pelo concurso, escolhendo diretamente os vídeos vencedores. As regras e os objetivos de cada concurso, bem como os prêmios disponíveis, são descritos na página de cada um deles.
 
Foi com esse intuito que Instituto Avon, responsável pelo investimento social da Avon e que em 2013 completa  dez anos, resolveu lançar o tema Em Briga de Marido e Mulher se Mete a Colher para encorajar e estimular tanto a denúncia quanto a não aceitação da violência. Isso quer dizer que o concurso amplia a rede de atuação do Instituto, que tem a mulher brasileira no seu foco de atuação principal e que tem como uma de suas principais bandeiras o enfrentamento à violência doméstica, causa em que investiu cerca de R$ 4,9 milhões de 2008 a 2012.
 
A violência doméstica não escolhe lugar. Ela é parte da vida de mulheres com ou sem estudo, com mais ou menos dinheiro, que trabalham fora ou só dentro de casa. Geralmente é invisível e, quando fica evidente, a maioria das pessoas prefere não ver e não se meter. Por que ficamos todos em silêncio? Bater, xingar a mulher, obrigá-la a fazer sexo sem vontade -- tudo isso é violência. E o curioso é que, sem se dar conta, a própria sociedade constrói a cultura da violência contra essa mulher com atos, gestos, discursos, atitudes, educação.
 
Então, o Instituto Avon desafia o público a meter a colher – através da realização de um vídeo de até um minuto sobre o tema. Serão distribuídos R$ 10 mil em prêmios. As inscrições seguem até 10 de agosto.


Prêmios
R$10.000,00 em prêmios


Melhor vídeo – voto equipe AVON –  1o colocado: R$ 5 mil
Melhor vídeo – voto equipe AVON –  2o colocado: R$ 3 mil
Melhor vídeo – escolha do público – R$ 2 mil
 
Inscrições pelo site www.minutoad.com.br
 
Realização: Instituto Avon
 
MinutoAD: www.minutoad.com.br
 
Sobre o MinutoAd 

O MinutoAd é um desafio. A empresa ou instituição patrocinadora do concurso desafia você a criar um video de até um minuto sobre uma ideia ligada a marca da empresa ou instituição. As melhores ideias e contribuições receberão prêmios em dinheiro ou, por vezes, em produtos e serviços. A empresa define o briefing, lança o desafio e fica responsável pelo concurso, escolhendo diretamente os vídeos vencedores. As regras e os objetivos de cada concurso, bem como os prêmios disponíveis, são descritos na página de cada concurso.
 
Sobre o Festival do Minuto

O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991, e propõe a produção de vídeos com até um minuto de duração. É, hoje, o maior festival de vídeos da América Latina e também o mais democrático, já que aceita contribuições de amadores e profissionais indistintamente.
A partir do evento brasileiro, o Festival do Minuto se espalhou para mais de 50 países, cada um com dinâmica e formato próprios. O acervo do Minuto inclui vídeos de inúmeros realizadores que hoje são conhecidos pela produção de longas-metragens, como os diretores Fernando Meirelles (Cidade de Deus, Ensaio Sobre a Cegueira), Beto Brant (O Invasor, Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios) e Tata Amaral (Antônia, Hoje).
 
Sobre o Instituto Avon - 10 anos de dedicação à saúde e ao bem-estar da mulher

O Instituto Avon foi criado em 2003, como organização não governamental com a missão de coordenar no Brasil as campanhas defendidas pela Avon globalmente: a detecção precoce do câncer de mama e o enfrentamento da violência doméstica. No Brasil, as campanhas receberam a denominação Avon Contra o Câncer de Mama e Fale Sem MedoNão à Violência Doméstica, para as quais o Instituto Avon já direcionou R$ 43 milhões, apoiando mais de 80 projetos. Em 2012, as campanhas ganharam o apoio da modelo e empresária Luiza Brunet, que se tornou Embaixadora do Instituto Avon, endossando as iniciativas das campanhas em todo país. Em 2013, a instituição celebra 10 anos de atuação no país, tendo beneficiado mais de 2 milhões de brasileiras no período. Conheça mais em: www.institutoavon.org.br.
 
Siga o Instituto Avon:  www.twitter.com/institutoavon
 
Sobre a Avon
A Avon, a empresa voltada para as mulheres, é líder mundial no mercado de beleza, com uma receita anual próxima a US$ 11 bilhões. Uma das maiores empresas de venda direta do mundo, comercializa seus produtos em mais de 100 países por meio de cerca de 6 milhões de revendedores autônomos. O portfólio de produtos da Avon inclui itens de beleza de alta tecnologia e apresenta marcas de qualidade mundialmente reconhecidas como Linha Avon de Maquiagem, Color Trend, Renew, Skin-So-Soft, Advance Techniques e Avon Naturals. Além disso, inclui produtos de moda e voltados para a casa. A empresa é pioneira em venda direta de cosméticos no Brasil, onde está desde 1958. Atualmente, o Brasil conta com a maior força de vendas da empresa e é também a maior operação da Avon no mundo. Para obter mais informações sobre a Avon global e seus produtos, visite o site: www.avoncompany.com. Para saber mais sobre a Avon no Brasil, acesse: www.avon.com.br.
 
Siga a Avon:  www.twitter.com/avonbr | www.facebook.com.br/AvonBR.
 
Atendimento à Imprensa
 
Festival do Minuto
Foco Jornalístico - www.focojornalistico.com.br
Regina Cintra: regina@focojornalistico.com.br / (11) 3023.3940 / (11) 3023.5814
 
Avon / Instituto Avon
Imagem Corporativa
Bárbara Mayumi: barbara.mayumi@imagemcorporativa.com.br / (11) 3526.4583
Bruna Di Monaco: bruna.dimonaco@imagemcorporativa.com.br / (11) 3526.4584
Maira Escovar: maira.escovar@imagemcorporativa.com.br / (11) 3526.4565
 
Avon – www.avon.com.br
Relações com a imprensa
Míriam Scavone: (11) 5546.7573



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Em BH, 80% dos agressores desrespeitam medidas protetivas e ameaçam mulheres

Tornozeleiras, prisão e mais varas especializadas devem reduzir violência
 
Valquiria Lopes 
Aos 36 anos, Patrícia Vilaça abandonou o emprego, deixou de ter vida social e fica trancada em casa. Vítima que se tornou prisioneira do medo, ela vive assombrada por ameaças de morte do ex-marido, Paulo Campos de Oliveira, de 42. Foragido da Justiça, ele não apenas descumpriu determinação judicial de se manter a, no mínimo, 500 metros de distância dela, como, no ano passado, tentou matá-la. Os seis disparos atingiram o irmão e o pai da moça, que sobreviveram. Quase sete anos depois da Lei Maria da Penha, que coíbe a violência doméstica, 80% dos agressores ignoram a lei e passam por cima das medidas de proteção às mulheres em Belo Horizonte.

