quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Os custos da violência contra a mulher...

Custos da violência

A violência contra as Mulheres é um problema de saúde pública. Gera custos indirectos para toda a sociedade.


Custos económicos e sociais



A violência contra as Mulheres provoca um aumento de despesas com:

- Cuidados de saúde (hospitais, consultas de psiquiatria, medicação, etc.). As Mulheres que foram agredidas física e sexualmente são, em geral, utentes mais frequentes dos serviços de saúde.
- Solicitações aos tribunais e à polícia
- Serviços sociais (segurança social, refúgios, etc.)


Provoca ainda:

- Perdas em termos de produtividade, para as empresas
- Perdas de remuneração, para as Mulheres, devido a dias de faltas ao trabalho
- Perdas em termos de instrução, para as Crianças


Custos ao nível da saúde

Segundo o Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 1993, do Banco Mundial, as violações e a violência doméstica conduzem à perda de mais anos de vida saudável, entre as Mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos, do que o cancro da mama, o cancro do colo do útero, a obstrução no parto, a guerra ou os acidentes de viação.
(


Sessão Extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas, “Mulher 2000: Igualdade entre os Sexos, Desenvolvimento e Paz, no Século XXI”)

“As consequências da violência de género são devastadoras. As sobreviventes conhecem, com frequência, um sofrimento emocional durante toda a vida, bem como problemas de saúde mental e de saúde reprodutiva. As Mulheres que foram alvo de abusos estão também expostas a um risco acrescido de contrair o VIH.”
(UNFPA, A situação da população mundial 2005, A promessa da Igualdade, Fundo das Nações Unidas para a População, 2005)


Em termos de saúde, destacamos algumas das consequências para as Mulheres:


- Físicas: fracturas, problemas gastrointestinais, enxaquecas, dores crónicas, hemorragias, aborto espontâneo, homicídio

- Sexuais: gravidezes não desejadas, doenças sexualmente transmissíveis, infertilidade, aborto espontâneo

- Psicológicas: depressão, ansiedade, insónias, fobias, baixa auto-estima, sintomas psicossomáticos, tentativas de suicídio


Referência bibliográfica

World Health Organization (2002),
The World Report on Violence and Health, Geneva: WHO Publications.

Walby Sylvia (2004),
The cost of domestic violence, Women & Equality Unit.


 

Sobre a violência contra a mulher...

 
Em 1993, na Conferência Mundial sobre os Direitos Humanos que decorreu em Viena (Áustria), a comunidade internacional reconheceu que a violência contra as Mulheres é:


- uma violação grave dos Direitos Humanos

- uma forma de discriminação contra as Mulheres



Tanto as Nações Unidas como o Conselho da Europa consideram que a violência contra as Mulheres é um obstáculo à concretização da igualdade entre mulheres e homens, porque:

- decorre das relações de força desiguais entre mulheres e homens e conduz a uma discriminação grave contra o sexo feminino tanto na sociedade como na família;


- viola os direitos da pessoa humana e as suas liberdades fundamentais, impedindo de os exercer parcial ou totalmente;

- atenta contra a integridade física, psíquica e/ou sexual das Mulheres.


Fonte: AMVC - Associação de Mulheres Contra a Violência

Eliza Samúdio - Um importante caso na luta pela não violência contra a mulher

SPM acompanha julgamento do goleiro Bruno na segunda-feira (19/11), em MG

Data: 16/11/2012
Secretária de Enfrentamento à Violência espera justiça
 
A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) irá acompanhar, in loco, o julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de outros quatro réus do caso envolvendo a suposta morte de Eliza Samudio, na próxima segunda-feira (19/11), em Contagem/MG. A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Aparecida Gonçalves, e a defensora pública da União cedida para a SPM, Marta
Menezes, representarão a Secretaria.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a pedido da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que analisa o caso, marcou o júri popular no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Bruno, considerado o mandante do crime contra a ex-namorada Eliza Samudio, e Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, responderão por sequestro, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já Marcos Aparecido dos Santos, vulgo Bola, por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro, será julgada pelos crimes de sequestro e cárcere privado contra o filho do goleiro com Samudio; e Fernanda Castro, ex-namorada dele, por sequestro e cárcere privado de Eliza e de seu filho.
Os envolvimentos de Elenílson Vítor da Silva e Wemerson Marques de Sousa no crime serão analisados separadamente. A data do julgamento ainda não foi marcada.
“Esse julgamento é importante no combate à impunidade à violência contra as mulheres. A SPM aguarda que seja feita justiça”, declara a secretária Aparecida Gonçalves, que acompanhará o júri popular em seu primeiro dia. A defensora pública Marta Menezes, que na SPM é assessora jurídica da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – a Lei é mais forte” (http://www.brasil.gov.br/compromissoeatitude), estará presente ao evento durante toda a sua duração, numa parceria da SPM com a Defensoria Pública da União.
Campanha – Em parceria com o sistema judiciário, a SPM lançou a campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha - A Lei é mais forte”, em agosto passado. A intenção é combater a impunidade e acelerar os julgamentos nos processos relativos à violência contra a mulher.
São instituições parceiras da “Compromisso e Atitude” a SPM, o MJ, o Colégio Permanente dos Presidentes dos Tribunais de Justiça, o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça, o Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais e o Conselho Nacional do Ministério Público.
Com essa união de esforços, a SPM pretende divulgar os instrumentos jurídicos e as estruturas do poder público destinados a prevenir e punir a violência contra a mulher e, dessa forma, reduzir a incidência desse tipo de crime.
Crime - Eliza Samudio teria sido morta por Bola, em junho de 2010, após seis dias de cativeiro, a mando de Bruno. O então goleiro do Flamengo estaria incomodado com o fato de Elisa querer que ele reconhecesse a paternidade do filho, inclusive com o exame de DNA. Bruno está preso há dois anos na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, no estado de Minas Gerais.
Fonte:
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPMPresidência da República – PR

Secretaria de Políticas para as Mulheres capacita profissionais no Sergipe

Em parceira com a SPM, Sergipe capacita profissionais da rede de atendimento às mulheres

Data: 20/11/2012
Pela primeira vez, formação será realizada e terá a participação de 480 profissionais, servidores e servidoras

