quinta-feira, 27 de maio de 2010

No más violencia contra las mujeres



A menudo se hace caso omiso de la violencia contra las mujeres y raramente se castiga

Las mujeres y las niñas sufren de manera desproporcionada la violencia: en la paz y en la guerra, a manos del Estado, de la comunidad y de la familia.

Una vida sin violencia es un derecho humano fundamental.

Desde los hogares a las zonas de conflicto, la violencia debe cesar.

La campaña de Amnistía Internacional:

• presionará para que se apliquen las leyes existentes que garantizan el acceso a la justicia y los servicios para las supervivientes de violación y otras formas de violencia sexual;

• instará a que se ponga fin a la violencia contra las mujeres a manos del Estado y sus agentes

• trabajará para dar capacitación a las mujeres
 
Fonte: Anistía Internacional
http://www.amnesty.org/es/campaigns/stop-violence-against-women

Doutorando em criminologia é suspeito de assassinar prostitutas

Um suposto estudante de doutorado em criminologia de 40 anos está sendo interrogado pela polícia britânica sob a suspeita de ser o autor de vários assassinatos de prostitutas na cidade de Bradford, no centro da Grã-Bretanha. O homem em custódia – identificado como Stephen Griffiths, foi preso inicialmente sob a acusação de ter assassinado Suzanne Blamires, de 36 anos, vista pela última vez na última sexta-feira. A polícia identificou nesta quinta-feira um corpo encontrado esquartejado no ínicio desta semana como sendo o de Blamires. Ele também é suspeito pelas mortes de Shelley Armitage, de 31 anos, desaparecida desde 26 de abril, e de Susan Rushworth, de 43, que não é vista desde junho de 2009. Os casos vinham chamado a atenção da mídia britânica, que os comparou ao caso de Peter Sutcliffe, condenado pelo assassinato de 13 prostitutas na mesma região entre 1975 e 1980. Sutcliffe ficou conhecido como “o estripador de Yorkshire”.

Segundo a mídia britânica, Griffiths seria formado em psicologia e estaria estudando criminologia na Universidade de Bradford. Os jornais dizem que ele tinha um perfil em uma rede social na internet, tirado do ar pela polícia, onde se descrevia como “o misantropo que levou o ódio ao inferno” (misantropo é quem tem aversão às pessoas). O suspeito vivia sozinho em um apartamento num moinho convertido da cidade. Ele foi descrito por vizinhos como um “solitário” obcecado com prostitutas. De acordo com o diário The Times, ele costumava andar vestido com longos casacos negros de couro e óculos escuros e teria uma criação de ratos para alimentar lagartos de estimação.

Fonte: BBC Brasil por Blog "Pensar Criminológico"

Comentário do blog:

A violência contra a mulher é uma realidade brutal em qualquer lugar do mundo. Nesse caso a realidade foi em uma das sociedades mais desenvolvidas da atualidade, a Inglaterra. Assassino de prostitutas ou de mulheres que se enquadram em um perfil específico desejado pelo criminoso é um tipo de agente a muito tempo estudado pelas ciências da criminologia e pscicologia. A agressão nesse caso parece estar mais relacionada ao que podemos chamar de "perfil psicológico criminoso" ou psicopata do que tanto pela questão cultural, apesar de não ser possível separar uma da outra no conjunto de explicações uma vez que a cultura de uma sociedade patriarcal pode favorecer esse tipo ação doentia. No Brasil, casos semelhantes acontecem como é o caso do assassino de Ana Carolina (o caso que inspirou a criação do blog) que estuprava, mata e roubava mulheres de um dado perfil físico e social. Um fato relevante nesse caso da matéria é o perfil social e intelectual do suposto criminoso que é psicólogo e doutorando em criminologia expondo que essa violência contra a mulher além de não se limitar a questões geográficas também não se limita a questões socio-econômicas e níveis de instrução.

André Silva

Filho chega em casa e encontra os pais mortos

Juscelino Ferreira - TV Alterosa

Um casal foi encontrado morto a tiros em um apartamento no início da madrugada desta quinta-feira, na rua Bueno do Prado, 525, no bairro Alto dos Pinheiros, região Noroeste de Belo Horizonte. Militares do 34º Batalhão chegaram ao imóvel no quarto andar do prédio depois que foram chamados pelo filho do casal. Ele contou que chegou em casa e encontrou os pais mortos.

Os tiros também teriam sido ouvidos pelos vizinhos. De acordo com a PM, Fátima Ferreira Dias, de 50 anos, levou dois tiros no rosto e Reginaldo Lúcio Barreto, de 52, foi baleado na cabeça.

A perícia encontrou indícios de crime passional, já que o casal estava em processo de separação e o homem não se conformava com o fim do relacionamento. A hipótese é que Reginaldo disparou contra o rosto da mulher e depois deu um tiro na própria cabeça.

A arma usada no crime, um revólver calibre 32, foi recolhida pelos peritos. Não foram encontraos sinais de arrombamento no imóvel. A ocorrência foi encerrada na Delegacia Seccional Noroeste. Os corpos foram levados para o Instito Médico Legal (IML).