A informação é da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na capital, onde cerca de um quinto dos atendimentos se refere ao descumprimento de medidas protetivas, como o afastamento de casa e a proibição ao agressor de se aproximar da vítima. Apenas no distrito policial houve o registro, no ano passado, de mais de 2 mil casos de homens que desobedeceram as determinações da Justiça e voltaram a ameaçar ex-companheiras. 

Sem controle efetivo, a quebra de medidas protetivas já culminou em tragédias, como, em 2010, com a morte da cabeleireira Maria Islaine de Moraes – cujo assassinato pelo ex-marido foi flagrado pelas câmeras instaladas no salão de beleza –, e a procuradora federal Ana Alice Moreira de Melo, em fevereiro de 2012, assassinada pelo ex-marido num condomínio de luxo em Nova Lima.

Numa tentativa de barrar essa situação, tornozeleiras eletrônicas começam a ser usadas por agressores – desde março 26 homens são monitorados – e a Delegacia de Mulheres cria setor específico para tratar do descumprimento. Há um mês, a delegada adjunta Renata Rodrigues de Oliveira Batista atua exclusivamente nesses casos. O trabalho já levou para trás das grades oito homens. “O descumprimento aos atos do juiz, com a reiteração da agressão, representa cerca de 80% dos casos onde há indicação de medida protetiva. Com esse acompanhamento mais próximo, queremos demonstrar que a Lei Maria da Penha tem efetividade”, afirma a delegada.

Mesmo assim, Patrícia ainda não conseguiu se sentir segura. Segundo ela, desde o início do casamento, a relação dava indícios de que não terminaria bem, mas foi nos últimos anos, quando o ex-marido ficou desempregado e se envolveu com drogas, que a violência aumentou. “Ele era possessivo. Não queria que eu saísse de casa, me ameaçava. No início do ano passado, quebrou a casa toda porque eu iria viajar com minha família e ele não podia ir junto.” Foi nessa ocasião que Patrícia conseguiu a primeira medida protetiva que determinava afastamento mínimo de 500 metros do agressor. A regra foi descumprida e Paulo ficou preso por dois meses.

Desde a tentativa de homicídio, em março, Patrícia passou a ser acompanhada pelo Serviço de Prevenção à Violência Doméstica da Polícia Militar. “Durante as visitas, elas são informadas sobre os serviços da rede de proteção. Entramos em contato com o agressor também para desmotivá-lo da tentativa de novas investidas criminosas ”, afirmou a coordenadora do serviço, sargento Silvia Adriana Silva. Patrícia ainda luta para ser uma delas, mas reconhece o apoio que o programa oferece. “Me sinto mais segura de saber que tenho alguma proteção. Mesmo que não estejam presentes 24 horas, estão sempre por perto, acompanham o meu caso e posso acioná-los a qualquer momento”, disse, aliviada.

VIOLÊNCIA RESCENTE
Apenas este ano, o Fórum Lafayette concedeu 1.847 medidas protetivas a mulheres. No ano passado, 9.570 pedidos foram estabelecidos pelos juízes, um crescimento de 25% em relação a 2011, quando houve 7.653 medidas. Na Delegacia de Mullheres, os casos também crescem. Em 2012, houve aumento de 45% dos pedidos para medidas protetivas no comparativo com 2011, saltando de 6.770 para 9.877. A estimativa é de que 30% pedidos sejam aceitos. No mesmo período, os mandados de prisão subiram 43%, de 55 para 79, e as prisões em flagrante, 21%, passando de 318 para 385.

A expectativa da chefe da Divisão de Proteção à Mulher, ao Idoso e ao Portador de Deficiência, Margaret de Freitas Assis Rocha, é de que, com o setor específico para cuidar dos casos de reincidência, o número de prisões aumente. “Esse descumprimento está relacionado também ao amadurecimento da Lei Maria da Penha. Se, por um lado, houve aumento do número de mulheres protegidas, por outro, homens também passaram a desobedecer mais. E, geralmente, a desobediência vem acompanhada de outros crimes”, afirma Margaret, responsável pela criação do setor especializado. 


Fonte: Portal UAI

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Estupro como Arma de Guerra: Senhora cristã sofre abuso sexual, por tropas birmanesas, dentro da igreja

Senhora cristã sofre abuso sexual, por tropas birmanesas, dentro da igreja

Uma senhora, pertencente a uma etnia predominantemente cristã, foi estuprada e torturada por soldados birmaneses, dentro de uma igreja, na qual ela se escondeu, quando as tropas invadiram a sua aldeia.
 
A mulher de 48 anos, estava escondida sozinha no edifício, na aldeia de Lucas Pi, município de Chipwi, perto da fronteira Kachin-China, no dia primeiro de maio, após a maioria dos outros moradores terem fugido.
 
Cerca de dez soldados birmaneses a agrediram com coronhadas, facadas e a violentaram por um período de três dias.
 
Após as tropas deixaram a aldeia em quatro de maio, a senhora foi encontrada semiconsciente, por alguns moradores e, foi levada ao hospital. Ela sobreviveu à provação e se reencontrou com sua família, mas ficou com profundos traumas e distúrbios mentais.
 
Um morador do vilarejo, que testemunhou o ataque selvagem, foi capturado pelas tropas, amarrado no complexo da igreja, agredido e esfaqueado. Ele também foi levado para o hospital e sobreviveu.
 