Da Ascom/SE
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM) promoverá, de 26 a 28 de novembro, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), a I Capacitação de Profissionais da Rede de Atendimento. O curso ocorrerá das 8h às 17h, no Auditório Atalaia do Centro de Convenções de Sergipe. Serão disponibilizadas 480 vagas.
A ação faz parte da programação da SEPM para a Campanha dos 16 Dias de Ativismo (25/11 a 10/12) e objetiva subsidiar com informações e orientações a rede de serviços especializados no atendimento e enfrentamento da violência contra a mulher. "Tornar a rede um referencial de qualidade em nosso estado, é um grande desafio", disse a secretária Maria Teles dos Santos.
Para promover a capacitação, a SEPM ainda contará com a parceria de outros órgãos do governo estadual. "O governo de Sergipe assinou em 2009 o Pacto pelo Enfrentamento da Violência contra a Mulher. Então temos que nos somar e de forma articulada fortalecer essa rede", explicou.
Ainda segundo Maria Teles, essa articulação atende os princípios e as diretrizes previstas na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), no Sistema Único de Saúde, no Sistema de Segurança Pública, entre outras normas e políticas públicas de proteção, tendo como princípio básico o acolhimento humanizado em todas as suas instâncias.
Capacitação – Profissionais, servidores e servidoras que atuam na Rede será o público alvo da capacitação. Dentre esses estão representantes das secretarias de Segurança Pública (delegados, polícias civil e militar, Corpo de Bombeiros, Escrivão, técnico e IML); Saúde (Rede Hospitalar, profissionais de Promoção à Saúde - DST/aids, Saúde da Mulher e Saúde da Família); Planejamento e Gestão (Ipes Saúde); Direitos Humanos; Inclusão Social (CREAS, CRAS e Fundação Renascer); Meio Ambiente; Trabalho; Turismo; Desenvolvimento Urbano; Casa Civil; Agricultura; Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia; , Justiça e Cidadania; Educação; Esporte e Lazer; Comunicação.
Também serão disponibilizadas vagas para as prefeituras da Grande Aracaju (CRAS, CREAS, UPAS, CREAMS e Secretarias Municipais); Tribunal de Justiça; Defensoria Pública (NUDEM); Polícia Federal; Coordenadorias Municipais de Políticas para as mulheres; Câmara Técnica de Enfrentamento à Violência contra a Mulher; Ministério Público e OAB/CDDM.
Programação - A programação terá início às 8h com o credenciamento. Às 10h30 ocorrerá a primeira palestra - "Situando a Violência contra a Mulher" - que será mediada pela secretária Maria Teles.
Ainda no dia 26, às 14h, mais duas palestras serão proferidas. "O que mudou com a Lei Maria da Penha" pela Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM)/OAB, professora Adélia Pessoa, e "Os Serviços de Saúde no Atendimento à Mulher Vítima de Violência" por Rogério Carvalho, médico e deputado federal. Serão mediadores dessas duas explanações a doutora em Educação/UFS, Maria Helena Santana Cruz, e a médica e secretária Adjunta da Saúde do Estado, Joélia Silva Santos.
Nos outros dois dias de capacitação novos temas serão explanados. Serão palestrantes desse período, a professora mestra em Direito, Andréa Depiri de Albuquerque, a professora doutora em Ciências Humanas, Patrícia Rosalba Salvador Moura Cruz, e a professora doutora em Educação, Maria Parecida Souza Couto. Também serão realizados grupos de trabalho e apresentação de grupos e das agendas de compromisso.
Fonte:
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

terça-feira, 20 de novembro de 2012

“Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte”

Nos 16 dias de Ativismo, Secretaria de Políticas para as Mulheres intensifica campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte”

Data: 20/11/2012
Agenda inclui lançamentos da campanha nos estados de Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. Programação faz parte das ações da SPM para os 16 Dias de Ativismo
 
campanha compromisso e atitude
 
A campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte” mobiliza, nos meses de novembro e dezembro, as cinco regiões do país com ações concentradas em seis estados: Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. Com lançamentos regionais, a iniciativa visa intensificar as ações de sensibilização do sistema de justiça para rigorosa aplicação da Lei Maria da Penha por meio da responsabilização de agressores.
 
O objetivo é unir e fortalecer os esforços em favor da celeridade nos julgamentos dos casos de violência contra as mulheres em programação coordenada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). A campanha reúne o Ministério da Justiça, Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. 
 
Em 23 de novembro, será a vez do estado do Rio de Janeiro conhecer mais as ações previstas na campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha” voltada ao sistema de justiça. Em dezembro, nos dias 7 e 14 a mobilização chegará a Campo Grande (MS) e Curitiba (PR), respectivamente. Durante os lançamentos regionais haverá debate sobre a aplicação da Lei Maria da Penha e dos julgamentos de tribunais de júri de assassinatos de mulheres.
 
“Nosso objetivo é sensibilizar o sistema de justiça ao longo de novembro e meados de dezembro, meses em que há uma sensibilização internacional para a eliminação da violência contra as mulheres impulsionada pela campanha de 16 Dias de Ativismo”, explica a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, da SPM, Aparecida Gonçalves.
 
Julgamentos emblemáticos – Desde segunda-feira (19/11), a coordenação da campanha acompanha in loco, como observadora, o julgamento do ex-goleiro Bruno Fernandes e de outros quatro réus do caso envolvendo a suposta morte de Eliza Samudio.
 
“Esse julgamento é emblemático pela sucessão de violências a que Eliza Samudio foi submetida. Às vésperas do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, 25 de novembro, a justiça brasileira volta suas atenções para um dos casos que mais chocou o país nos últimos anos”, avalia Aparecida Gonçalves. 
 
A secretária lembra a recente decisão da justiça de Queimadas, na Paraíba, pela celeridade e pelo rigor com que os criminosos do estupro coletivo - que vitimaram de maneira fatal duas das cinco mulheres violentadas - foram julgados. Somadas as condenações, elas alcançam 184 anos para a maior parte dos criminosos, cujos crimes ocorreram em fevereiro passado. 
 
“Esses crimes tiveram comoção nacional pela crueldade com os atos foram premeditados e cometidos. A sentença da juíza Flávia Baptista Rocha é exemplar. O Brasil está de olho nos julgamentos de casos emblemáticos de violência contra as mulheres e na responsabilização dos agressores. Não é possível conviver com a impunidade”, completa a secretária Aparecida Gonçalves.
 
Mobilização país afora – Em 7 de novembro, em Porto Velho (RO), a campanha durante o 4º Encontro Nacional do Fórum Nacional de Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid). No evento, a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, da SPM, Aparecida Gonçalves, apresentou a campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte” e seus resultados de mobilização para operadoras e operadores de Direito e da sociedade em geral.
 
