sábado, 12 de março de 2011

Intervenção cirúrgica

Para ex-modelo somali, Facebook é instrumento essencial no combate à circuncisão feminina
12 de março de 2011 | 10h 29

A somali Waris Dirie é muito mais conhecida por ter sofrido o violento ritual de mutilação genital feminina aos 5 anos do que por ter se submetido ao lamentável, mas indolor, papel de Bond girl na encarnação do agente secreto britânico vivida pelo ator Timothy Dalton.

Dirie, autora do best seller internacional Flor do Deserto, de 1998, tornou a violência rotineira contra mulheres da África e do Oriente Médio ainda mais conhecida quando suas memórias foram transportadas para o cinema. Flor do Deserto, o filme, com uma outra supermodel, a etíope Liya Kebede no papel de Waris Dirie, recria a dolorosa cena que Dirie quer gravar na memória coletiva para poupar outras gerações.

Descoberta em Londres aos 18 anos pelo fotógrafo Terence Donovan enquanto varria a lanchonete de fast food onde trabalhava, Dirie havia fugido de sua família de nômades aos 13 anos para escapar de um casamento forçado. Caminhou até a capital, Mogadiscio, e foi despachada num avião para Londres para trabalhar como doméstica para a família do embaixador da Somália.

Ela foi uma das mais solicitadas modelos negras da década de 90. Hoje, aos 45 anos, não desfila mais e vive em Viena, com cidadania austríaca, onde opera sua fundação Flor do Deserto. Dirie viajou o mundo como embaixadora da ONU para denunciar a mutilação genital feminina. Ela falou ao Estado por e-mail, de Viena.

Mulheres são as mais afetadas pela guerra, mas menos de 3% daqueles que assinam tratados de paz desde 1992 são mulheres. Como elas podem ser incluídas nos processos de paz?

O que você descreve é bastante lógico. Na maioria dos países, as mulheres dificilmente estão envolvidas em qualquer processo político, incluindo os de guerra. Se estivessem, muitos conflitos ao redor do mundo já estariam solucionados. Mulheres compõem metade de qualquer sociedade. O sistema político que ignora esse dado está fadado a enfrentar problemas cedo ou tarde. Em relação ao envolvimento de mulheres em processos de paz, eu acho que ele virá naturalmente, uma vez que mulheres sejam incluídas em todas das decisões políticas e sociais de um país.

Um livro recente do antropólogo Aud Talle diz que mulheres somalis morando na Noruega têm mudado sua atitude em relação à circuncisão feminina e agora se opõem à prática. Qual a importância das sociedades e governos ocidentais em pressionar as comunidades de imigrantes para pôr fim a essa prática? Qual a sua visão sobre a recente controvérsia na França em relação ao uso da burca?

O exemplo de mulheres somalis na Noruega demonstra o seguinte: se as mulheres imigrantes vivem em uma sociedade que mostra ativamente os papéis que as mulheres podem desempenhar na sociedade, elas vão adotar ao menos em parte essas atitudes no cotidiano. Acho que esse é um bom estímulo também para as mulheres ocidentais darem um bom exemplo e mostrar o que é ser uma mulher independente para mulheres vindas de um contexto cultural diferente.

Todas as meninas submetidas à mutilação genital também são forçadas a aguentar casamentos arranjados?

Nem todas, mas é muito comum. Casamentos arranjados, que são basicamente a venda da própria filha para outra família ou homem, e a mutilação genital são, na essência, sintomas diferentes da mesma doença. E essa doença é olhar para mulheres e tratá-las como se fossem objetos, não seres humanos.

Pessoas sempre dizem que mais mulheres no poder trarão mais justiça e igualdade. Contudo, num país como Bangladesh, onde há uma primeira-ministra e a líder da oposição é uma mulher, mulheres ainda são atacadas com ácido nas ruas, geralmente por recusarem casamentos arranjados ou investidas sexuais. Como explicar essas discrepâncias numa sociedade?

É como colocar uma mulher no topo de uma empresa dominada por homens e dirigida por uma cultura do "macho". Ela não vai fazer diferença, a menos que a cultura dentro da empresa mude também. O mesmo é verdadeiro para sociedades. São as sociedades que têm de mudar, não o sexo das pessoas no topo.

No livro The Honor Code, o filósofo ganense-americano Kwame Appiah disse que algumas práticas sociais, como pés enfaixados e atrofiados e a escravidão, chegaram ao fim em parte porque chega uma hora em que as pessoas que seguiam uma velha ordem são expostas ao ridículo e à vergonha. Você acredita que esse possa ser o caso da violência de cunho religioso contra mulheres?

Acho que a violência contra as mulheres nunca é baseada na religião ou na cultura, embora muitas vezes seja justificada dessa forma. A violência contra as mulheres é baseada no medo do poder e da força da mulher. Pense nisso: os homens têm dominado mulheres por tanto tempo... Você pode compará-los a um ditador, que também teme perder poder, dinheiro e influência se permitir aos presumivelmente mais fracos ter voz.