Tática de guerra
 
Os militares de Mianmar têm utilizado a violência sexual, como uma arma de guerra, durante toda a sua ofensiva, no estado de Kachin, que começou em junho de 2011.
 
O marido de uma das vítimas entrou com um processo contra os militares na Suprema Corte da capital, Naypyidaw, mas as acusações contra eles foram rejeitadas . Sumlut Roi Ji, foi estuprada várias vezes ao longo de vários dias, antes de desaparecer, em outubro do ano passado.
 
Lua Nay Li, da Associação Tailandesa de Mulheres Kachin (KWAT) disse: A mensagem do Supremo Tribunal é clara: “o militar birmanês pode estuprar e matar mulheres e não será punido”.
 
A KWAT tem documentado casos de estupro entre os Kachin durante todo o conflito.
 
Durante os primeiros três meses da ofensiva, 32 mulheres e menina, em oito municípios, foram estupradas; 13 delas foram mortas. Em fevereiro, a KWAT informou que o número total de casos de estupro tinha aumentado para 60.
 

Polícia do paquistão faz vista grossa à prisão de agressores muçulmanos

Polícia do paquistão faz vista grossa à prisão de agressores muçulmanos

A polícia paquistanesa se recusou a prender os muçulmanos, acusados de causar aborto em uma mulher grávida de gêmeas ao agredi-la, apesar do juiz ter cancelado a liberdade provisória dos acusados, disse o marido da mulher.
 
Os policiais do distrito de Narowal, na província de Punjab, foram parciais e tendenciosos ao tomar partido de muçulmanos acusados de causar aborto em uma mulher cristã e de estuprar sua sobrinha de 13 anos de idade, disse Asher Masih, tio da menina e marido da mulher agredida. O grupo de rapazes agrediram Nosheen Masih, e outros parentes dela na tentativa de pressioná-los a retirar as acusações de estupro feitas contra eles, disse Masih.
 
Entre os acusados de espancar Nosheen Masih, que estava grávida de cinco meses, e de estuprar uma jovem de 13 anos, está Irfan Safdar. A polícia está protegendo Safdar por causa da influência de seu pai, o inspetor de polícia aposentado Safdar Bajwa, segundo Masih.
 
"Mesmo com o cancelamento da liberdade provisória e do pagamento de fiança, os políciais estão tentando limpar a ficha criminal de Irfan e não levá-lo sob custódia outra vez", completou Masih. Ele acrescentou que o acusado, com a ajuda da polícia, continua a pressionar a família para que seja feito um "acordo de reconciliação", em que eles retirariam as acusações. Devido a influência de seu pai, a polícia já declarou Safdar inocente da acusação de estupro.
 
A menina violentada, disse ao juiz Mansoor Ahmed Warraich, que Irfan Safdar, um empregado dele identificado apenas como Shahid, e um homem não identificado, a sequestraram quando ela passava proximo à casa de Safdar em 29 de março. Ela disse que eles a doparam, a levaram para uma casa abandonada no campo e a violentaram. A menina disse ao juiz que, desde então, não tinha ido para a escola e que nunca mais quer voltar a estudar.
 
Sarwat Hakeem, o oficial que investiga ambos os casos, teria dito ao tribunal que, a menina tinha ido para os campos com os três suspeitos por livre e espontânea vontade, que ela tinha uma "amizade" com Shahid e que ela consentiu em fazer sexo com ele. Disse também que, a família não tinha encontrado a menina na casa abandonada, e que ela teria ido voltado para casa com as próprias pernas.
 
Ele indeferiu a alegação da família de que a mulher perdera os gêmeos devido ao espancamento, alegando que o abordo espontaneo só ocorreu 48 horas após o ataque.
 
Os criminosos muçulmanos se aproveitam do fato de que a polícia e os tribunais dão pouco crédito às denúncias feitas pelo cristãos do país.
 
Masih disse que os familiares das vítimas perderam a esperança de obter justiça por parte das autoridades, acrescentando que estavam "pagando o preço por serem pobres... e cristãos".
 
"O que podemos esperar da polícia quando eles não cumprem seu dever, mesmo sob ordens judiciais"?, disse Masih. "Eles distorcem os fatos e até chegaram ao ponto de acusar uma garota de 13 anos de cometer adultério com três homens adultos".
 
Leia o livro CRISTÃOS SECRETOS e saiba mais, sobre o cotidiano de cristãos que vivem em países de maioria muçulmana, como o Paquistão.
 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Patrulha Maria da Penha monitora a segurança das vítimas de violência doméstica (Zero Hora)

Data: 08/01/2013

Mutirão na Delegacia da Mulher para a conclusão de 2 mil inquéritos foi fundamental para o monitoramento dos casos de violência
 
Protegida pela polícia, Eloá, que vivia enclausurada com medo da violência doméstica, agora se sente encorajada a reabrir sua casa
 