Em 12 de novembro, a campanha teve lançamento regional no Nordeste, em Maceió. E na segunda-feira passada (19/11), chegou ao Norte com lançamento em Belém. Os atos envolveram os sistemas de justiça das regiões.  
 
Responsabilização de agressores – Lançada nos seis anos da Lei Maria da Penha, a campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte” é uma ação de cidadania que busca mobilizar e engajar a sociedade no enfrentamento à impunidade e à violência contra a mulher. Foca suas atividades no envolvimento de operadoras e operadores de direito para responsabilização de agressores e assassinos de mulheres. Pretende, também, contribuir para uma percepção favorável da sociedade em relação ao Estado representado pelas instituições que compõem o sistema de justiça e o Poder Executivo em relação à efetiva aplicação da Lei Maria da Penha.
 
Resultados de comunicação - A primeira fase da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte”, realizada no período de 7 a 18 de agosto, teve impacto em mais de 44 milhões de pessoas somente em mídia on-line (internet). Com anúncio em mídia televisiva em 14 emissoras de TV fechada, a campanha atingiu 19 milhões de telespectadores, sendo nove milhões de operadoras e operadores de direito. 
 
Em mídia gratuita televisiva, com anúncio publicitário concentrado em 8 de agosto, foram atingidas cerca de 50 milhões de pessoas. Nas ações voltadas à mídia cinema, no período de 10 a 16 de agosto, a campanha foi vista por quase 100 mil pessoas, sendo 20 mil operadoras e operadores de direito.  As informações sobre a repercussão da campanha foram fornecidas pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, em meados de setembro.
 
Agenda SPM: 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra aa Mulheres
23/11/12 - Ação da Campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha - A Lei é mais forte”
Local: Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
 
28/11/12 - Apresentação da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha - A Lei é mais forte” no III Encontro Nacional dos Ministérios Públicos: Lei Maria da Penha e a importância da atuação interdisciplinar (COPEVID)
Local: Florianópolis – Santa Catarina
 
07/12/12 - Lançamento regional da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha - A Lei é mais forte”
Local: Campo Grande - Mato Grosso do Sul
 
14/12/12 - Lançamento regional da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha - A Lei é mais forte”
Local: Curitiba - Paraná
 
Eventos realizados SPM
 
07/11/12 – Apresentação da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte” no 4º Fórum Nacional de Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid)
Local: Porto Velho – Rondônia
 
12/11/12 – Lançamento regional da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte”
Local: Maceió – Alagoas
 
19/11/12 – Lançamento regional da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte”
Local: Belém - Pará
 
 
 
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

 Fonte: Site da Secretaria de Políticas para as Mulheres

 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Violência sexual era usada como arma de poder por Gaddafi



MARCELO NINIODE JERUSALÉM
 
Mesmo para alguém familiarizado com o doentio repertório de abusos e atrocidades cometidos pelo ditador líbio Muammar Gaddafi em seus 42 anos no poder, o novo livro da jornalista francesa Annick Cojean é um soco no estômago.
 
Em "O Harém de Kadafi", que está sendo lançado no Brasil (ed. Verus), Cojean dá voz a Soraya, que conheceu por acaso nas ruas de Trípoli pouco após a morte do ditador, em outubro de 2011.
 
Escolhida numa visita de Gaddafi a sua escola quando tinha 15 anos, Soraya foi mantida até os 20 nos porões da fortaleza de Bab al Azizia, em Trípoli, sofrendo estupros diários e todo tipo de violência, para satisfazer o insaciável apetite sexual do ditador.
 
O detalhado e arrepiante relato de Soraya abriu para a repórter francesa o mundo oculto de perversões que vitimou centenas, talvez milhares de outras mulheres.
 
E revelou o segredo mais escondido do regime: na Líbia de Gaddafi, a violência sexual era arma de poder a serviço de um governo baseado no estupro e na coação.
 
Embalado por álcool e drogas, Gaddafi preferia virgens em suas orgias seguidas de cerimônias de magia negra, mas o sexo também era usado para humilhar desafetos e mantê-los sob controle.
 
Gostava de atrair filhas e mulheres de homens poderosos, forçou ministros a fazer sexo com ele e seduzia com joias e dinheiro mulheres de líderes africanos.

Em entrevista à Folha por telefone, de Paris, a repórter do diário "Le Monde" reviveu as histórias de horror das escravizadas por Gaddafi, refletiu sobre o silêncio coletivo que o manteve impune e confessou: "Foi a reportagem mais dolorosa que já fiz".

Folha - Seu livro descreve um verdadeiro sistema a serviço das perversões sexuais de Gaddafi. Como ele funcionava?
 
Annick Cojean - Gaddafi tinha muitos cúmplices que mantiveram esse sistema funcionando, trazendo mulheres para ele, na maioria muito jovens: 14, 15 e 16 anos.
 
Gaddafi aproveitava qualquer situação para conhecer meninas. Visitava escolas, universidades, ia a casamentos, festas particulares, encontros da Guarda Revolucionária. Ele criou um sistema em que elas eram convidadas a Bab al Azizia [a fortaleza em que ele vivia]. Meninas eram chamadas se tivessem algum problema, ou se um membro de sua família tivesse problemas. Havia todo tipo de desculpa para levá-las.
 
E há exemplos como o de Soraya. Gaddafi visitou sua escola e colocou a mão sobre a cabeça da menina. Esse era o sinal para seus guarda-costas de que ele a queria.
 
Gaddafi também dedicava grande parte de seu tempo a ver álbuns e filmes de casamento e de festas particulares para escolher meninas.
 
A maioria das meninas era virgem e entrava em estado de choque quando ele tentava fazer sexo com elas. As que colaboravam eram premiadas, geralmente com dinheiro e presentes.
 
Mas a maioria era estuprada e ficava profundamente traumatizada. Algumas eram levadas por uma semana, outras, por anos. Com Soraya, durou cinco anos; outra delas ficou mais de 30 anos. A partir do momento em que eram levadas, não tinham mais futuro. Haviam perdido a virgindade, e as famílias não as aceitavam de volta.
 
Com Soraya eu entendi como funcionava o sistema de escravas sexuais de Gaddafi e como era a vida em Bab al Azizia. Mas o que eu descobri depois em minha investigação foi além: além da perversão e do louco apetite sexual de Gaddafi, havia algo mais.
 