A liberdade de reprodução sofreu um revés nos Estados Unidos recentemente com iniciativas como o fim do financiamento da Planned Parenthood. Você acha que esses contratempos podem afetar a liberdade reprodutiva em países que dependam muito de ajuda internacional?

Espero que não. O controle de natalidade é extremamente importante em países em desenvolvimento, especialmente na África Subsaariana. Vários estudos têm demonstrado a forte relação entre o acesso ao controle de natalidade e a educação sexual e a saúde da mulher em geral. Além disso, o HIV continua a ser uma questão extremamente importante no mundo em desenvolvimento.

Você acredita que a rede social, na medida em que contribui para estimular mudanças políticas na África e Oriente Médio, também possa ajudar a promover uma mudança geracional que vá beneficiar as jovens?

A rede social tem um enorme potencial para promover mudanças, especialmente em regimes antigos e restritivos, nos quais as pessoas não têm possibilidade de expressar abertamente suas opiniões ou usar os meios de comunicação tradicionais para promover suas ideias. Minha fundação (www.desertflowerfoundation.org) usa com sucesso a rede social para alcançar os jovens e promover uma mudança na percepção sobre a mutilação genital, divulgar informações e, claro, para interagir uns com os outros. Leio todos os comentários postados no Facebook e é muito bom ver tantas pessoas engajadas na luta contra a mutilação genital feminina e para promover os direitos das mulheres.


Fonte: Estadão

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Aberração: "Estupro Corretivo" para tornar mulheres lésbicas em mulheres heterosexuais

South Africa: Declare 'Corrective Rape' a Hate-Crime

UPDATE: This is now the most popular Change.org petition of all time! But what has the minister done in response? Absolutely nothing. That's about to change, with a new petition calling on Minister Radebe to meet with Luleki Sizwe founder Ndumie Funda. For regular updates on the 'corrective rape' campaign please 'Like' the Human Rights Facebook and Twitter pages and try to check in regularly.
"Corrective Rape" is a term used to describe when a male rapes a lesbian with the aim of 'turning' her heterosexual!
This heinous crime is prolific in South Africa, especially in the "townships". 
Most of the victims are tortured, grievously assaulted and sometimes murdered! They are also prone to getting HIV/AIDS from the assault, and many of them commit suicide as a result of the "corrective rape"!
The South African government and justice system are failing the victims of Corrective Rape by letting the perpetrators out on ridiculously low bail, and taking literally years to bring the court-cases to a conclusion. In the meantime the victims have to live with seeing and being taunted and threatened by their rapists every day, as do those who help the victims!
In the last 10 years:


 *31 lesbian women have been murdered because of their sexuality 
 *More than 10 lesbians a week are raped or gang raped in Cape Town alone 
 *150 women are raped every day in South Africa 
 *For every 25 men accused of rape in South Africa, 24 walk free


Despite all this, hate crimes on the basis of sexual orientation are not recognised by South African law!
We call on the South African government to declare "Corrective Rape" a Hate-Crime that is punishable by the harshest sentences!
For regular updates on the 'corrective rape' campaign please 'Like' the Human Rights Facebook and Twitter pages and try to check in regularly.

Fonte: Change.org 

sábado, 25 de dezembro de 2010

El Pais: Diciembre negro para la mujer

Un nuevo asesinato machista eleva a 70 las víctimas mortales por la violencia de género, 14 más que en todo 2009 - Este mes hubo un feminicidio cada tres días


M. R. SAHUQUILLO / I. VALLESPÍN - Madrid / Barcelona - 18/12/2010

Este año va camino de pasar a engrosar la lista de los más negros de la violencia machista. En lo que llevamos de 2010 son ya al menos 70 las mujeres asesinadas por sus parejas o ex parejas -las autoridades tienen otros tres casos en investigación-. Además, diciembre se está convirtiendo en un mes particularmente triste. En solo 17 días se han registrado cinco víctimas mortales, una cada tres días. Y la policía sigue buscando a la joven desaparecida el domingo en Madrid, después de que el jueves se hallase ahorcado a su ex novio. En todo 2009 fueron 56 las asesinadas por los machistas, una cifra que ahora parece un espejismo, y ante la que los expertos se plantean qué ha vuelto a fallar.