Fonte: Portal Uai

Comentário do blog:

A violência doméstica cometida contra a mulher tem raízes culturais que remontam os tempos da colonização. A relação cultural que figura a mulher na mente do homem como uma propriedade e não como um indivíduo livre com desejos, vontades e direitos  é a grande coadjuvante dessa triste realidade. A agressão facial, como foi o caso da matéria, trás como referência o método utilizado nas regiões tribais dos estados mulçumanos, como o Paquistão por exemplo, em que além do marido ter o direito de corrigir sua esposa com violência joga ácido em seu rosto quando entende que sua honra masculina foi lesada. Há que trabalhar culturalmente o homem e a mulher pelas vias escolares, midiáticas e atividades sociais em comunidades locais para que me lugar desse pensamento patriarcal se estabeleça uma relação de respeito ao ser humano e resolução de conflitos sem a utilização de violência.

André Silva

terça-feira, 25 de maio de 2010

ESTUDO REVELA QUE PM's FEMININAS SÃO MENOS VIOLENTAS QUE OS HOMENS



PMs femininas são menos violentas que os homens



Estudo da Faculdade de Direito da USP mostra que mulheres se envolvem em menos crimes, mas representam 10% da corporação

Pedro Marcondes de Moura, JORNAL DA TARDE - O Estado de S.Paulo

Números da Polícia Militar e um estudo da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) apontam que as PMs femininas são menos violentas que seus colegas homens. Mesmo assim, a corporação só reserva 10% das vagas para as mulheres, que ficam com as tarefas mais burocráticas. Atualmente, o contingente da Polícia Militar paulista é formado por 9 mil mulheres e 84 mil homens.


O estudo Mulheres na Polícia Militar do Estado de São Paulo: a difícil mudança de paradigma, que demorou três anos para ser concluído, mostra ainda que as oficiais femininas são tão eficientes no policiamento quanto os homens. Mariana Barros Barreira, a autora do estudo, pesquisou estatísticas de forças policiais dos Estados Unidos e países da Europa. Constatou em todas que havia menos agressividade por parte das mulheres.

De acordo com dados da Polícia Militar paulista, há cinco vezes mais oficiais homens presos que PMs mulheres. A cada 2.250 policiais militares homens, mais de cinco estão detidos no presídio da corporação, o Romão Gomes, na zona norte. Já para o mesmo número de PMs femininas, há apenas uma detida.

O comando da corporação alega que os números de presos mostram que "as mulheres são empregadas em situações menos graves, como negociadoras, administração ou ronda escolar". Nos presos recaem acusações como roubos, homicídios e violar regras internas.

Sobre o envolvimento de policiais femininas de São Paulo em casos recentes de agressão, a autora do estudo, Mariana Barros, explica: "Por serem minoria, algumas acabam adotando a violência como forma de reconhecimento entre os colegas ". Uma tenente está entre os presos acusados de espancar e matar um motoboy em abril, no quartel da Casa Verde, zona norte.

Hoje, enquanto as mulheres são 10% dos componentes da PM, na Polícia Civil elas são 30%. "A hegemonia de homens é uma opção política da PM, que ignora a proporção entre os sexos ", diz a pesquisadora. Denis Mizne, diretor executivo do Instituto Sou da Paz, considera que o aumento da presença de mulheres melhoraria a PM. E vai além. "É preciso que elas também ocupem cargos importantes dentro da Polícia Militar", diz.

Carreiras. Pelo menos no curto prazo, a predominância masculina na PM não deve mudar. Homens e mulheres, desde o início, têm carreiras distintas. "Se olharmos os cargos de chefia, veremos que existe um funil", afirma Mariana Barros.

Entre os 52 batalhões da Grande SP, só um tem comando feminino: o 5.º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), na Vila Pedrosa, zona norte da capital, chefiado pela tenente-coronel Edneide Lima Nóbrega.

A pesquisadora critica o fato de o cargo máximo da PM paulista, o de comandante-geral, não poder ser ocupado por uma mulher. A escolha é feita pelo governador do Estado por meio de uma lista em que só podem ser indicados os coronéis homens da ativa. Em outros Estados, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais, a situação é diferente. As carreiras dentro dessas PMs são unificadas. Para Mariana Barros, isto comprova um preconceito de gênero em São Paulo.

Para o coronel Luiz Eduardo Pesce de Arruda, comandante do Centro de Altos Estudos de Segurança (Caes), o papel feminino cresceu na instituição. "Nós temos quatro mulheres entre os quadros mais altos", diz. Segundo ele, São Paulo foi o primeiro Estado do País a contar com mulheres no policiamento. A unificação entre os quadros de oficiais deve acabar com as diferenças. "As mudanças exigem análise e estudo."

Entrevista com Maria Aparecida Lucena, sargento da Polícia Militar


Qual a diferença entre o policiamento feminino e o masculino?

A mulher é menos corrupta e menos agressiva. Nós somos mais compreensivas do que os homens.

Existe discriminação contra mulheres na corporação?