Sexo e estupro era seu modo de governar a Líbia. Foi chocante para mim. Eu sabia que na guerra civil o estupro fora usado como arma, com o incentivo e o planejamento de Gaddafi. Porém muito antes da guerra, e isso era totalmente secreto, estupro e sexo eram usados como forma de governar, de dominar.
 
A violência sexual era usada também por seus aliados?
 
Claro. Ele corrompeu a sociedade. Era uma corrupção moral e sexual. Os primos de Gaddafi e a alta cúpula do governo e do Exército tinham esse tipo de comportamento, mas sem o poder dele.
 
O sexo era usado por Gaddafi para punir e para premiar. Podia ser um líder tribal ou um ministro. Quando ele queria humilhar alguém, a melhor forma era fazendo sexo com sua mulher ou filha, às vezes ambas. Ele também fez sexo com ministros, para mantê-los sob seu domínio.
 
O mais incrível é que o silêncio em torno do assunto foi preservado. O tema seria sensível em qualquer sociedade, mas especialmente na Líbia, um país extremamente conservador e onde as pessoas não podiam contar o que passaram. O silêncio era o maior aliado de Gaddafi.
 
Ele usava as conferências de líderes na Líbia para caçar primeiras-damas. Para seduzi-las, oferecia fortunas em dinheiro e joias.

As meninas que ele atraía tinham algo em comum? Classe social, aparência física, origem, idade?
 
Não. Havia meninas pobres e ricas. Ele procurava meninas bonitas, mas precisava de duas por dia, então podiam ser de qualquer lugar. Ele preferia as virgens. Isso tinha a ver com cerimônias de magia negra, em que usava o sangue de virgens.
 
Mabruka Sharif, uma das mulheres mais próximas de Gaddafi e de fato a chefe do harém, que eles chamavam de "serviço especial", era adepta de magia negra. Ela ia a países africanos para convidar feiticeiros à Líbia. No momento em que essas meninas encontravam Mabruka, suas vidas estavam destruídas.

Como a sra. convenceu essas meninas a falar?
 
O meu objetivo era ajudar essas meninas a contar suas histórias, e tive a ajuda de líbios para convencê-las.
 
Com Soraya, surpreendentemente, não foi complicado. Encontrei-a por acaso, poucos dias após a morte de Gaddafi, e ela estava com raiva e queria que sua história se tornasse conhecida. Ela gostaria de ficar na Líbia, mas percebeu que, mesmo após a morte de Gaddafi, será difícil ter um futuro no país. E isso é extremamente injusto.
 
Já as outras estavam com muito medo de falar. É realmente uma questão de vida ou morte. O perigo vem de todo lado. São ameaçadas de sofrer o chamado "crime de honra" [justiçamento, geralmente feito pela própria família, para punir uma mulher que cometeu atos considerados imorais], ainda comum na Líbia, pelos gaddafistas, pelos salafistas [muçulmanos ultraconservadores] e também por alguns revolucionários, que as consideram prostitutas de Gaddafi que usufruíram do antigo regime.
 
Por isso escrevi o livro. Se a Líbia quer ter um futuro, precisa encarar seu passado. Para a situação das mulheres, a revolução não ajudou em nada. Centenas de mulheres foram levadas por Gaddafi e mantidas [como escravas]. Suas vidas foram completamente destruídas. Acho que milhares de mulheres foram violentadas por Gaddafi. E elas sofrem por isso até hoje.

Milhares?
 
Acho que sim. É impossível saber o número, mas ele ficou 42 anos no poder, e isso teve início quando ele assumiu. Levava mulheres de soldados à fortaleza e as violentava.
 
O famoso corpo de guarda-costas todo formado de mulheres era uma farsa? As "amazonas de Gaddafi" eram na verdade escravas sexuais?
 
Muitas eram. Algumas se formaram na academia militar, outras na escola de polícia. Mas a maioria era escrava sexual. Exatamente como Soraya, que dois dias após encontrar Gaddafi foi obrigada a vestir farda e integrar a equipe de guarda-costas.
 

Essa cena aconteceria se não fosse uma mulher como repórter?

domingo, 30 de setembro de 2012

Homicídio de Mulheres no Brasil - Atualização do Mapa da Violência 2012

(Instituto Sangari) Entrando no sexto ano de vigência da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, o governo federal e o sistema de justiça do país unem esforços para aprofundar o enfrentamento da violência contra a mulher. Para colaborar com esse compromisso, CEBELA (Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos) e FLACSO (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais) divulgam uma atualização do Mapa da Violência 2012: Homicídio de Mulheres no Brasil, incorporando os novos dados - de homicídios e de atendimentos via SUS, que no relatório anterior eram ainda preliminares - recentemente liberados pelo Ministério da Saúde.

Mais informações acesso o site: http://www.mapadaviolencia.org.br/index.php
 
 
 
 

Jogo de futebol durante reunião da ONU chama atenção para a violência contra a mulher

(Terra) Por pouco mais de uma hora e meia, o presidente da Bolívia, Evo Morales, assessores, diplomatas bolivianos e estrangeiros e funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) deixaram as formalidades de lado e disputaram nesta quarta-feira uma partida de futebol. O jogo ocorreu em Roosevelt Island, de frente para Manhattan, nos arredores do prédio principal no qual ocorria a 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
 
A partida acabou com um placar de 10 x 5. A equipe de Evo Morales foi a vitoriosa. O jogo foi organizado pelo Escritório para a América Latina e o Caribe da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
 
Segundo o presidente boliviano, o objetivo da partida é chamar a atenção contra a violência que afeta as mulheres em todo o mundo e especialmente na América Latina. Morales reclamou que ainda há resistências à participação das mulheres em vários setores da política e economia.
 
O pontapé inicial do jogo de futebol foi dado pela ex-presidenta do Chile e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet. A chilena destacou os esforços da Bolívia para combater o flagelo da violência contra as mulheres e a promulgação de uma lei específica sobre o tema.
"Na América Latina e no Caribe, mais de 40% das mulheres são vítimas de abuso físico e mais de 50% são psicologicamente abusadas. Em alguns países da América Central há pelo menos duas mulheres mortas por dia devido à violência por gênero", disse Bachelet.
 
O diretor do Pnud, Heraldo Munoz, elogiou o esporte como ferramenta de transmissão de mensagens. "O esporte pode ser um instrumento para a construção da paz e da compreensão entre as nações. Também é importante para unir a luta contra a violência contra as mulheres", disse ele.
 