 
Dona Eloá comemora a liberdade com a retomada de pequenos hábitos: portas e janelas abertas, almoço na mesa da cozinha e o culto na igreja evangélica. Tudo aquilo que o ciúme obsessivo do companheiro não permitiam que ela fizesse.
Durante os 10 anos em que esteve ao lado de Nelci dos Santos, 49 anos, viveu enclausurada. Depois de registrar ocorrências contra ele, decidiu pedir uma medida protetiva de urgência, documento que impediria Nelci de se aproximar dela.
Dias após a solicitação deferida pela Justiça, recebeu a visita da Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar (BM), ação criada há dois meses para monitorar a segurança das vítimas de violência doméstica. Foi instruída sobre como fazer para que Nelci respeitasse a ordem. Em 14 de dezembro, no primeiro dia que o homem bateu à sua porta, na nova Vila Dique, Eloá ligou para a BM, que o prendeu em flagrante.
O inquérito de Eloá Fátima Belmonte da Silva, 54 anos, está entre os 2 mil concluídos pela Delegacia da Mulher durante um mutirão realizado em dezembro, com objetivo de acabar com a sensação de impunidade.
Passados seis dias no Presídio Central, Nelci foi solto. Eloá espera que ele tenha aprendido a lição:
— Antes ficava por isso mesmo. Agora que a Brigada me conhece, coloca um respeito maior.
Mulheres determinadas como Eloá não preenchem a realidade. No dia 21 de dezembro, ZH acompanhou a ação da Patrulha Maria da Penha, que visita apenas vítimas com medida protetiva. De sete famílias, metade havia reatado. Em uma das residências, na Lomba do Pinheiro, um vizinho se aproximou a passos lentos e soltou:
— Vocês estão perdendo tempo. O cara passa todas as manhãs na casa dela. Ela deixa.
O semblante dos três brigadianos traduziu-se em pesar. Aquele era um dos 23 casos de risco dos 155 atendidos no mês.
— Não me sinto frustrada, mas chateada. Eles prometem que não vão mais bater, mas sei que é difícil isso acontecer. Aí, ela retira a medida protetiva. Ele bate de novo. E ela tem de começar o processo todo outra vez — diz a soldado Márcia Passos, secretária da Patrulha, preparando-se para a nova missão.
Passava das 16h, quando chegaram à próxima protegida, distante 15 minutos dali, em uma estrada de chão. Assim que a soldado Cemele de Medeiros estacionou a viatura, — uma caminhonete da BM cujo vidro traseiro é adornado por um adesivo lilás com o nome da patrulha —, viram que o marido estava em casa.
O soldado Uilian Teixeira apeou de arma em punho. Calmamente, o agressor foi até o portão explicando que estava lá com o consentimento da mulher. O PM e as outras duas soldados estavam prontos para prendê-lo em flagrante. A Lei Maria da Penha diz que, se o agressor desrespeita a determinação judicial de se manter afastado da vítima, é cadeia na certa.
A soldado Márcia ligou para a mulher, que admitiu ter dado uma chance. Os militares não tiveram alternativa: desarmaram a guarda.
 
Conflitos são expostos para a vizinhança
 
A rotina da patrulha inclui uma média de 15 visitas diárias, inclusive nos finais de semana. Nem sempre encontram as vítimas em casa. Nessas situações, relatos de vizinhos sobre o casal são tomados para compor o relatório que é entregue à Delegacia da Mulher.
— O objetivo é tornar público para toda a vizinhança que ali mora um agressor. Queremos conquistar a confiança das pessoas e mostrar que temos uma polícia conciliadora e não repressora — explica a tenente-coronel Nádia Gerhard, coordenadora Estadual da Patrulha Maria da Penha.
A interferência do Estado nos conflitos domésticos virou uma política pública em virtude dos altos índices de morte desta natureza. Só em 2012 foram 91, contra 46 de 2011. De cada 10, quatro procuraram a polícia antes da fatalidade. Titular da Delegacia da Mulher de Porto Alegre, supervisora do mutirão que deu vazão a 2 mil processos, entre os quais estava o caso de dona Eloá, que inicia esta narrativa, Nadine Anflor explica que, todos os dias, 40 mulheres registram queixa contra seus companheiros só no Palácio da Polícia. Depois que a Patrulha Maria da Penha se iniciou, o número de pedidos de medidas protetivas passou de 399 para 539.
— Ver a patrulha na rua faz com que elas entendam que não são apenas um número de ocorrência. São tratadas pelo nome por um agente que fiscaliza se o agressor está cumprindo a ordem de não chegar perto da vítima — observa Nadine.
 
Rede de proteção
 
— A Rede de Atendimento para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar é formada por Brigada Militar, Polícia Civil e Instituto-geral de Perícias.
— A Patrulha Maria da Penha é composta por 16 policiais militares que fazem rondas nos quatro Territórios de Paz de Porto Alegre (além da Lomba do Pinheiro, nos bairros Rubem Berta, Restinga e Santa Tereza), e 16 em Canoas, consideradas zonas com alto índice de violência doméstica. Até março, Alvorada e Novo Hamburgo podem ter o serviço.
— Foram realizadas 660 visitas em dois meses da Patrulha Maria da Penha.
— A Delegacia da Mulher recebeu o reforço de seis policiais que ajudaram a finalizar 2 mil inquéritos nos últimos 30 dias, que já foram remetidos à Justiça na semana passada. Foram priorizados os casos mais graves de 2012 e os mais antigos, de 2009. Ainda restam 15 mil em andamento.
— Ao final do fechamento dos inquéritos, em dezembro, uma operação comandada pela delegada Flávia Faccini terminou com a apreensão de duas armas na casa de homens suspeitos da prática de violência doméstica.
 
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Kamila Almeida
kamila.almeida@zerohora.com.br
 
 

Quando os estupros vão chocar a África do Sul? (BBC Brasil)

Sul-africanos se acostumaram com o fato de terem sociedade violenta
 
O jovem de 22 anos estava sentado dentro de um bar improvisado no bairro de Soweto, poucos dias antes do Ano Novo, quando a polícia apareceu atrás dele.
Segundo testemunhas, o jovem tinha acabado de atacar e estuprar uma menina de 17 anos em sua mesa de bar, mas aparentemente considerou o incidente tão trivial que sequer tentou fugir.
Os demais frequentadores do bar, exceto pela vítima, nem se deram ao trabalho de chamar a polícia.
Num momento em que a Índia está reexaminando sua sociedade por conta do estupro coletivo seguido de morte de uma jovem, a África do Sul parece continuar anestesia – incapaz de reagir coletivamente diante de estatísticas quase inacreditáveis e, aparentemente, muito piores do que as indianas.
Na África do Sul, quase 60 mil estupros são denunciados anualmente à polícia, o que é mais do dobro das denúncias na Índia (cuja população é 24 vezes maior que a sul-africana).
E especialistas acreditam que o número real de estupros seja ao menos dez vezes maior, ou 600 mil ataques ao ano.
 
