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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Impacto socioeconômico da violência contra as mulheres (OMS)

Impacto socioeconômico da violência contra as mulheres (OMS)

Vários estudos apontam que os custos sociais e econômicos da violência contra as mulheres são enormes e têm efeito cascata em toda a sociedade. As mulheres podem sofrer vários tipos de incapacidade – passageira ou não – para o trabalho, perda de salários, isolamento, falta de participação nas atividades regulares e limitada capacidade de cuidar de si própria, dos filhos e de outros membros da família.
Além dos custos humanos, a violência representa uma imensa carga econômica para as sociedades em termos de produtividade perdida e aumento no uso de serviços sociais. Entre as mulheres pesquisadas em Nagpur, Índia, por exemplo, 13% precisaram largar um trabalho remunerado por causa de abuso, faltando uma média de sete dias úteis por incidente, e 11% não conseguiram desempenhar tarefas domésticas por causa de um incidente de violência.
Embora a violência de gênero não afete constantemente a probabilidade geral de uma mulher de conseguir um emprego, parece que ela influencia no salário da mulher e em sua capacidade de manter um emprego. Um estudo realizado em Chicago, IL, Estados Unidos, concluiu que mulheres com um histórico de violência de gênero tinham maior probabilidade de haver passado por períodos de desemprego, de ter tido grande rotatividade de empregos e de ter sofrido mais problemas físicos e mentais que poderiam afetar seu desempenho no trabalho. Elas também tinham menor renda pessoal e tinham muito mais possibilidade de receber assistência social do que as mulheres que não tinham um histórico de violência de gênero. Da mesma forma, em um estudo realizado em Manágua na Nicarágua, as mulheres que sofreram abuso ganhavam 46% a menos do que as mulheres sem histórico de abuso, mesmo depois de controlar outros fatores que poderiam afetar os rendimentos.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Dados nacionais sobre violência contra a mulher

Entre 1980 e 2010 foram assassinadas mais de 92 mil mulheres no Brasil, 43,7 mil somente na última década. Segundo o Mapa da Violência divulgado pelo Instituto Sangari, o número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, que representa um aumento de 230%.
 
 
 
“O crescimento efetivo acontece até o ano de 1996, período que as taxas de homicídio feminino duplicam, passando de 2,3 para 4,6 homicídios para cada 100 mil mulheres [veja gráfico ao lado]. A partir desse ano, e até 2006, as taxas permanecem estabilizadas, com tendência de queda, em torno de 4,5 homicídios para cada 100 mil mulheres. No primeiro ano de vigência efetiva da lei Maria da Penha, 2007, as taxas experimentam um leve decréscimo, voltando imediatamente a crescer de forma rápida até o ano 2010, último dado atualmente disponível, igualando o máximo patamar já observado no país: o de 1996.”
 
De janeiro a junho de 2012, o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher registrou 47.555 relatos de violência. A violência física continua sendo o tipo mais relatado. Foram 26.939 registros – contemplando 56,65% das formas de violência de que trata a Lei Maria da Penha (11.340/2006).
 
Em 2011, o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, registrou que 37.717 mulheres, entre 20 e 59 anos foram vítimas de algum tipo de violência no Brasil. Entre as principais agressões notificadas, se destaca a física, com 78,2%, seguida por violência psicológica (32,2%) e sexual (7,5%). A maioria das agressões ocorre dentro da própria residência (60,4%) e os homens com os quais elas se relacionam ou se relacionaram são os principais agressores (41,2% dos casos).
 