Fonte: Agência Patrícia Galvão
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Campaña contra el acoso sexual de las mujeres en Egipto

El problema se incrementa y se hace más evidente al final del Ramadán, sin embargo es un grave problema que sufren cada día las mujeres egipcias. Se han lanzado diversas campañas para ayudar a las víctimas y sobre todo para intentar que el problema se haga visible.
Además de un teléfono de apoyo y donde denunciar el acoso sexual sufrido, la web muestra estadísticas y un mapa de las ciudades y barrios más inseguros para las mujeres y donde se producen más acosos.
La campaña tiene el apoyo de una página en Facebook donde se actualizan las denuncias y comentarios sobre el proceso.
 
 



HARASSMAP.ORG
 
El objetivo es hacer visible el problema del acoso sexual en Egipto que se incrementa en torno al final del Ramadán. Las situaciones de tensión y violencia han provocado incluso muertos. [1]
En la web de Harassmap se pide a la población que realice fotografías y vídeos y los haga públicos a través de internet que muestren y denuncien el acoso. También se pide a los artistas que hagan murales callejeros denunciándolo.
Y se hace un llamamiento a los "policías honrados" a la sociedad civil y los ciudadanos para hacer frente al problema del acoso sexual.
La web enlaza a la página de Facebook de los "policías contra la corrupción" donde se sugiere que se hagan las denuncias sobre el acoso sexual.
 
CROWDVOICE.ORG: INTERNET, ALTAVOZ DE LA DENUNCIA
 
Harassmap tiene también una página en Facebook que se actualiza de manera permanente. Es un espacio escrito en árabe pero puedes usar el traductor de Google para seguir los comentarios y conocer más sobre la iniciativa.
En Crowdvoice, un proyecto en línea que ayuda a rastrear las protestas de todo el mundo, hay una página dedicada al acoso sexual en Egipto encontrarás amplia información en inglés sobre los últimos casos y las campañas de protesta realizadas en torno al acoso sexual en Egipto, fotos, videos, textos, etc.

 Fonte: Mujeres en Red

Violência contra a mulher em Israel - Documentário



Sob a acusação de desonrar as suas famílias, segundo o documentário exibido pela GloboNews, centenas de mulheres israelenses são a cada ano ameaçadas e agredidas pelos seus companheiros. Com o aumento das vítimas, houve o aumento dos centros de apoio e programas que proporcionam proteção, tratamentos dos agressores e conscientizam as mulheres de seus direitos.
Para assistir ao documentário no site da Globo News clique aqui.
 
Fonte: Site da GloboNews

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

LEI MARIA DA PENHA E A QUESTÃO DE VÍDEOS ÍNTIMOS POSTADOS NA INTERNET

Casos que vêm ganhando grandes proporções e que crescem a cada dia nos Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher é aquele de ex-namorado ou ex-companheiro que não aceitando o fim do relacionamento, para se vingar, despeja na rede mundial de computadores (Internet) todo o acervo íntimo de áudio e vídeo do casal, muita das vezes mantendo relações sexuais ou em momentos de generosa descontração.
 
Poucos dias depois, tomando conta da indevida exibição feita pelo seu algoz, através de amigos, vizinhos e conhecidos, até mesmo de estranhos, o estado físico e mental da vítima é aflitivo e infeliz.
Nos diversos atendimentos que pude realizar de mulheres vítimas desses agressores pseudohomens a constatação é inequívoca: a saúde da mulher fora atingida no seu âmago, irradiando-se o ato criminoso por todo o seu corpo, como um câncer agressivo e invasivo.
 
A totalidade dessas vítimas acaba tendo que se afastar de seus empregos, estudos e ocupações, desenvolvendo diversos tipos de doenças e crises emocionais, vivendo à base de remédios e de visitas a consultórios médicos, além de sessões com psicólogos. Muitas, no começo, mal conseguem sair de suas próprias casas, até mesmo para fazer o Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia.
Ou seja, o ex-companheiro conseguiu seu objetivo: reduziu sua ex a cinzas. Sabe esse carrasco que a mesma nunca mais será a mesma, pelos menos por um futuro razoável, suficiente para saborear sua vingança. Afinal, se ela não for minha não será mais de ninguém. É o velho mandamento do homem do paleolítico, que hoje vive disfarçado na sociedade sob o rótulo de machista, trocando o porrete pelo mouse .
Chegando à Delegacia, vítima e seus familiares, todos exaltados e revoltados, vendo o estado de saúde aniquilado da primeira que mal consegue se manter de pé, têm uma triste constatação e frustração. É que, malgrado a tsunami causada na saúde da ofendida pelo agressor, este responderá pelo singelo delito de injúria, punido com detenção, de um a seis meses, ou... multa! Como se apenas a honra da vítima tivesse sido atingida.
Claro, a honra também fora atingida, mas a sua saúde também. Aliás, é mais pela perda da saúde do que qualquer outra coisa que a mulher se encoraja para ir até uma Delegacia. E, mesmo assim, sai daí sabendo que goza de um prazo de seis meses para oferecer uma queixa-crime contra seu ofensor, sob pena de decadência.
É assim que doutrina e jurisprudência ainda se orientam nos dias de hoje, com relação a vídeos de sexo ou íntimos despejados na Internet para se atingir ex-namoradas e ex-companheiras. Ao que parece, a saúde da vítima restaria incólume. Ou, acaso atingida, seria mero incômodo desapartado do ato criminoso perpetrado, sem nenhuma relevância jurídica. Tendo o agente ativo, assim, mirado única e exclusivamente na reputação da mulher, em sua honra.
 
Mas sabemos que não é isso que acontece. A saúde da mulher encontra-se destruída, arrasada. E foi esse bem jurídico, a saúde, que o agente desejou atingir. O ataque à honra é um dos percursos criminosos para se atingir a valiosa e estimada saúde da vítima.
O Código Penal, para efeito de tipificação, não deixa dúvidas quando o bem jurídico tutelado atingido é a saúde:
CAPÍTULO II
DAS LESÕES CORPORAIS
Lesão corporal
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem [destaquei]:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
Claro, tratando-se de violência doméstica, deve ser aplicado o § 9º do mesmo Artigo, com a redação dada pela Lei Maria da Penha (Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos).
Como se vê, o crime de lesões corporais não se resume a ofensa à integridade corporal, temos outra elementar normativa do tipo: a saúde de outrem!
Atingida, pois, a saúde de outrem, o crime é de lesão corporal, jamais de injúria. A aplicação do Princípio da Consunção, conhecido também como Princípio da Absorção, é eloquente. O crime mais grave absorve o crime menos grave.
 