Indignação isolada

Não é que a questão seja ignorada – longe disso.
Nesta semana, jornais sul-africanos estão reportando histórias assustadoras do que é descrito como uma nova tendência: o estupro de avós idosas, principalmente em comunidades rurais. Duas senhoras, de 82 e 73 anos, foram atacadas em 2 de janeiro.
Mas, apesar da indignação expressada pelos colunistas de jornais e por ouvintes das rádios locais, não foi criado na sociedade um sentimento unido de reação.
Recentemente, comentaristas e ativistas olharam para os desdobramentos na Índia quase com inveja, questionando-se quanto ao que pode ter provocado o atual sentimento de indignação coletiva e o debate sobre quem (ou o que) culpar – a história, as drogas, a pobreza…
“Ninguém vai me convencer de que o estupro de um bebê de três meses ou de uma vovó de 87 anos é causado pela pobreza, nem a queima de uma biblioteca ou o vandalismo de uma escola”, disse recentemente pelo Twitter a sindicalista sul-africana Zwelenzima Vavi.
“Talvez o estupro esteja na nossa cultura, como parte da cultura patriarcal”, disse à BBC a empresária e ativista Andy Kawa, que foi vítima de um estupro coletivo.
“É algo cotidiano. Acontece nos lares. Mas (é cercado de) silêncio por causa do medo; porque o estuprador, na maioria das vezes, detém o poder”, afirmou.
Mpumelelo Mkhabela, editor de um jornal de Soweto, diz que “o governo está fazendo o que pode, mas também precisamos que os cidadãos entrem na briga e assumam a campanha, em vez de ficarem apenas momentaneamente indignados”.
 
Sociedade violenta

Talvez a única certeza seja a de que a África do Sul é, há décadas, uma sociedade violenta, e as pessoas se acostumaram com isso.
Em muitas comunidades, jovens mulheres dizem que praticamente esperam ser abusadas, enquanto jovens homens crescem com um perigoso sentido de posse sobre elas.
Nesta semana, houve poucas reações públicas, exceto pela causada por algumas notícias de jornais, quando veio à tona a história de uma mulher de 21 anos foi vítima de um estupro coletivo na última terça-feira, durante sua viagem para se matricular em uma universidade nos arredores de Pretória.
Ela foi arrastada para uma mata por quatro homens ainda não identificados. Ela sobreviveu ao ataque.
No dia seguinte, a BBC foi à entrada da universidade conversar com outros estudantes. A maioria dos consultados não tinha ouvido nada a respeito do estupro, e nenhum pareceu nem um pouco surpreso. Estavam mais preocupados com guardar seu lugar na fila da universidade.
“Não estamos protegidas, não nos sentimos seguras”, disse uma estudante.
Um passante acrescentou: “Há muitos estupradores por aqui”.
Então, a jovem pensou por um momento, olhou para seus amigos e disse baixinho: “Não sei o que está errado com os homens. Algo precisa ser feito a respeito deles”.
Andrew Harding
Correspondente da BBC News na África
 

Nova Déli não é segura para as mulheres, diz Suprema Corte da Índia (BBC Brasil)

Em meio à crise gerada por um estupro coletivo que resultou na morte de uma jovem de 23 anos no mês passado, a Suprema Corte da Índia disse nesta sexta-feira que a capital do país, Nova Déli, não é um lugar seguro para as mulheres.
Um painel de juízes da mais alta corte indiana disse que o estupro em questão não foi um fato isolado e que está em seus objetivos prover um ambiente seguro em que as mulheres possam viver com dignidade.
Como parte dos reflexos do caso, milhares saíram às ruas do país em manifestações e o número de denúncias de estupro aumentou consideravelmente.
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Advogados se negam a defender suspeitos de estupro de estudante indiana

AFP - Agence France-Presse
 
Advogados do tribunal de Nova Délhi que deve julgar os acusados pelo estupro de uma estudante indiana que faleceu no sábado em consequência dos ferimentos sofridos na agressão anunciaram que se negam a defender os seis suspeitos, que, segundo a imprensa, também tentaram atropelar a jovem depois do ataque.

A primeira audiência do tribunal do distrito de Saket, ao sul da capital federal, deve acontecer na quinta-feira com a apresentação de um relatório de 1.000 páginas da polícia.

"Decidimos que nenhum advogado se apresentará para defender os acusados do estupro porque seria imoral defender o caso", anunciou à AFP Sanjay Kumar, um advogado membro da Ordem dos Advogados do distrito de Saket.

Kumar afirmou que 2.500 advogados registrados no tribunal decidiram "permanecer à margem" para garantir uma "justiça rápida", o que significa que advogados de ofício representarão os suspeitos.

Outro advogado ligado ao tribunal confirmou à AFP o boicote.

De acordo com a imprensa indiana, os estupradores da jovem de 23 anos agredida por vários homens em um ônibus em Nova Délhi tentaram atropelar a vítima depois do ataque.

"A mulher e seu namorado tiveram as roupas retiradas e foram jogados do ônibus", afirma o jornal The Indian Express.

"O namorado a retirou quando viu que o ônibus dava marcha a ré para atropelá-la", completa o jornal.

O namorado da estudante, agredido com uma barra de ferro e jogado do ônibus depois que a jovem foi estuprada várias vezes, conseguiu afastar a vítima do veículo antes que ela fosse atropelada, revela um relatório de 1.000 páginas da polícia que será apresentado à justiça.

A imprensa indiana informou ainda que a jovem mordeu três dos seis agressores para tentar escapar das agressões.

As marcas das mordidas, o sangue, o esperma, os fios de cabelo e o depoimento do namorado devem ser usados como provas contra os acusados, segundo a imprensa e fontes policiais.

Seis homens foram detidos. Cinco deles devem ser julgados na quinta-feira por assassinato e estupro em um tribunal criado especialmente para o caso.

O sexto acusado, que teria 17 anos, deveria ser julgado por um tribunal de menores, mas está sendo submetido a exames para a comprovação da idade.

Os acusados podem ser condenados à pena de morte.

Segundo o Times of India, uma das acusações da polícia será a tentativa de destruição das provas pelo motorista do ônibus, que participou no estupro da estudante de Fisioterapia. Ele tentou lavar o veículo e queimou as roupas arrancadas da vítima.

A brutalidade do ataque provocou revolta na Índia e muitas manifestações contra a violência cometida com total impunidade contra as mulheres no país.
 