Preocupa el repunte de las víctimas menores de 30 años -son ya 16-, un colectivo en el que se habían reducido los crímenes hasta hace un par de meses, y en el que parecían haber calado las campañas de prevención y denuncia pero en el que se han cebado varios de los últimos crímenes. También es alarmante el incremento de los suicidios o las tentativas de ello por parte de los agresores. El 17,1% de los asesinos machistas se quitó la vida tras su crimen y el 22,8% lo intentó; frente al 37,5% o el 30,3% que se suicidó o lo intentó en 2009 y 2008, respectivamente.
Entre las causas del repunte está el "debate neomachista de la victimización de las mujeres" junto a la polémica de las denuncias falsas, opina Miguel Lorente, delegado del Gobierno para la Violencia de Género. También observa un posible efecto imitación o paso a la acción y la existencia de una bolsa de maltrato que no termina de emerger en forma de denuncia.
El último caso se produjo ayer en Santa Maria de Palautordera (Vallès Oriental, Barcelona). Allí, Francisco L. C., de 35 años asesinó a su esposa, Rosa María García Venteo, de 43 en su casa. Tras matarla, el agresor intentó quitarse la vida varias veces. Al no conseguirlo se presentó en la comisaría de la policía local de Sant Celoni y confesó el homicidio. Eran las seis de la mañana. El hombre estaba malherido, así que fue trasladado y atendido en un centro sanitario, donde permanece bajo custodia judicial.
El cuerpo de la víctima no presentaba signos externos de violencia de arma blanca o de fuego, así que la autopsia determinará la causa de la muerte, según los Mossos. Tampoco la mujer había denunciado a su pareja por malos tratos, según las autoridades. Sin embargo, la familia de la víctima asegura que Francisco L. C. era un hombre "violento" y "muy celoso". "En una ocasión [el agresor] rompió la televisión y, en otra, el aire acondicionado. Teníamos miedo de que un día el golpe se lo diera a ella", explicó Mercedes Sánchez, una prima de la víctima. A pesar de esto la familia no denunció nunca.
Y como Rosa María, otras 50 asesinadas este año no había denunciado a sus verdugos. Algo ante lo que las autoridades parecen no tener aún respuesta. "Ha mejorado la respuesta judicial, pero, a pesar de ello y de que puede mejorar más, la justicia actúa cuando ya se ha producido la violencia", sostiene Inmaculada Montalbán, presidenta del Observatorio de la Violencia de Género del Consejo General del Poder Judicial, que insiste en que se debe incidir en la prevención para evitar estas situaciones.
Las más de 100.000 denuncias al año y 145.000 condenas dictadas en los cinco años de Ley Integral de Violencia de Género no han bastado para evitar los 398 crímenes machistas que se han producido desde 2005. "El cambio no ha llegado a cada uno de los rincones y a aquellos que más necesitan cambiar, que son los maltratadores", opina Lorente. Da un dato: además de las 70 fallecidas este año se han producido al menos otros 17 casos de agresiones machistas graves sin resultado de muerte. Sin embargo, sostiene que a pesar de la gravedad del análisis del año, la ley ha logrado mucho: "Sin la normativa estaríamos hablando de más de diez muertas al mes, sin ninguna duda".
Lorente, al igual que la ministra de Sanidad Política Social e Igualdad, Leire Pajín, asegura que la polémica sobre las denuncias falsas está haciendo un "flaco favor" a las víctimas de esta lacra. "Ese debate alimenta la violencia y provoca que quien ya está en una situación así sea más violento", considera.
Igualdad también estudia el factor "imitación o paso a la acción" como uno de los factores a considerar en estos crímenes y al que dar respuesta: asesinatos cometidos dentro de una misma comunidad en días muy seguidos, o que emplean la misma arma o siguen el mismo patrón. Un elemento que parece, además, tener particular impacto en los agresores de menor edad.
"Es preocupante que aparezcan en los jóvenes patrones de dominio y sumisión que creíamos patrimonio del pasado", analiza Montalbán. "Y eso no hace más que reforzarnos en que hace falta más trabajo en ese ámbito preventivo y educativo". Son muchas las mujeres que han logrado salir de una situación de violencia. Que han sobrevivido y que han comenzado una nueva vida. Pero las 70 asesinadas por los machistas revelan que las campañas aún no funcionan. Y que no bastan.

Un mes trágico

En lo que va de 2010 son 70 las víctimas mortales del machismo. En diciembre ha muerto una cada tres días:
- El día 5 una joven de 23 años fue asesinada a puñaladas en Catral (Alicante) por su ex novio, también de 23.
- El 7, una chica de 25 años falleció en Barakaldo (Vizcaya) a manos de su ex pareja, de 26, que le clavó un cuchillo.
- El día 9 una china fue asesinada por su novio (también chino) en Málaga. El agresor usó un cúter y un martillo como armas.
- El español de 59 años mató el jueves de un disparo a su esposa, marroquí de 44, en Badajoz. El agresor se suicidó tras el crimen.
- Ayer, un hombre de 35 años mató a su esposa de 43 en Santa Maria de Palautordera. Luego intento suicidarse.

Entrevista Wilfredo Amr Ruiz en Maria Elvira.. Live! - Mutilacion a mujer afgana

El asesinato de una mujer en Barcelona eleva a 70 las víctimas de la violencia machista

El presunto asesino, que no tenía denuncias por violencia de género, se lesiona y se entrega a la policía tras cometer el crimen.- La Guardia Civil continúa la búsqueda de la mujer desaparecida en Madrid


EL PAÍS / AGENCIAS - Madrid / Barcelona - 17/12/2010

Un hombre ha matado presuntamente esta mañana a su pareja en la vivienda que compartían en Sant Maria de Palautordera (Barcelona) y después se ha entregado a la Policía Local de la vecina Sant Celoni. Se encuentra custodiado por los Mossos d'Esquadra en un centro hospitalario, donde le atienden de las heridas que se ha infringido para tratar de suicidarse tras cometer el crimen. La fallecida tenía 43 años y era española, y su presunto asesino, identificado como Francisco L. C. y también español, tiene 35 años. Los Mossos, que han iniciado una investigación para esclarecer los hechos, han informado de que no había denuncias por violencia de género.