domingo, 11 de dezembro de 2011

Fontes sobre Violência contra as Mulheres - Instituto Patrícia Galvão

Ana Flávia D'Oliveira – médica e pesquisadoraDepartamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP
São Paulo/SP
11 3061.7085 / 3061.7285 - vawbr@usp.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Ela Wiecko
– subprocuradora-geral da RepúblicaMinistério Público FederalBrasília / DF
61 3105.5145 / 3105.5446 - elawiecko@pgr.mpf.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
/ ewc001@pgr.mpf.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Flavia Piovesan
– procuradora e professora da PUC/SPMinistério Público do Estado de São PauloSão Paulo/SP
11 3815.9894 / 9997.5003 - flaviapiovesan@terra.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. /
piovesan@dialdata.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Jacqueline Pitanguy
– socióloga e Coordenadora da CepiaCepia – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e AçãoRio de Janeiro / RJ
21 2558.6115 / 8700.3105 -
pitanguy@cepia.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. / cepia@cepia.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Leila Linhares Barsted
– advogada e coordenadora da CepiaCepia – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e AçãoRio de Janeiro/RJ
21 2205.2136 / 2558.6115 - barsted@cepia.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Lenira Silveira – psicóloga
Departamento de Saúde – Grupo de orientação em saúde mentalSão Paulo/SP
11 9375.7027 -
lenirapsilveira@uol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Lilia Pougy
– socióloga e pesquisadora do CFCH
Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos do
CFCH/UFRJ
Rio de Janeiro/RJ
21 3873.5179 / 9110.3648 -
liliapougy@cfch.ufrj.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Márcia Salgado
– delegada e dirigente
Setor Técnico de Apoio às DDMs do Estado de São Paulo
São Paulo/SP
11 3229.9025 (direto) / 9713.0532/ 3311.3352 / 3311.3907 -
assessoriaddm@uol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Maria Amélia de Almeida Teles (Amelinha)
– coordenadora do Programa de Promotoras Legais Populares
União de Mulheres de São Paulo
São Paulo/SP
11 3283.4040 / 9601.4800 -
amelinhateles@globo.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Maria da Penha Maia Fernandes – biofarmacêuticaAPAVV – Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de ViolênciaFortaleza/CE
(85) 3265.1539 (APAVV) – 9977.7311 -
apavv@secrel.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Mônica de Melo – defensora públicaDefensoria Pública do Estado de São PauloSantos/SP
13 3222.4249 / 9215.9116 -
monicademel@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Wania Pasinato
– socióloga e pesquisadora do NEV/USPNúcleo de Estudos da Violência da USPSão Paulo/SP
11 3091.4951 / 9263.8365 -
waniapasinato@uol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Fonte: Agência Patrícia Galvão

sábado, 10 de setembro de 2011

MESTRADO - PM defende dissertação sobre violência doméstica


01/09/2011
Analisar o fenômeno da violência doméstica, aprofundar mais no tema e propor políticas públicas para o Estado. Estes foram alguns dos objetivos do subchefe do Centro Integrado de Defesa Social - Cinds, Capitão Fernando Henrique, ao defender, na última terça-feira, 30, a dissertação de mestrado sob o título: Uma Análise Estatístico-Espacial da Violência Doméstica contra a Mulher em Belo Horizonte - Minas Gerais 2006 a 2010.
A banca examinadora contou com participação do Diretor de Apoio Operacional - DAOp, Coronel Bianchinni. O capitão disse que escolheu o tema pela pouca bibliografia existente na área e para propor soluções para a violência doméstica. Explicou que começou, em 2009, pela Pontifícia Universidade Católica - PUC, a coletar dados e a analisar os registros criminais - boletins de ocorrência - sobre agressão à mulher.
"Já nas primeiras analises, foi possível perceber o aumento do número de registros se compararmos 2006, ano da criação da Lei, a 2010. Isso se deve ao fato de as mulheres terem mais confiança no Sistema de Defesa Social e, com isso, denunciarem mais", explicou o Capitão Fernando.
Além de perceber o aumento da credibilidade do "ciclo de Justiça Criminal", especificado pelo policial como, Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Poder Judiciário e estabelecimentos prisionais, ele também apontou e propôs políticas públicas para enfrentar o problema.
"Sugiro em minha dissertação que sejam reforçadas as campanhas de conscientização, em todo o País. Proponho, dentre outras coisas, parcerias entre as secretarias de governo, como: segurança, saúde, turismo e lazer, para melhorar os serviços prestados por estes órgãos."
Ainda de acordo com o militar, as parcerias são muito importantes, porque , segundo seus levantamentos, as áreas onde a agressão à mulher ocorre com mais freqüência em Belo Horizonte são as de menor potencial econômico.
O policial militar ainda cita em seu trabalho que a PMMG já trabalha preventivamente com a questão, com o Serviço de Prevenção à Violência Doméstica, lançado há um ano pelo Comando de Policiamento da Capital - CPC.
Fonte: Site Institucional da Polícia Militar de Minas Gerais

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Dados sobre Violência contra as Mulheres



Agência Patrícia Galvão selecionou os números mais recentes das principais pesquisas sobre violência doméstica para compor sua pauta sobre os 5 anos de vigência da Lei Maria da Penha. 



Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica- Machismo (46%) e alcoolismo (31%) são apontados como principais fatores que contribuem para a violência. 
capapesquisaiavonipsos2011
- 94% conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdoA maioria das pessoas (60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso. 52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema. 
Esses são alguns dos achados da Pesquisa Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil, realizada pelo Instituto Avon / Ipsos entre 31 de janeiro a 10 de fevereiro de 2011.Saiba mais

91% dos homens dizem  considerar que “bater em mulher é errado em qualquer situação”. - Uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez “algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido”. - O parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos reportados. 
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- Cerca de seis em cada sete mulheres (84%) e homens (85%) já ouviram falar da Lei Maria da Penha e cerca de quatro em cada cinco (78% e 80% respectivamente) têm uma percepção positiva da mesma.
Pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado foi realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC. Saiba mais

O medo continua sendo a razão principal (68%) para evitar a denúncia dos agressores. Em 66% dos casos, os responsáveis pelas agressões foram os maridos ou companheiros
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- 66% das brasileiras acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou, mas 60% acreditam que a proteção contra este tipo de agressão melhorou após a criação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) Realizado em 2011, o levantamento indica que o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha cresceu nos últimos dois anos: 98% disseram já ter ouvido falar na lei, contra 83% em 2009.  
Saiba mais sobre a quarta edição da 
Pesquisa DataSenado, concluída em fevereiro de 2011.