Fonte: Portal UAI 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Grito de Ana 2013: Um grito pelas mulheres cristãs vítimas de agressão pela perseguição religiosa

Foto: André Silva/O Grito de Ana
 
 
Nesse ano de 2013 o blog, "O Grito de Ana" vai servir à uma causa específica dentro deste contexto de violência contra a mulher. Segundo dados da organização Missão Portas Abertas, mais 100 milhões de cristãos ao redor do mundo sofrem algum tipo de perseguição por causa da sua fé. Essa perseguição vai desde limitações à cidadania ao assassinato por grupos fundamentalistas religiosos, por regimes de governo, por terroristas e criminosos. na esteira dessa atrocidade, as mulheres, depois das crianças, são as que estão mais vulneráveis e sofrem as piores agressões no ambiente público e privado.
 
Sendo assim, essa ferramenta de ativismo em prol do fim da violência contra a mulher, que é o blog "O Grito de Ana", vai levantar a bandeira da causa das mulheres cristãs que sofrem perseguição (violências físicas, psicológicas, moral, sexual, material e emocional) por causa da sua fé.
 
Essa bandeira será erguida em 2013 na linha de frente da militância por cada mulher que sofre algum tipo de agressão e por aquelas que tiveram sua vida ceifada pela violência de gênero.
 
André Silva
 
Polícia do paquistão faz vista grossa à prisão de agressores muçulmanos
 
A polícia paquistanesa se recusou a prender os muçulmanos, acusados de causar aborto em uma mulher grávida de gêmeas ao agredi-la, apesar do juiz ter cancelado a liberdade provisória dos acusados, disse o marido da mulher.

Os policiais do distrito de Narowal, na província de Punjab, foram parciais e tendenciosos ao tomar partido de muçulmanos acusados de causar aborto em uma mulher cristã e de estuprar sua sobrinha de 13 anos de idade, disse Asher Masih, tio da menina e marido da mulher agredida. O grupo de rapazes agrediram Nosheen Masih, e outros parentes dela na tentativa de pressioná-los a retirar as acusações de estupro feitas contra eles, disse Masih.
 
Entre os acusados de espancar Nosheen Masih, que estava grávida de cinco meses, e de estuprar uma jovem de 13 anos, está Irfan Safdar. A polícia está protegendo Safdar por causa da influência de seu pai, o inspetor de polícia aposentado Safdar Bajwa, segundo Masih.
 
"Mesmo com o cancelamento da liberdade provisória e do pagamento de fiança, os políciais estão tentando limpar a ficha criminal de Irfan e não levá-lo sob custódia outra vez", completou Masih. Ele acrescentou que o acusado, com a ajuda da polícia, continua a pressionar a família para que seja feito um "acordo de reconciliação", em que eles retirariam as acusações. Devido a influência de seu pai, a polícia já declarou Safdar inocente da acusação de estupro.
 
A menina violentada, disse ao juiz Mansoor Ahmed Warraich, que Irfan Safdar, um empregado dele identificado apenas como Shahid, e um homem não identificado, a sequestraram quando ela passava proximo à casa de Safdar em 29 de março. Ela disse que eles a doparam, a levaram para uma casa abandonada no campo e a violentaram. A menina disse ao juiz que, desde então, não tinha ido para a escola e que nunca mais quer voltar a estudar.
 
Sarwat Hakeem, o oficial que investiga ambos os casos, teria dito ao tribunal que, a menina tinha ido para os campos com os três suspeitos por livre e espontânea vontade, que ela tinha uma "amizade" com Shahid e que ela consentiu em fazer sexo com ele. Disse também que, a família não tinha encontrado a menina na casa abandonada, e que ela teria ido voltado para casa com as próprias pernas.
 
Ele indeferiu a alegação da família de que a mulher perdera os gêmeos devido ao espancamento, alegando que o abordo espontaneo só ocorreu 48 horas após o ataque.
 
Os criminosos muçulmanos se aproveitam do fato de que a polícia e os tribunais dão pouco crédito às denúncias feitas pelo cristãos do país.
 
Masih disse que os familiares das vítimas perderam a esperança de obter justiça por parte das autoridades, acrescentando que estavam "pagando o preço por serem pobres... e cristãos".
 
"O que podemos esperar da polícia quando eles não cumprem seu dever, mesmo sob ordens judiciais"?, disse Masih. "Eles distorcem os fatos e até chegaram ao ponto de acusar uma garota de 13 anos de cometer adultério com três homens adultos".
 
Leia o livro CRISTÃOS SECRETOS e saiba mais, sobre o cotidiano de cristãos que vivem em países de maioria muçulmana, como o Paquistão.
 
Fonte: Site Portas Abertas

Dados nacionais sobre violência contra a mulher

Entre 1980 e 2010 foram assassinadas mais de 92 mil mulheres no Brasil, 43,7 mil somente na última década. Segundo o Mapa da Violência divulgado pelo Instituto Sangari, o número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, que representa um aumento de 230%.
 
 
 
“O crescimento efetivo acontece até o ano de 1996, período que as taxas de homicídio feminino duplicam, passando de 2,3 para 4,6 homicídios para cada 100 mil mulheres [veja gráfico ao lado]. A partir desse ano, e até 2006, as taxas permanecem estabilizadas, com tendência de queda, em torno de 4,5 homicídios para cada 100 mil mulheres. No primeiro ano de vigência efetiva da lei Maria da Penha, 2007, as taxas experimentam um leve decréscimo, voltando imediatamente a crescer de forma rápida até o ano 2010, último dado atualmente disponível, igualando o máximo patamar já observado no país: o de 1996.”
 
De janeiro a junho de 2012, o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher registrou 47.555 relatos de violência. A violência física continua sendo o tipo mais relatado. Foram 26.939 registros – contemplando 56,65% das formas de violência de que trata a Lei Maria da Penha (11.340/2006).
 