El hombre se ha presentado hacia las seis de la mañana en la comisaría de Sant Celoni y ha confesado que había matado a su mujer, crimen que han comprobado los agentes policiales al acudir su domicilio, en la calle Can Pins. El forense tendrá que determinar las causas exactas de la muerte de la mujer, porque el cuerpo no presenta signos aparentes de arma blanca o de fuego, según fuentes próximas a la investigación.
Con este crimen, se elevan a 70 el número de mujeres muertas a manos de sus parejas o ex parejas en España en 2010 -de ellas, 11 en Cataluña- a falta de 14 días para que acabe el año,15 más que en 2009. El año pasado se cerró con 55 fallecidas, el número más bajo desde que existen datos estadísticos fiables, a partir de 2003. El repunte de este año, con todo, aún no alcanza la cifra registrada en 2008, el año más trágico, cuando hubo 77 crímenes machistas.
Cuatro casos pendientes de confirmar
Sin embargo, es previsible que la cifra de 70 mujeres aumente antes de que acabe el año porque las fiestas son fechas complicadas -una mayor convivencia de parejas con problemas suele derivar en más crímenes- y porque Igualdad, cuyo balance es de 69 víctimas mortales ya que aún no recoge el crimen de hoy, tiene tres casos en investigación. A ellos aún no se ha sumado el caso de Boadilla del Monte (Madrid), donde una mujer permanece desaparecida desde la madrugada del domingo, cuando salió de la cena de empresa con su ex compañero. Ayer, se informó de que su ex novio fue hallado ahorcado el miércoles en una torre de alta tensión de San Lorenzo del Escorial. El suicidio de Javier Sánchez-Toledo, de 38 años, hace temer por la vida de María Piedad García Revuelta, de 31 años.
El último crimen confirmado se produjo ayer mismo, cuando un hombre mató a tiros a su ex pareja, una mujer marroquí de unos 35 años, en Badajoz. Después, se suicidó lanzándose al patio interior del bloque de viviendas en el que vivía la mujer. La víctima le había denunciado varias veces por amenazas y se le impuso una orden de alejamiento, aún en vigor en el momento de la muerte.
De las 70 víctimas, 19 habían denunciado, dos habían retirado la denuncia y 13 tenían medidas de protección en vigor. En cuanto a la nacionalidad, 45 eran españolas y, por comunidades, Andalucía, la comunidad con mayor población del país, es la que concentra el mayor número de mujeres muertas (17). Le sigue Cataluña, la segunda autonomía con más habitantes, con 11.
Los expertos no logran descifrar por qué la violencia de género parece imparable, ya que los factores son múltiples, complejos y difíciles de analizar. Se cita la crisis, el efecto contagio, la bajada de las denuncias por la polémica de las acusaciones falsas y el aumento del machismo como reacción a los tímidos avances de la mujer. En los últimos meses se ha producido además, a causa de la situación económica, la eliminación del Ministerio de Igualdad, que ha pasado a convertirse en una secretaría de Sanidad, y ayer mismo se anunció el fin del teléfono de atención a los maltratadores.
Fonte: El Pais

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

DECISÃO: Lei Maria da Penha pode ser aplicada em casos de violência cometida por ex-namorado

O namoro é uma relação íntima de afeto sujeita à aplicação da Lei n. 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha. Quando a agressão é praticada em decorrência dessa relação, o Ministério Público pode requerer medidas para proteger a vítima e seus familiares. Esse é o entendimento da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. 


A posição do STJ sobre o tema foi esclarecida no julgamento de um habeas-corpus em que o agressor pede o fim da proibição de aproximar-se a menos de 50 metros da ex-namorada e do filho dela. A restrição, imposta pela Justiça do Rio Grande do Sul, foi proposta pelo Ministério Público com base na Lei Maria da Penha. A defesa do agressor alega a inconstitucionalidade da lei por privilegiar a mulher em detrimento do homem, a ilegitimidade do Ministério Público e diz que não havia relação doméstica entre o casal, pois namoraram por pouco tempo, sem a intenção de constituir família. 



De acordo com o inquérito policial, a vítima trabalhava com o agressor e os dois namoraram por quatro anos. Após o término do relacionamento, o agressor passou a espalhar panfletos difamatórios contra a ex-namorada, pichou sua residência e é suspeito de ter provocado um incêndio na garagem da casa dela. 



Seguindo o voto da relatora do caso no STJ, desembargadora convocada Jane Silva, a Sexta Turma, por unanimidade, negou o pedido. Para a relatora, um namoro de quatro anos configura, para os efeitos da Lei Maria da Penha, relação doméstica ou de família, não simplesmente pela duração, mas porque o namoro é um relacionamento íntimo. A própria lei afasta a necessidade de coabitação para caracterizar a relação íntima de afeto. Assim, o Ministério Público tem legitimidade para propor medidas de proteção. A decisão ressalta ainda que declarar a constitucionalidade ou não da lei é atribuição do Supremo Tribunal Federal. 



Ao julgar esse habeas-corpus, a desembargadora convocada Jane Silva esclareceu que a Terceira Seção do STJ, no julgamento dos conflitos de competência n. 91980 e 94447, não decidiu se a relação de namoro é ou não alcançada pela Lei Maria da Penha. O entendimento da Corte Superior naqueles casos específicos foi de que a violência praticada contra a mulher não decorria da relação de namoro. 



De acordo com Jane Silva, quando há a comprovação de que a violência praticada contra a mulher, vítima de violência doméstica por sua vulnerabilidade e hipossuficiência, decorre do namoro e que esta relação, independentemente de coabitação, pode ser considerada íntima, aplica-se a Lei Maria da Penha. 

Coordenadoria de Editoria e Imprensa 

Fonte: STJ

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O vício das drogas, combustível da violência.


Homem não encontra droga em casa e espanca a mulher em Vitória

10/12/2010 - 15h41 - Atualizado em 10/12/2010 - 15h41
Nuno Moraes - Redação Multimídia


Uma dona de casa foi brutalmente agredida pelo marido, no bairro Ilha das Caieiras, em Vitória, na noite de quinta-feira (09). O motivo: o acusado não encontrou uma bucha de maconha que pretendia fumar e culpou a mulher pelo desaparecimento.

Com um dos olhos fechado e muitos ferimentos e inchaços no rosto, devido aos socos e chutes que levou, Luciana Barbosa, 32 anos, disse que o marido, Domingos dos Santos Júnior, é usuário de drogas. Na noite de quinta-feira, a impossibilidade de saciar o vício o fez ficar violento.

"Ele esqueceu onde tinha guardado a maconha. Me culpou e partiu para cima. Levei um soco e caí. Aí ele começou a me chutar", disse Luciana. Mas ela também partiu para o ataque e esfaqueou o marido num dos pés.


Domingos fugiu do local da agressão, mas voltou para casa pouco depois. Lá, acabou preso por policiais militares, que já o procuravam pelo bairro, após prestar socorro a Luciana. O casal acabou indo para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, onde Luciana pretendia representar contra Domingos. PMs que atenderam à ocorrência, disseram que tanto o acusado, quando a vítima, seriam usuários de drogas. 

Fonte: GazetaOnline

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A luta contra o machismo salva vidas...

Chega de violência! Machismo mata!


O dia 25 de novembro é o dia internacional pelo fim da violência contra a Mulher. Essa data foi estabelecida no Primeiro encontro Feminista Latino-americano e do Caribe realizado em Bogotá, Colômbia, em 1981, em homenagem às irmãs Mirabal.

Com a vontade de fomentar o ativismo digital pelo fim da violência contra mulher surge a proposta de uma campanha chamada “Cinco dias de ativismo digital online pelo fim da violência contra a mulher”, que ocorreu entre os dias 20/11 e 25/11. A ideia nasceu através da parceria entre os blogs: Pimenta com limão e Contra Machismo que logo em seguida ganhou a colaboração de vários ativistas e apoiadores da causa.
Niara de Oliveira – @nideoliviera71 (Jornalista), do blog Pimenta com limão e Cintia Barenho – @CintiaBarenho (ambientalista. Mestre em educação ambiental) do blog Contra Machismo estiveram na RádioCom e falaram sobre as lutas feministas e a importância da reflexão e a discussão sobre a violência que mata mulheres no mundo inteiro por conta do machismo.
Ouça o áudio da entrevista no Contraponto AQUI
Fonte: Blog "Contra Machismo"


Obs.: Texto adaptado quanto ao contexto de tempo. O texto foi escrito na forma original para a data do dia 25 de novembro com referências diretas. O conteúdo permaneceu o mesmo. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Uma aberração !!!

24/11/2010 - 21h32 - Atualizado em 24/11/2010 - 21h32

Cansada de abusos sexuais, adolescente denuncia o pai e madrasta

REDAÇÃO MULTIMÍDIA

Depois de cinco anos sendo abusada sexualmente pelo pai, uma adolescente de 14 anos procurou a polícia. A madrasta da menina também participava dos abusos. Uma amiga da jovem, também de 14 anos, foi igualmente molestada pelo casal. Ambos confessaram o crime.


A adolescente fez a denúncia nesta terça-feira (23). No dia, o pai dela foi autuado por porte ilegal de armas. Mas após investigações da polícia, constataram-se os abusos. Ele e a esposa foram autuados por estupro de vulnerável nesta quarta-feira (24). A delegada Ana Cecília Mangaravite, titular da Delegacia da Mulher de Guarapari, decretou prisão preventiva dos dois.



Ele está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari. A esposa será transferida do DPJ da cidade para o presídio de Tucum nesta quinta-feira (25).



Os abusos



Os abusos começaram quando ela tinha nove anos. Aos treze, os pais dela se separaram e ele foi viver com a atual esposa. O novo casal então passou a incluir a menina, que morava com eles, nas relações sexuais. No último mês de outubro, a adolescente se apaixonou por um rapaz, mas o pai disse que só liberaria o namoro se ela conseguisse uma "substituta".



Ela confidenciou essa história a uma amiga de 14 anos, que aceitou manter uma relação sexual com o pai da colega. Quando chegou ao local do encontro, tanto o pai da amiga quanto a madrasta dela a esperavam. Os três mantiveram relações sexuais.



Depois disso, o homem continuou a telefonar pra amiga da filha querendo marcar novo encontro. Como ela não aceitou, ele passou a fazer ameaças por telefone à menina. Mas a jovem gravou os telefonemas, que hoje constam como prova do crime.


Fonte: GazetaOnLine

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sugestão de leitura: Livro do jornalista espanhol Antônio Salas revela a podridão do tráfico de mulheres na Europa para a prostituição


Livro - O ano em que trafiquei mulheres
Antonio Salas, pseudônimo de um conhecido jornalista investigativo, teve o sangue frio de se sentar e barganhar por essas meninas ? que diariamente têm suas integridades feridas ? engolindo a impotência e a cólera diante do fato de que em pleno século XXI seja possível comprar e vender pessoas para explorá-las sexualmente. Entretanto, ele queria ir a fundo no assunto. Precisava prová-lo e, para isso, durante um ano, o autor de Diário de um Skinhead: um Infiltrado no Movimento Neonazista, se fez passar por traficante de mulheres em busca de pistas para montar o quebra-cabeça que este livro desvenda: o sórdido e miserável mercado do sexo. Ao passar por diversas experiências, Salas montou esse sensacional relato sobre uma realidade tantas vezes deixada de lado pela sociedade.



SALAS, Antônio. O ano em que trafiquei mulheres. tradução Sandra Martha Dolinsky - São Paulo: Editora Planeta do Brasil.2007.
Fonte: Lojas Americanas

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Autoridade diz que EAU condenam violência doméstica

AE-AP - Agência Estado
Um alto funcionário do Judiciário dos Emirados Árabes Unidos (EAU) afirmou hoje que o país não tolera a violência doméstica. A declaração é feita apesar de a principal corte do país decidir que um homem pode "disciplinar" fisicamente sua mulher e seus filhos, contanto que não deixe marcas.
A declaração do funcionário é dura, porém não contradiz a corte. O texto mostra as tensões entre as diferentes interpretações da lei islâmica e o desejo do país de forjar uma sociedade moderna, onde vivem muito mais estrangeiros que em outros locais. "Nossas cortes aderem a uma política estrita de não tolerar qualquer grau de violência familiar, seja verbal ou física", disse Humaid al-Muhairi, diretor do departamento de inspeções judiciais do Ministério da Justiça, em comunicado divulgado pela agência estatal WAM.
Os comentários de Muhairi são feitos após a divulgação nesta semana de que a Suprema Corte Federal do país concluiu que um homem era culpado por agredir sua mulher e a filha. O erro dele aconteceu, segundo a corte, apesar de as leis islâmicas permitirem que o chefe da casa "discipline" seus familiares sem deixar marcas. A decisão concluiu que o homem excedeu seu "direito de disciplinar" a família, porque sua mulher ficou com ferimentos nos lábios e nos dentes. A corte concluiu também que a filha de 23 anos já era muito velha para ser "disciplinada" pelo pai.
Sob algumas interpretações da lei islâmica, bater é uma forma aceitável de disciplina doméstica. Em seu comunicado de hoje, Muhairi defendeu a decisão, dizendo que o homem "foi condenado pelo grau excessivo de punição a sua mulher". Segundo ele, a decisão segue a linha de outros julgamentos recentes e não há evidências de violência doméstica disseminada no país.
O sistema legal dos EAU, como em outros Estados do Golfo, combina aspectos da tradicional lei islâmica com códigos civis seculares. A influência da lei islâmica tende a ser mais forte no Direito de Família, em questões relacionadas ao casamento, ao divórcio e às relações sexuais. O Human Rights Watch, grupo pelos direitos humanos sediado em Nova York, condenou a decisão da Suprema Corte local. Segundo a entidade, a atitude do Judiciário "é uma prova de que as autoridades consideram a violência contra mulheres e crianças completamente aceitável", disse Nadya Khalife, funcionária da Human Rights Watch, em comunicado divulgado hoje. 
Fonte: Estadão

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Emirados liberam homem para bater em esposa, mas sem deixar marcas


AFP - Agence France-Presse
Publicação: 18/10/2010 15:48 Atualização:
A Suprema Corte dos Emirados Árabes Unidos ditou que um homem pode bater em sua esposa ou seus filhos menores desde que não deixe marcas físicas de sua agressão, informou um jornal local nesta segunda-feira.

Em uma decisão publicada no domingo, a Corte jugou que "um homem tem o direito de castigar sua esposa e seus filhos na condição de que não deixe sinais físicos nos corpos", segundo o jornal The National em sua edição on-line.

"Apesar de a lei permitir ao marido exercer seu direito (ao castigo), ele deve respeitar os limites deste direito", escreveu o presidente da Corte, o juiz Falah Al-Hajeri.

A Corte, que julgava um caso de violência familiar, estimou que um homem violou seu direito - de acordo com a sharia (lei islâmica) - já que castigou muito severamente sua esposa, ferida no lábio superior e nos dentes, e que sua filha de 23 anos era muito adulta para este tipo de castigo, segundo o jornal.

Fonte: Portal Uai

domingo, 12 de setembro de 2010

HERANÇA DA TORTURA DA DITADURA MILITAR, QUE O STF LEGITIMOU, ESTÁ NA ESSÊNCIA DA CRUELDADE DA MORTE DE ELIZA SAMÚDIO

Nem em imagens fictícias dá para suportar a violência e a tortura?


A trama cultural do assassinato de Eliza Samúdio



O caso do goleiro Bruno do Flamengo trouxe à tona duas faces violentas da cultura brasileira: a primeira é a violência contra a mulher, herança da colonização, e a segunda, a tortura praticada por militares criminosos, herança da ditadura militar.
A essência dos requintes de crueldade do assassinato de Eliza Samúdio remetem à cultura da tortura e dos assassinatos nos porões da ditadura militar. Um policial treinado seria o suspeito da tortura e morte da jovem. Para o Supremo Tribunal Federal, emdecisão recente, a tortura praticada por militares e as dezenas de assassinatos durante o regime militar estão perdoados.
O perdão aos torturadores e o perdão aos assassinos de mulheres estão expostos de forma mais evidente no caso do goleiro Bruno do Flamengo. É urgente e necessária uma política nacional de combate ao machismo e à tortura, ainda resistente no país.
Além dessas duas heranças, há também o mundo fútil da exploração do corpo presente muito presente na mídia de uma sociedade com excessiva concentração de renda. A história do crime nos remete à toda uma prática social aceita, que é a valorização excessiva dos atributos do corpo como forma de se dar bem na vida em uma sociedade de pobres e milionários. Há uma desigualdade social difícil de combater que parece estar presente na trama do Caso Bruno.
Beleza, corpo, desigualdade social, machismo, tortura e ditadura militar parecem compor esse quadro macabro do assassinato de Eliza Samúdio.

Fonte: Educação Política - mídia, economia e cultura por Glauco Cortez

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Não se pode esperar nada além de uma afirmação dessas de alguém que consegue namorar a bela Luana Piovane e depois bate nela!!!


Polêmico, Dado Dolabella dispara: "nunca agredi para machucar"


João Renato Faria - Portal UAI
 
 
Dado Dolabella parece não estar satisfeito com toda polêmica que envolvendo seu nome. Depois de ser condenado a dois anos e nove meses de prisão por agredir sua ex-noiva Luana Piovani e a camareira dela e ser expulso de casa pela Justiça novamente sob acusação de agredir sua esposa, Viviane Sarahyba, o ator proferiu declarações polêmicas à revista Veja que chega nas bancas nesta quarta, dia 1º de novembro.
 
"Eu tenho a consciência tranquila de que jamais, jamais agredi a Viviane ou a Luana para machucar", tentou justificar o ator. Segundo ele, os problemas que têm com suas namoradas se dá por ele ser uma pessoa que discorda bastante. "Cada um tem interesses diferentes, e eu não sou de acatar tudo o que a pessoa quer que eu faça", explicou.

Viviane Sarahyba se casou com Dado grávida do filho do casal, João Valentim, de 8 meses. Acusando ter sido agredida pelo ator, a publicitária entrou com pedido de divórcio que foi assinado no dia 27 de agosto. Dado se disse decepcionado com a ex-mulher. "Infelizmente, a gente confia nas pessoas e, quando vê, não são quem a gente achava que eram. A vida é assim, feita de ilusões e desilusões", desabafou.
 
Fonte: Portal Uai

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

What this picture says to you?

Jodi Bieber / INSTITUTE for TIME

Aisha

Aisha, 18, was dragged from her home by the Taliban after running away from her husband. Despite her pleas that her in-laws had been abusive, that they had treated her like a slave, that she had no choice but to escape, a Taliban commander said she must be punished, lest other girls in the village try to do the same thing. Aisha's family members carried out the punishment: her brother-in-law held her down while her husband sliced off her ears and nose, then left her to die. She is now hidden in a secret women's shelter, where she was taken after receiving care from U.S. forces.

Read more: http://www.time.com/time/photogallery/0,29307,2007161_2170316,00.html#ixzz0vsgOSsJo

Fonte: Times Magazine

Afegã capa da ‘Time’ passará por cirurgia


Aisha, a afegã de 18 anos que foi capa da revista americana Time da útlima semana, passará por uma operação de reconstrução do nariz e das orelhas nos EUA, de acordo com informações da agência AFP.