Dados atualizados sobre Serviços de Atendimento à Mulher disponíveis no país O Brasil tem mais de 5.500 municípios e apenas: 190 Centros de Referência (atenção social, psicológica e orientação jurídica)   72 Casas Abrigo 466 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher 93 Juizados Especializadas e Varas adaptadas 57 Defensorias Especializadas 21 Promotorias Especializadas 12 Serviços de Responsabilização e Educação do Agressor 21 Promotorias/Núcleos de Gênero no Ministério Público Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres 



botao_acessoIndicações de Fontes sobre Violência Contra Mulheres

terça-feira, 16 de agosto de 2011

29/06/2011 - 52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violência contra as mulheres


  
Pesquisa sobre violência doméstica, realizada pelo Instituto Avon e pela Ipsos, revela que 52% dos homens e mulheres acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violência contra as mulheres.



Veja mais dados e gráficos: Pesquisa Instituto Avon/Ipsos Percepções sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher no Brasil 2011 



Medo de ser morta paralisa a vítima 



A pesquisa "Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil", realizada em 70 municípios brasileiros, com 1.800 homens e mulheres, aponta que o medo de ser morta é outro dos principais motivos que leva a vítima a não romper com o agressor. Na região Centro-Oeste, esse motivo foi apontado por 21% das entrevistadas. No Sudeste, por 15%; no Sul, por 16%. O Nordeste tem o menor índice: 13%.
"É uma vergonha as mulheres não saírem de casa porque podem ser mortas. Ciúme não é paixão. É algo mais complexo. O homem acha que tem posse da mulher. E a sociedade machista é um problema porque acha que a mulher não tem direito à autoestima e nem pode falar, se manifestar", afirmou a socióloga Fátima Jordão, conselheira do Instituto Patrícia Galvão.
Homens batem "sem motivo" 



Segundo Fátima Jordão, uma técnica sofisticada foi utilizada pela primeira vez na pesquisa com a finalidade de obter respostas mais fidedignas. "No capítulo relativo à violência vivenciada por homens e mulheres, os entrevistados preencheram o questionário em sigilo e colocaram em um envelope. Dessa forma, evitou-se que o entrevistado se sentisse inibido ou influenciado." 


Dos homens entrevistados, 15% admitiram já terem agredido  fisicamente as mulheres, sendo que 12% afirmaram ter batido nas companheiras "sem motivo" e 38% por ciúme. População não confia na proteção da polícia 


O estudo mostrou ainda que a sociedade não confia na proteção jurídica e policial nos casos de violência doméstica. Essa é a percepção de 59% das mulheres e de 48% dos homens. 


"O número de denúncias feitas ainda é pequeno em relação à violência que existe. Isso acontece porque as políticas públicas, que incluem delegacias especializadas e centros de referência para que a mulher confie e vá denunciar, ainda estão aquém da necessidade", afirma Maria da Penha Fernandes, que teve a história de vida como inspiração na criação da Lei Maria da Penha, que completará cinco anos em vigor. Em 1983, Maria da Penha ficou paraplégica após levar um tiro do marido.
Em todo o país há somente 388 delegacias especializadas no atendimento à mulher, 70 juizados de violência doméstica, 193 centros de referência de atendimento à mulher e 71 casas para abrigo temporário.
Acesse a publicação em pdf: Pesquisa Instituto Avon/Ipsos Percepções sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher no Brasil 2011 


Veja essas matérias na íntegra: Dependência emocional pode colocar vida em risco (O Dia Online - 11/07/2011)    Pesquisa: em cada 10, 6 conhecem mulher vítima de violência doméstica (Globo/Blog Razão Social - 08/07/2011)Pesquisa revela que quase metade das mulheres já sofreram violência doméstica (O Globo - 29/06/2011)  Quase metade das mulheres já foi agredida pelo companheiro (Jornal da Bandeirantes - 29/06/2011)  15% dos homens brasileiros admitem já ter agredido uma mulher (iG - 29/06/2011)  6 em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher vítima de violência doméstica (Folha.com/Empreendedor Social - 29/06/2011)   15% dos homens brasileiros admitem já ter agredido uma mulher (Mídia News - 29/06/2011)   Mulheres agredidas em casa temem morte (Jornal do Commercio - 29/06/2011)