Em 2011, o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, registrou que 37.717 mulheres, entre 20 e 59 anos foram vítimas de algum tipo de violência no Brasil. Entre as principais agressões notificadas, se destaca a física, com 78,2%, seguida por violência psicológica (32,2%) e sexual (7,5%). A maioria das agressões ocorre dentro da própria residência (60,4%) e os homens com os quais elas se relacionam ou se relacionaram são os principais agressores (41,2% dos casos).
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fórum de Sobreviventes: Testemunhos de mulheres que sobreviveram e promoveram mudanças

Rompiendo el silencio: Sobrevivientes de la violencia detallan cómo utilizaron su experiencia para lograr el cambio


Cathy Eatock es una aborigen y sobreviviente del abuso sexual en su niñez que presentó una denuncia contra su agresor a pesar de la resistencia de su comunidad. Desde entonces trabaja incansablemente en políticas para proteger a las mujeres y a los niños de los abusos, y para defender los derechos de los pueblos indígenas. Ella es hoy la Oficial Superior de Políticas en el Ministerio de Asuntos Indígenas del Gobierno de Australia.
 
“Mi propia experiencia suscitó una serie de temas acerca de los enfoques legislativos y de políticas, de los que desde entonces me he ocupado”, cuenta. Ella es una de las cinco mujeres que tomaron la palabra hoy en el Foro de Sobrevivientes acerca de cómo han usado sus propias experiencias con la violencia para promover, con éxito, reformas en la legislación y las políticas públicas en sus países.
 
Cuatro de las sobrevivientes que hablaron en el Foro (de izq. a der.): Autumn Burris, Sacide Akkaya, Mayerlis Angarita y Cathy Eatock. Foto: ONU Mujeres/Catianne Tijerina
 
Este panel fue celebrado en el marco del Foro de Contrapartes sobre la prevención y erradicación de la violencia contra las mujeres, organizado por ONU Mujeres los días 13 y 14 de diciembre en Nueva York. El evento tuvo el propósito de alentar el diálogo, crear alianzas y ofrecer una plataforma para compartir las estrategias que dan resultados.
 
“Este mes se me atacó dos veces: una con arma de fuero y la otra cuando nos atacaron los paramilitares”, contó Mayerlis Angarita con vehemencia, superviviente de la violencia relacionada con el conflicto y activista de Colombia que creó la Fundación Narrar para Vivir. Esta organización no gubernamental influenció exitosamente la ley de víctimas y restitución de tierras adoptada por el Congreso colombiano en 2011, que estableció los derechos de las mujeres a la tierra.
 
“Fuimos al Congreso en grupo, 17 mujeres, para presentar nuestra opinión sobre la nueva ley, y conseguimos la inclusión de una perspectiva de género en el capítulo sobre la restitución de la tierra”, cuenta Mayerlis (si desea más detalles, visione la entrevista en vídeo en español). “Es también un testimonio… de lo que el conflicto armado ha causado y de cómo usaron nuestros cuerpos como arma de guerra. … La lucha no fue fácil… pero hemos logrado producir un efecto.”
 
Sacide Akkaya, de Turquía, sobrevivió a la violencia doméstica y es una prominente activista con la organización de mujeres KA-MER. Ha estado luchando contra los asesinatos por honor y ha contribuido fundamentalmente a la adopción de un decreto de prevención de la violencia contra las mujeres, que entró en vigor el 8 de marzo de 2012. “Casi el 70 por ciento de las cosas que propusimos han sido incluidas en la ley”, dijo, enfatizando que su organización continua haciendo cabildeo a favor de más cambios.
 
“Creo que contar con los testimonios de estas sobrevivientes en este panel es histórico y deseo agradecer a ONU Mujeres por esta iniciativa”, dijo Autumn Burris, superviviente de abusos sexuales, violación, trabajo en el sexo y violencia doméstica de los Estados Unidos de América. Ella fundó Standing Against Global Exploitation (lucha contra la explotación en el mundo), una organización sita en San Francisco que ha abogado por una ley contra el tráfico de personas en California. “Algunos de los retos son la falta de políticas, servicios y programas que cuenten con el punto de vista de las supervivientes, y la falta de coordinación entre los gobiernos y las ONG”, dijo.
 
En un vídeo desde Brasil, Maria da Penha, sobreviviente de violencia doméstica, contó su historia de perseverancia: sobrevivió a dos tentativas de asesinato por parte de su esposo en 1983, que la dejaron paralítica. “Viví una vida llena de violencia física y psicológica, y no podía salir de esa relación porque, en aquel tiempo… se mataba a las mujeres que trataban de escapar de una relación violenta. … En general, el agresor quedaba libre de toda pena.”
 
Maria persistió a pesar de dos décadas de infructuosas batallas legales contra su esposo, que quedó eventualmente en libertad por tecnicismos. Escribió un libro y se asoció con dos ONG que la ayudaron a llevar su caso ante la Comisión Interamericana para los Derechos Humanos. En 2001, la Comisión dictaminó contra Brasil y ordenó al país a establecer una ley nacional para prevenir la violencia doméstica. La ley fue promulgada en agosto de 2006 y se le dio el nombre oficial de Ley Maria da Penha.

El Foro de Contrapartes fue organizado en preparación de la 57ª sesión de la Comisión de la Condición Jurídica y Social de la Mujer de marzo de 2013. Esta reunión internacional, donde los países darán cuentas de los progresos de sus países en materia de derechos de las mujeres y de igualdad de género, se centrará en la prevención y la eliminación de la violencia contra las mujeres y las niñas.
 
 Fonte: ONU Mujeres

domingo, 16 de dezembro de 2012

Lei de Femicídio: Prisão perpétua para femicídio é aprovada no Perú

Textos:Isabel Zamora iszamora@grupoepensa.pe |Fotos:Archivo Epensa
                 


 23 noviembre 2012 | Lima - Peru
Advertidos. Los hombres acostumbrados a golpear a sus parejas sin ninguna contemplación, tendrán que pensarlo dos veces antes de actuar con violencia, pues la Comisión de la Mujer y Familia del Congreso de la República aprobó endurecer las penas para los agresores, que incluso llegarían a la cadena perpetua.

De esta manera se reforma y amplía la Ley del Feminicidio, con la finalidad de dar un marco legal adecuado y sancionar con penas más severas a los agresores, quienes podrían purgar cárcel de por vida por su mal accionar.