A jovem teve o nariz e as orelhas cortadas pelo Taleban por ter fugido de casa. Casada ainda adolescente, fugiu por sofrer maus tratos do marido, o que não foi perdoado pelo insurgentes. O procedimento de reconstituição será realizada como doação por um cirurgião de Los Angeles.

A capa da Time tem a foto de Aisha acompanhada da frase “What happens if we leave Afghanistan” (O que acontecerá se sairmos do Afeganistão?), chamando para uma reportagem sobre as implicações da saída prematura das tropas americanas do país asiático.

A capa da Time, considerada polêmica, também foi objeto de um editorial do chefe de redação da revista, Richard Stengel. Ele escreve que a “imagem perturbadora” mostra que o trabalho da publicação é “abordar o contexto e as perspectivas de um dos temas de política externa mais complicados do nosso tempo”.
 
Fonte:Estadão

domingo, 1 de agosto de 2010

Mulher: Lula quer seu voto, não sua segurança!! pense...

Comentários do blog sobra a condenação da iraniana e possível asilo político do Brasil anunciado por Lula:

No Brasil em que uma mulher morre a cada duas horas, é inadmissível quem um presidente diga que atender a vários pedidos para interceder junto a outra nação, o Irã, por uma mulher que será condenada ao apedrejamento por adultério seja considerado uma "avacalhação". Vamos a alguns fatos recentes: a francesa Clotilde, que também estava presa no Irã, teve a benevolência do Lula. Porque a francesa sim e a iraniana adultera não? Seria supremacia dos interesses políticos e comerciais com a França ou um puro sentimento de camaradagem com o suposto homem traído? Lula buscou interceder por pela ex-prisioneira das FARC Ingrid Betancour, outra francesa, ajudou a liberdade dela. Por que atender a um pedido por uma iraniana é "avacalhação"? e se essa mulher fosse alemã? americana? italiana? pernambucana?

Lula deve  ousadia de enfrentar os "donos do mundo", juntamente com a Turquia,  sobre o projeto de produção de energia atômica do Irã mas considera uma "avacalhação" atender vários pedidos que "qualquer" que venha pedir. Quem são essas pessoas incluidas no "qualquer"? ativistas, imprensa, eleitores?

Abrir o mercado brasileiro a um pais que apedreja mulheres por adultério pode mas inteceder para que uma delas não morra é "avacalhação". Infelizmente "avacalhação" tem sido o legado que esse governo deixou na educação, na saúde e na segurança pública. Afinal, Lula ofereceu asilo a algum preso político no Brasil?

André Silva

Lula diz que Brasil pode conceder asilo a iraniana condenada por adultério

Em Curitiba, presidente pediu ao Irã que permita que Brasil abrigue mulher sentenciada à morte.
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado que o Brasil pode conceder asilo a uma iraniana que foi condenada à morte em seu país por crime de adultério.

Durante um comício da campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em Curitiba, Lula fez um apelo para que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, permita que a mulher, Sakineh Mohammadi Ashtiani, possa se asilar no Brasil.

"Apelo ao líder supremo do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que permita ao Brasil conceder asilo a esta mulher", disse Lula, de acordo com informações da Agência Brasil.

O caso de Ashtiani causou protestos da comunidade internacional e de entidades de defesa dos direitos humanos, após ela ter sido condenada à morte por apedrejamento pelo crime de adultério.

No início do mês, no entanto, as autoridades iranianas haviam afirmado que ela não seria mais morta por apedrejamento, embora a mulher ainda possa ser sentenciada à morte por enforcamento pelo crime de adultério e outras acusações que pesam contra ela.

Pedido

Esta não é a primeira vez que Lula comenta publicamente o caso de Ashtiani.

Na quarta-feira passada, durante uma coletiva em Brasília, quando questionado sobre uma campanha para que ele tentasse interceder no caso, Lula afirmou que "um presidente da República não pode ficar na internet atendendo todo pedido que alguém pede".

O presidente, no entanto, afirmou ter tentado interceder em outros casos de pessoas presas no Irã, entre eles, o da professora francesa Clotilde Reiss, libertada em maio.

"Agora, é preciso tomar muito cuidado, porque as pessoas têm leis, as pessoas têm regras, as pessoas... Se começarem a desobedecer as leis deles para atender ao pedido do presidente (do Brasil), daqui a pouco há uma avacalhação", disse Lula, que, no entanto, afirmou que nenhuma mulher deveria ser apedrejada.

Adultério

Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, está presa no Irã desde maio de 2006, quando um tribunal na Província do Azerbaijão Ocidental a considerou culpada por manter "relações ilícitas" com dois homens após a morte de seu marido.

Ela foi punida com 99 chibatadas. Mas, em setembro daquele mesmo ano, durante o julgamento de um homem acusado de assassinar o marido de Sakineh, outro tribunal reabriu um caso de adultério baseado em eventos que teriam ocorrido antes da morte dele.

No início deste mês, uma agência de notícias iraniana informou que autoridades judiciais do país haviam temporariamente cancelado a sentença por apedrejamento.

Ashtiani, no entanto, ainda pode ser sentenciada à morte por enforcamento. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: BBC via Estadão