Sábia foi a Lei Maria da Penha, que soube operar os distintos sofrimentos da mulher:
CAPÍTULO II
DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal ; II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação ;
(...)
V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria .
Destarte, os ataques consistentes em violência física e violência psicológica são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher absolutamente independentes e distintas da violência moral em Direito Penal. Os bens jurídicos atingidos não se confundem, muito menos se fundem para constituir infração menor, em prestígio do agressor e de sua funesta e detestável empreitada criminosa.
Em última análise, tipificar a conduta de destruir, aniquilar e abater a saúde da mulher como injúria é derrogar a segunda parte do caput do Art. 129 do Código Penal. Ou, então, dizer que a mulher, desde sua origem, é desprovida de saúde, tornando o fato crime impossível.
Autor: Carlos Eduardo Rios do Amaral é Defensor Público do Estado do Espírito Santo
Fonte: JusBrasil

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Argentina - Deputada propoe estado de emergência para violência de gênero

La diputada Donda posó para una revista como una mujer golpeada

 
Lo hizo para El Guardián; "Si tocan a una de nosotras, nos tocan a todas", dijo la coautora del proyecto para declarar el estado de emergencia en materia de violencia de género
 
 
 
La diputada nacional del Frente Amplio Progresista (FPA) Victoria Donda , coautora junto a su par Virginia Linares de una iniciativa parlamentaria que propone declarar el estado de emergencia en materia de violencia de género, posó como un mujer golpeada para la revista El Guardián .
"No podemos seguir esperando que mueran más mujeres, porque si tocan a una de nosotras, nos tocan a todas", expresó Donda a la revista.
 
Junto a la Asociación de Abogados porteña, las legisladoras vienen insistiendo con la implementación de la Ley 26.485 de Protección Integral para Prevenir, Erradicar y Sancionar la violencia intrafamiliar, sancionada en 2009. "Es la herramienta con la que ya contamos, es esencial, porque considera a la violencia de género en un sentido amplio y, lo más importante, encarga al Estado el diseño e implementación de políticas públicas de diversa índole con el objetivo de erradicar y prevenir este tipo de violencia", explicó.
 
Según un relevamiento del Observatorio de Femicidios en la Argentina , durante el primer semestre de 2012 hubo 119 homicidios de mujeres por violencia de género . En el 70% de los casos el presunto agresor resultó ser la pareja o ex pareja de la víctima.
 
Para Donda el presupuesto asignado para luchar contra la violencia de género es escaso. "El Consejo Nacional de las Mujeres recibió este año una asignación presupuestaria de $13.842.232, que representa el 0,0027% sobre el total del Presupuesto nacional. Esta asignación presupuestaria es casi nula, vergonzosa, teniendo en cuenta que este organismo es el responsable de la aplicación de la ley en todo el país", dijo.
 
Fonte: La Nación

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha” é lançada em MG

Iniciativas têm como objetivo garantir a correta aplicação da Lei Maria da Penha, que completou seis anos de vigência no início deste mês



A campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte” será apresentada nesta segunda-feira (20/08), em Belo Horizonte, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Pela manhã, em reunião com o presidente do TJ-MG, desembargador Joaquim Herculano Rodrigues, a secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Aparecida Gonçalves, vai mostrar a união de esforços do governo federal e do sistema de justiça, por meio da campanha, para acelerar o julgamento de inquéritos estabelecidos e casos de violência contra as mulheres.

No período da tarde, a secretária da SPM se reunirá com o procurador-geral de Justiça do Ministério Público, Alceu José Torres Marques, para apresentação da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte”, a fim de gerar ações da iniciativa no estado de Minas Gerais.

De acordo com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher no Brasil, o estado de Minas Gerais tem dois dos seis casos emblemáticos investigados: Elisa Samudio, 25 anos, assassinada no estado; e Maria Islaine, 35 anos, cabeleireira assassinada diante de câmera instalada por ela no seu salão de beleza, também em Minas Gerais. Para a secretária Aparecida Gonçalves, esses casos são emblemáticos pela violência com que as mulheres foram assassinadas, mas devem ser também exemplos de rigorosa aplicação da lei e da justiça.

Ainda na segunda-feira, a secretária da SPM se encontrará com representantes do Comitê de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de Minas Gerais, em Belo Horizonte, para dar continuidade à aplicação das ações do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

Fortalecimento da rede - Na terça-feira (21/08), acontecerá a Capacitação das Técnicas e Técnicos dos Centros de Referência de Atendimento a Mulher em Situação de Violência. O evento será aberto pela secretária da SPM Aparecida Gonçalves; pelo secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Juliano Fisicaro; pela subsecretária de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Carmen Rocha Dias; e pela coordenadora Especial de Políticas Públicas para Mulheres do Estado de Minas Gerais, Eliana Piola.

Após a cerimônia de abertura, a secretária Aparecida Gonçalves fará palestra sobre o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, acordo federativo entre o governo federal, os governos dos estados e dos municípios para o planejamento de ações que consolidassem a Política Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres por meio da implementação de políticas públicas integradas em todo o território nacional.

Integração federativa – O Pacto tem cinco eixos: garantia da aplicabilidade da Lei Maria da Penha; ampliação e fortalecimento da rede de serviços para mulheres em situação de violência; garantia da segurança cidadã e acesso à justiça; garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, enfrentamento à exploração sexual e ao tráfico de mulheres; e garantia da autonomia das mulheres em situação de violência e ampliação de seus direitos.

Entre as metas do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, estão a cobertura de 10% dos municípios brasileiros com serviços especializados à mulher em situação de violência e o aumento em 30% a quantidade dos serviços, em todo o país, até 2014.

Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR


Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres

Deputado americano gera revolta nos Estados Unidos ao dizer que um “estupro legítimo” raramente resulta em gravidez

Após uma extensa repercussão nas redes sociais, o deputado reconsiderou sua declaração, mas não suas convicções em relação à interrupção da gravidez


Ao condenar o aborto, o deputado republicano Todd Akin gerou revolta nos Estados Unidos ao dizer que um “estupro legítimo” raramente resulta em gravidez. As declarações do político em um país com 32 mil gestações anuais consequentes de violência sexual foram seguidas de centenas de críticas na internet por políticos democratas, organizações de direitos humanos e mulheres ofendidas com as afirmações.