El proyecto aprobado tipifica el delito de feminicidio aun cuando las víctimas no sean esposas, parejas o novias del agresor. Además, señala que para su comisión basta que la mujer haya sufrido acoso en el trabajo u otro lugar.

Asimismo, en caso de que la víctima sea menor de edad, la norma propone aplicar cadena perpetua al victimario. También agrava las penas el hecho de que la víctima sea gestante, una persona bajo cuidado o responsabilidad del agresor, o discapacitada.

Por su parte, la presidenta de la Comisión de la Mujer, Aurelia Tan, recordó que en la actualidad los casos de feminicidio son juzgados como crímenes comunes, lo que no garantiza penas severas para los autores.
 
AL PLENO. La ministra de la Mujer, Ana Jara, saludó la aprobación de dicho proyecto de ley y exhortó al presidente del Congreso, Víctor Isla, a que incluya el dictamen en la agenda del próximo pleno.

Indicó que la propuesta, aprobada por la Comisión de la Mujer, permitirá castigar con mayor rigor la violencia contra las mujeres, estableciendo la cadena perpetua para el feminicidio en caso de que existan agravantes.

"Rescato que el tema se haya tratado con la celeridad que tanto reclama la ciudadanía ante estos hechos que nos indignan", señaló Jara.
 

Portal "Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha": referência de pesquisa pública

Lançado o portal "Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha"


Gil Ferreira/Agência CNJ
Lançado o portal Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha

A campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha: a Lei é mais Forte”, promovida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) terá mais um parceiro: o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão aderiu à iniciativa durante o lançamento do novo portal www.compromissoeatitude.org.br, que reúne doutrinas, jurisprudências, estatísticas e artigos sobre a violência doméstica e familiar e a Lei Maria da Penha. O evento, que também marcou o início da campanha compromisso e atitude na Região Sul, ocorreu no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) nesta sexta-feira (14/12).
 
A juíza Luciane Bortoleto, que auxilia na coordenação das ações do CNJ relacionadas à Lei Maria da Penha, informou que o ingresso do CNMP se deu por meio da assinatura de termo aditivo ao acordo de cooperação que criou a campanha. A magistrada destacou o significado da adesão do CNMP, responsável pelo planejamento estratégico e fiscalização do Ministério Público brasileiro. “A campanha visa justamente a mobilizar os operadores do Direito e chamar a atenção deles para a importância dessa causa”, afirmou.
 
O novo portal se destina aos profissionais da área jurídica, principalmente àqueles que não têm familiaridade com a matéria, mas que, em algum momento, precisam lidar com ela. Além de notícias, informações sobre a legislação referente à violência contra a mulher, o portal Compromisso e Atitude possibilita o acesso a convenções e tratados internacionais, normas, recomendações e manuais. A aba Jurisprudência apresenta decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em Estatística, as pessoas interessadas obterão dados nacionais e internacionais de casos de violência contra as mulheres. Casos emblemáticos de assassinatos e outros crimes contra brasileiras estão postados em Justiça em Ação, e, em Serviços, operadores e operadoras de Justiça encontrarão políticas públicas para o enfrentamento a esse tipo de violência.

“Nossa intenção é que o portal seja ferramenta completa, de acesso para o público, no entanto mais voltado para o operador do direito. O portal vai ser de grande contribuição, principalmente para os profissionais que trabalham com uma gama de assuntos e não especificamente com a lei”, afirmou Luciane Bortoleto.

O lançamento da iniciativa contou com a presença do conselheiro Ney Freitas, presidente da Comissão de Acesso à Justiça e à Cidadania, órgão do CNJ responsável pelo desenvolvimento da iniciativa. De acordo com ele, a iniciativa já foi lançada no Espírito Santo, no Pará, em Alagoas e no Mato Grosso do Sul. Esses estados foram classificados como os mais violentos da região à qual pertencem, de acordo com o Mapa da Violência – pesquisa da SPM que aferiu o número de homicídios entre as mulheres.

Giselle Souza
Agência CNJ de Notícias, com informações da Secretaria de Políticas para as Mulheres
 
Fonte: Portal CNJ

domingo, 25 de novembro de 2012

Sobre a Rede de Homens Líderes (Network of Men Leaders)

"Men must teach each other that real men do not violate or oppress women – and that a woman’s place is not just in the home or the field, but in schools and offices and boardrooms." 
             
SECRETARY-GENERAL BAN KI-MOON



Network of Men Leaders

The Secretary-General’s Network of Men Leaders

Too often, boys and young men are exposed to examples of sexist behaviour. Too often, boys and young men are taught to equate masculinity with the use of violence and dominance over women. Too often, such behaviour is met with silence and tolerated by other men, which serves only to normalize gender inequality and negative stereotypes.
 
However, many men are uncomfortable with stereotypical and violent behaviour towards women and would intervene if they believed other men would support them. Men can also be devastated by violence perpetrated against the women they care deeply about.
 
For many years, women around the world have led efforts to prevent and end violence, and today more and more men are adding their support to the women's movement. Men have a crucial role to play as fathers, friends, decision makers, and community and opinion leaders, in speaking out against violence against women and ensuring that priority attention is given to the issue. Importantly, men can provide positive role models for young men and boys, based on healthy models of masculinity.

As part of the growing effort to include men as part of the solution to ending violence against women, United Nations Secretary-General Ban Ki-moon launched his Network of Men Leaders. The Network supports the work of women around the world to defy destructive stereotypes, embrace equality, and inspire men and boys everywhere to speak out against violence.
 
The Leaders in this expanding Network – current and former politicians, civil society and youth activists, religious and community leaders, cultural figures and other prominent individuals – work in their spheres of influence to undertake specific actions to end violence against women, from raising public awareness, to advocating for adequate laws, to meeting with young men and boys, to holding governments accountable.
 
Reflecting the priority placed on ending violence against women and girls by the Secretary-General, the Network is just one initiative of his UNiTE to End Violence against Women campaign, which will run to 2015.
 
The Secretary-General launched the Network at UN Headquarters in New York on 24 November 2009, at the official observance of the 10th anniversary of the International Day for the Elimination of Violence against Women.

Fonte: ONU

Se envolva nessa campanha da ONU - UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres