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sexta-feira, 28 de março de 2014

Assassino de Ana Carolina condenado a 29 anos de prisão em Minas Gerais

"Maníaco do volante" é condenado a 29 anos de prisão em MG

Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte

Opintor Marcos Antunes Trigueiro, conhecido como "maníaco do volante", foi condenado pela Justiça de Minas Gerais a 29 anos e dois meses de prisão pelos crimes de latrocínio e roubo qualificado. Ele recebeu esse apelido porque suas vítimas preferenciais eram mulheres conduzindo seus carros.
Trigueiro cumpre pena na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, por ter sido condenado em três processos de três estupros e homicídios de mulheres. Os crimes foram cometidos entre os anos de 2009 e 2010 em Belo Horizonte e em Contagem. Ao todo, as penas somam quase 100 anos de prisão.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), o latrocínio cometido pelo condenado ocorreu em 2004, quando ele assaltou uma pizzaria em Contagem. Na ocasião, conforme o processo, Trigueiro roubou dinheiro, celulares, documentos pessoais e cartões bancários de frequentadores do local. Ainda dentro do recinto, ele pegou uma pochete de um homem e, em seguida, disparou um tiro em sua nuca, matando-o.
Durante a instrução do processo, Trigueiro negou as acusações e afirmou nunca ter estado no local, nem ter tido uma arma de fogo. Ele ainda afirmou que o reconhecimento dele realizado pelas testemunhas não poderia ser levado em consideração, já que o latrocínio ocorreu há alguns anos.
No entanto, o relator do processo, o desembargador Jaubert Carneiro Jaques, afirmou que as testemunhas não demonstraram dificuldade em "reconhecer prontamente" Trigueiro como sendo o autor do crime.
"Sendo assim, as palavras das vítimas devem ser consideradas aptas e seguras, não havendo qualquer possibilidade de que as mesmas tivessem intenção de incriminar um inocente, mesmo porque não faria sentido em esperar tanto tempo para proferir uma acusação falsa, sendo que poderiam ter atribuído a responsabilidade pela autoria do delito a qualquer um, se fosse o caso", concluiu o relator.
UOL não conseguiu contato com o advogado de Trigueiro.

Estupros

A última condenação de Trigueiro em processo no qual ele fora acusado de estupro seguido de homicídio aconteceu em setembro de 2012.
Na época, ele foi apenado a 36 anos e nove meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, estupro e furto, em regime fechado, pela morte de Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, 35, ocorrida em 2009.
Anteriormente, em setembro de 2010, o homem foi condenado a 28 anos de prisão pela morte da comerciante Maria Helena Aguilar, 48, em setembro de 2009. Nesse caso, a Justiça o condenou a 18 anos pelo homicídio, a mais oito anos pelo estupro e outros dois anos por furto praticado contra a vítima.


Ainda em 2010, mas em junho, ele havia recebido a pena de 34 anos e quatro meses de prisão pelo estupro e morte da empresária Ana Carolina Menezes de Assunção, 27, em abril de 2009. Ele foi sentenciado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro, furto e por expor a vida de uma criança a perigo iminente.

De acordo com o TJ-MG, no dia 16 de abril, a vítima foi abordada por Trigueiro quando estava em seu carro, acompanhada pelo filho de um ano e meio, no bairro Industrial, em Contagem.
O homem teria simulado um assalto, entrado no veículo e mandado a empresária conduzir o carro para outro local, onde ela teria sido abusada e morta. O menino foi deixado no local. Durante o julgamento, Trigueiro assumiu que assassinou Ana Carolina no bairro Alto dos Pinheiros, na região noroeste da capital mineira.
Os crimes atribuídos ao maníaco pela Polícia Civil mineira mostraram o mesmo modo de ação -- as vítimas eram estupradas antes de serem mortas e tinham os pertences roubados.  Ainda segundo a investigação, o réu tinha predileção por mulheres desacompanhadas na direção de seus carros. Ele é acusado de outras duas mortes de mulheres. Porém, ainda não houve julgamento.
Fonte: Portal UOL

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Assasssino de Ana Carolina é condenado a 34 anos e quatro meses de prisão. Uma vitória dos que lutam pelo fim da violência contra a mulher !!!


Maníaco de Contagem é condenado a 34 anos e quatro meses de prisão

Emerson Campos - Portal Uai

Trinta e quatro anos e quatro meses. Esse é o tempo que Marcos Antunes Trigueiro, de 32 anos, terá que passar atrás das grades por ter estuprado e assassinado Ana Carolina Menezes, de 27 anos, em abril de 2009. A maior pena foi pelo homicídio da empresária: 23 anos de reclusão. Além disso, ele ainda foi condenado à reclusão de 9 anos e seis meses pelos dois estupros (anal e vaginal), dois anos mais multa por furto, e sete meses pela exposição do filho de Ana ao perigo. A pena deverá ser cumprida em regime fechado e ele não poderá recorrer em liberdade.

Este foi o primeiro de uma série de julgamentos a que Trigueiro ainda deve ser submetido. Ele deve ir à júri popular pela morte e estupro de mais quatro mulheres e por mais dois latrocínios, conforme informou seu advogado, Rodrigo Bezzotto.


O Julgamento


Antes do início dos trabalhos, na manhã desta desta quarta-feira, advogado de defesa e promotor davam pistas do que se veria ao longo da sessão: um debate sobre a saúde mental de Marcos Antunes Trigueiro. Logo no início, ambos dispensaram as testemunhas e o réu foi convovado pelo juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga para responder suas perguntas.

Após um breve debate com seu advogado, Marcos Trigueiro aceitou responder as indagações do juiz e confessou parcialmente os crimes. Durante sua fala, o Serial Killer de Contagem disse que, se pudesse, voltaria atrás, e negou ter feito sexo anal com vítima, no entanto, laudos do IML mostraram que, de fato, as relações existiram.


Bocejo e sorriso


Defesa e promotoria abriram mão de questionar Marcos, que voltou para o banco dos réus após o interrogatório do juiz. Enquanto aguardava o início da argumentação do promotor Paulo Roberto Romero, o Maníaco de Contagem chegou a bocejar. Logo no início da fala de Romero, ao ser ironicamente chamado de "Marquinho", o réu esboçou um sorriso. Durante a maior parte do dia, ele permaneceu de cabeça baixa, com ar sereno, sempre sem algemas.

Durante sua argumentação, o promotor focou sua linha de raciocínio em detalhes que comprovam que Trigueiro não possuí nenhum problema mental e que, por isso, tinha total consciência dos crimes que cometia. O acusador chegou a revelar que o réu teria confessado a um companheiro de cela que sempre ia bem vestido atacar suas vítimas, o que comprovaria a tese da promotoria, de que suas ações eram planejadas.


Defesa


A argumentação de Rodrigo Bizzotto foi marcada por constantes intervenções da promotoria. O principal motivo para o debate entre defesa e acusação foi a falta de consenso das partes com relação aos crimes pelos quais o Maníaco de Contagem era julgado. Enquanto a promotoria pedia que Trigueiro fosse julgado separadamente pelos crimes de homicídio e estupro, seu advogado solicitava uma condenação por estupro seguido de morte, o que, segundo o promotor, significaria uma pena menor, de aproximadamente 12 anos, fora os benefícios.

No último intervalo antes da réplica, de Romero, e da tréplica, de Bizzotto, o defensor voltou a conversar com os jornalistas e chegou a falar em milagre ao citar uma possível redução de pena de seu cliente.


Assassinato revelou a frieza do maníaco


Entre os vários crimes pelos quais Marcos Trigueiro foi acusado, o assassinato de Ana Carolina foi um dos que mais chamou a atenção, por mostrar a frieza do maníaco durante a ação.

Após simular um assalto e levar a vítima até o bairro Alto dos Pinheiros, na Região Noroeste de Belo Horizonte, Marcos estuprou e matou a empresária na frente de seu filho, na época, com 1 anos e 4 meses. Após o crime, ele deixou a criança deitada sobre o corpo da mãe morta.

Fonte: Portal Uai