Akin, que possui apoio do setor ultraconservador do Tea Party, declarou em entrevista ao canal KTVI neste domingo (19/08) que as mulheres possuem uma defesa biológica ao abuso sexual e reforçou sua oposição à prática do aborto, mesmo no caso de estupro.

“Me parece, conforme soube por médicos, que a gravidez resultante de estupro é rara”, disse ele. “Se é um estupro legítimo, o corpo feminino tem formas de se fechar para isso. Mas, vamos pensar que isso não funcione: eu acredito que deve existir punição, mas a punição tem de ser ao estuprador e não à criança”, explicou.

Uma de suas principais opositoras políticas no Missouri, a senadora democrata Claire McCaskill, respondeu em sua conta no Twitter que estava “chocada” com o posicionamento do republicano. “Como mulher e ex-promotora que cuidou de cem casos de estupro, estou chocada com os comentários do deputado Akin sobre as vítimas” de violência sexual, escreveu ela.

Após uma extensa repercussão nas redes sociais, o deputado republicano reconsiderou sua declaração, mas não suas convicções em relação à interrupção da gravidez. “Ao rever minhas observações, está claro que eu me posicionei mal nesta entrevista e que ela não reflete a empatia que eu sustento pelos milhares de mulheres que foram estupradas e abusadas todos os anos”, afirmou ele em um comunicado citado pelo jornal The New York Times. “Eu acredito profundamente na proteção de toda vida e eu não acredito que prejudicar outra vítima inocente é a coisa certa a ser feito”, acrescentou ele.

Os candidatos republicanos à Presidência, Mitt Romney e o vice Paul Ryan, se apressaram para distanciar as declarações do deputado de sua campanha. “O governador Romney e o parlamentar Ryan discordam com a afirmação de Akin. A administração Romney-Ryan não se oporia ao aborto em caso de estupro”, afirmaram em um comunicado citado pelo jornal norte-americano The New York Times.

Na tentativa de não provocar polêmica em plena corrida presidencial, o candidato à vice-presidência parece ter ignorado seu posicionamento radical contra o aborto. Paul Ryan defende a criminalização da prática em casos de estupro, incesto e até em risco de saúde da mãe. Para ele, a interrupção da gravidez em qualquer circunstância deveria ser ilegal, conforme informa o site Daily Beast.

Ryan co-patrocinou um projeto de lei que definia óvulos fertilizados como seres vivos que, caso passasse no Congresso, criminalizaria algumas formas de contracepção — como a pílula do dia seguinte — e de fertilização in vitro. A organização anti-aborto Comitê Nacional pelo Direito à Vida definiu seu desempenho como 100% em votações relacionadas ao tema no Congresso, desde que ele ingressou, em 1999. “Sou pró-vida até a alma”, disse Ryan à publicação conservadora Weekly Standard’s em 2010. “Vocês não terão trégua”, avisou o agora candidato a vice de Romney aos apoiadores do aborto.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Polícia Metropolitana de Buenos Aires - Orientação para as mulheres vítimas de violência doméstica



Victimas de Violencia de Genero

VIOLENCIA DOMESTICA:
Comprende la violencia psicológica, física y sexual como por ejemplo, las amenazas, la coacción o la privación arbitraria de libertad y el principal factor de riesgo lo constituyen el hecho de ser mujer. Otros grupos vulnerables son los niños, niñas, adolescentes, incapaces, discapacitados y ancianos.- El espacio domestico no es solo el espacio físico de la casa o el hogar, sino todo contexto donde se dan interacciones públicas o privadas:

- Noviazgo
- parejas con o sin convivencia
- vínculos con ex parejas, etc.
FORMAS DE VIOLENCIA:
- Abuso verbal y psicológico
- Violencia Física y sexual
- Aislamiento y abuso social
- Abuso ambiental
- Abuso económico
- Conductas de control y dominio
- Control por medio de amenazas
- Intimidación emocional
CICLOS DE LA VIOLENCIA:
1 ETAPA: ACUMULACION DE TENSIÓN
Victimario: insulto reproches, malestar
Victima: angustia ansiedad, miedo desilusión.
2 ETAPA: AGUDA DE GOLPES - EXPLOSION
Victimario: todo tipo de agresión física, violenta incontrolables.
Victima: miedo, impotencia, soledad, dolor, parálisis.
3 ETAPA: LUNA DE MIEL (ARREPENTIMIENTO)
Victimario: llora, se justifica, se disculpa, regalos promesas de cambio.
Victima: disculpa, perdona, quiere creer.

ESTAS ETAPAS SE PRODUCEN CICLICAMENTE AL FINALIZAR LA TERCERA, RECOMIENZA LA PRIMERA Y ASI SUCESIVAMENTE.
LOS ABUSADORES EJERCEN SU PODER DE MUCHAS MANERAS: 
1- DOMINACION: Deciden y crean en la victima una mentalidad
de sirviente.
2- CONTROL ECONOMICO: Negación a la elección laboral,
retención del dinero.

3- MANIPULACION EMOCIONAL: Justifica sus acciones a través
de los celos, la pasión, el stress y la frustración. Encantador
en público amenazador en privado.
4- CONTROL: Apodos ofensivos, juegos mentales, aislamiento
de sus seres queridos y amigos.

5- ABUSO FISICO: Golpes, patadas, pinchazos, tirones de pelos,
restricción de movimientos y en algunos casos amenaza con uso
de armas.
6- ABUSO SEXUAL: Obliga a su pareja a hacer cosas contra
su voluntad.
¿ES USTED UNA VICTIMA?

- Las victimas viven silenciosamente con la violencia domestica, atrapadas
por sus miedos, con dependencia emocional o económica.

- La violencia ocurre en todas las sociedades, no importa los grupos sociales
ni educacionales a la que pertenecen.

- Las victimas no son de ningún tipo en particular de personas
puede ser cualquiera.

LOS NIÑOS TESTIGOS DE VIOLENCIA DOMESTICA

- Muestran cambios en sus comportamientos habituales (intrafamiliar y escolar).

- Modifican la relación con sus padres.

- Con el tiempo se convierten en victimas o en victimarios.

COMO AYUDAR A UN FAMILIAR O AMIGO VICTIMA DE VIOLENCIA DOMESTICA.

- Escuche y cree un ambiente seguro y privado para que le cuente el problema.

- Bríndele información de Instituciones que sepan de la problemática, así sabrá
que no esta sola.

- No juzgue ni critique las decisiones de la victima.

- No presione ni subestime el peligro de la situación.
Si usted cree que puede ser victima de Violencia Domestica
Recuerde:
- Ninguna persona merece ser victima.
- la Violencia no es su culpa.
- no esta solo.
COMUNIQUESE las 24 horas los 365 días del año:
- TEL. 103 comando único central policía metropolitana.

- TEL 0800-66-mujer (68537) Dirección General de la Mujer. Área Víctima de Violencia de Género.
- TEL. 4370-4600 Oficina de Violencia Doméstica de la Corte Suprema de Justicia (Lavalle 1250 caba).

Argentina: Aumento em 60% nos casos de violência doméstica contra a mulher


Aumentaron 60% las denuncias por violencia de género

Desde 2010, se multiplican y agravan los casos
Por Evangelina Himitian | LA NACION

Natalia, su ex marido la golpeó en la calle y delante de su hija , el Día del Niño, con total impunidad. A Mariana, su ex novio la fue a visitar el día de su cumpleaños y terminó torturándola con una picana durante cuatro horas. A Karina, su ex pareja directamente le dio tres puñaladas y la mató.
Todo eso, casos resonantes y que tomaron estado público, ocurrió en menos de 24 horas. Y las estadísticas confirman lo que se sospechaba: los casos de violencia contra las mujeres han aumentado aceleradamente en los últimos tiempos.

Desde 2010, aumentó 60% la cantidad de casos que llegan a la Oficina de Violencia Doméstica de la Corte Suprema de Justicia de la Nación. Un informe del Observatorio de Femicidios, de la ONG Adriana Marisel Zambrano, indica que cada día en el país una mujer muere víctima de la violencia de género. Paradójicamente, el hogar familiar es el lugar más peligroso para las mujeres, y sus propias parejas o ex parejas, los principales agresores.

Sólo en la ciudad de Buenos Aires, en lo que va del año unas 5500 mujeres solicitaron ayuda por ser víctimas de violencia familiar, malos tratos y agresiones. Son las que llamaron a la línea de teléfono gratuita que tiene la Dirección de la Mujer del gobierno porteño, 0800-66 MUJER.

Claro que muchas otras mujeres no se atreven a iniciar una demanda contra su agresor. "Cerca del 40% de las mujeres no quieren hacer la denuncia", apuntó Eva Giberti, la coordinadora del programa "Las víctimas contra las violencias" del Ministerio de Justicia y Derechos Humanos.
"En estos meses, hemos recibido una gran cantidad de llamadas a la línea telefónica. Esta es sólo la primera instancia, el primer contacto. La mayoría son mujeres que han soportado meses o tal vez años de malos tratos y que, a partir de una situación puntual, se deciden a llamar. El detonante suele ser una situación de violencia delante de los hijos o que puso en riesgo su vida. Sólo ahí, por lo general, las mujeres se animan a llamar. El pedido de ayuda, lamentablemente, llega en un punto límite", explica a LA NACIONCarolina Stanley, la ministra de Desarrollo Social porteña.

Desde que comenzó a funcionar la Oficina de Violencia Doméstica de la Corte, en 2008 ha habido 27.959 casos. Los principales agresores son las propias parejas y ex parejas de las víctimas. El 90% de los casos se convirtió en una denuncia civil; el 64%, en penal. La violencia psicológica está tan presente como la violencia física. La primera, en el 96% de los casos, y la segunda, en el 68 por ciento.

En el 33% de los casos, existe un alto riesgo para la vida de la víctima; en el 9%, el riesgo es "altísimo", y en el 41%, un riesgo medio. Sólo en el 6% de los casos se evaluó que no existía un riesgo.
En la ciudad de Buenos Aires, una vez que la Dirección de la Mujer recibe la consulta, se deriva la llamada a una consulta jurídica y si es necesario, se avanza para solicitar una orden judicial de restricción para que el agresor no pueda acercarse al hogar familiar.

Refugio para víctimas

En otros casos, cuando corre riesgo la vida, las mujeres que denunciaron a sus parejas y no tienen dónde ir, existe un refugio para que vivan temporariamente. Hoy hay unas 50 mujeres allí alojadas.
Desde noviembre último, hay unas 93 mujeres víctimas de violencia familiar que, por decisión judicial, conviven con un botón antipánico que conecta el hogar familiar con la Policía Metropolitana.

Si existe una orden de restricción, en lugar de enviarle una consigna policial, se le entrega ese dispositivo que, al accionarse, se convierte en forma automática en un micrófono ambiental. Si la mujer ve que el agresor merodea su casa, lo activa y, a partir de allí, alerta a la policía de la situación y, a través del micrófono, mantiene informados a los efectivos de la situación. "Además, automáticamente, se envían fotos del agresor a las tablets que tienen los patrulleros que se movilizan hasta el lugar, para que sepan a quién tienen que buscar", explicó Ricardo Pedace, subjefe de la Policía Metropolitana a LA NACION.
Desde que comenzó el sistema, los 93 botones se activaron 127 veces y se produjeron ocho detenciones.

Denuncias en la Corte

Las estadísticas de la Oficina de Violencia Doméstica de la Corte indican que entre mayo de 2010 y mayo de 2012, los casos de violencia se incrementaron 57%: durante mayo de 2010, hubo 530 casos y, en mayo último, 833 casos.

En el 65% de los casos, las afectadas fueron mujeres adultas; el 15%, niñas; el 13%, niños, y el 7%, varones. El 88% de las personas denunciadas como agresores son hombres.
En el 38% de los casos, los violentos fueron las ex parejas; el 21%, los concubinos, y el 20%, los cónyuges. En el 10% de los casos, los agresores son los padres, y en el 5%, los novios.
"Hemos detectado en el último tiempo un aumento en la cantidad de denuncias por noviazgos violentos", explica Standley. "Estamos trabajando bastante sobre este tema, porque es importante que las mujeres puedan detectar tempranamente signos de violencia que pueden aparecer en una relación. Cuando hay un novio que aísla a la pareja de sus amigos, de su familia. Que le pide que no trabaje, que es muy celoso y le revisa los correos y el teléfono, ésos pueden ser síntomas tempranos de una relación que puede ser violenta", agrega.

EN CIFRAS

94%
Casos de riesgo
En la gran mayoría de los casos que llegan a la Oficina de Violencia Doméstica de la Corte, existe riesgo de vida para quien denuncia.

Fonte: La Nacion