Nos meus 27 anos de Polícia Militar, nunca fui vítima (de discriminação), graças a Deus. É uma questão de postura, de saber se impor. Depende de você.

O fato de uma mulher não poder se tornar comandante-geral não revela preconceito da Polícia Militar?

Tem mulheres competentes. Nós temos coronéis e comandantes ótimas.
Em outros Estados, as mulheres podem chegar ao cargo de comandante-geral.
Eu creio que a mulher está conquistando o seu espaço na Polícia Militar. Isso deve mudar com o tempo.

Durante abordagens nas ruas, já se sentiu vítima de preconceito por parte da população?

Eu nunca tive grandes problemas. Às vezes, tem algumas pessoas folgadas. Mas a maioria respeita a farda, independente do sexo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sugestão de Leitura - ASSASSINATO DE MULHERES E DIREITOS HUMANOS de Eva Alterman Blay


ASSASSINATO DE MULHERES E DIREITOS HUMANOS

Autora: Eva Alterman Blay

Editora: Editora 34


"Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal" (Artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948). "Os direitos humanos das mulheres e das meninas são inalienáveis e constituem parte integrante e indivisível dos direitos humanos universais." (Artigo 18º da Declaração de Viena, 1993).

Entre essas duas declarações, um longo caminho para que se reconhecesse e registrasse nos foros internacionais um aparente truísmo: os direitos das mulheres também são direitos humanos.

A realidade exposta neste livro, porém, mostra que, no Brasil, tal reconhecimento está longe de se traduzir em fatos, pois temos assistido a uma avalanche de assassinatos de mulheres.

A professora Eva Blay, com sua reconhecida coerência teórica e uma larga história de compromisso com as lutas feministas, oferece aqui uma análise estruturada sobre um conjunto de textos especialmente reveladores do problema, suas raízes e desdobramentos. Esmiuçando desde boletins policiais e processos criminais até excertos da mídia, a autora vai muito além de um levantamento frio e distante, pois busca antes de mais nada compreender a história por trás de cada caso, examinando as relações entre vítimas e agressores, a forma como a violência se instaura e se perpetua até além do âmbito doméstico.

Uma obra de referência para todos aqueles que lidam com o problema, desde gestores de políticas públicas até estudiosos e interessados em participar das urgentes reflexões para superá-lo.

Fonte: Livraria Travessa

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um ano após a morte de Ana Carolina...




No dia 17 de abril de 2010, a exatamente um mês, fez um ano da morte de Ana Carolina. Brutalmente assassinada por um maníaco que graças a justiça de Deus foi descoberto e preso pelo belo trabalho realizado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

O blog "O Grito de Ana" luta pelo fim de todo tipo de violência cometida contra a mulher e a menina, seja em tempo de paz ou em tempo de guerra, seja em um regime ditador ou em um regime democrático, seja na religião A ou na religião B, seja na mais baixa condição social ou na mais alta condição social.

Ana Carolina e sua condição de vítima desse tipo de violência é, respeitosamente, a bandeira utilizada nesse blog para que outras mulheres não sejam mais vitimizadas por palavras, agressões e atitudes que atentam contra a sua integridade física, psicológica, moral e social dentro do contexto da violência de gênero.

Desejamos e lutamos por melhorias sociais, estruturais e legais que venham promover a proteção, o acolhimento, a resposta adequada às vítimas de violência de gênero bem como, em especial, agir na prevenção efetiva evitando que a cada dia mais e mais mulheres somem nas estatísticas criminais como vítimas.

Somente um mês depois, em respeitando a família de Ana Carolina, é que esse post está sendo escrito. Que nessa jovem seja lembrada a luta diária pelo fim de toda forma de violência contra a mulher, que seja lembrada que assim como o seu algoz foi preso e será condenado, outras mulheres também sejam assistida pela justiça e pelos órgão policiais com dignidade, respeito e profissionalismo. Que nessa bela jovem seja encontrada a vontade de viver dignamente de centenas de milhares de mulhes em cada canto desse mundo. E finalmente que essa bela jovem seja a inspiração de cada mulher que com a luta, a força, a inteligência, a coragem e a sabedoria tem conquistado a cada dia seu espaço na sociedade.

O blog "O Grito de Ana" existe para lutar pelo fim da violência contra a mulher.

André Silva

terça-feira, 11 de maio de 2010

Polícia prende suspeito de estuprar dentistas

Priscila Robini - Estado de Minas

A polícia conseguiu localizar e prender Arquimedes de Abreu Filho, de 50 anos, suspeito de estuprar dentistas. Ele foi capturado na manhã desta terça-feira, em Justinópolis, distrito de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, o homem foi detido quando se preparava para fazer mais uma vítima e confessou a tentativa de estupro após ser capturado.

Ele foi preso no Bairro Lagoa, na Rua Vila Isabel. Segundo o major Júlio, do 40º Batalhão, nesta terça-feira pela manhã, Arquimedes foi até um prédio onde havia um cartaz de aluguel em um dos apartamentos. Ele chamou os moradores pelo interfone e foi atendido por uma mulher.

O suspeito disse que estava interessado em alugar o imóvel e a mulher abriu a porta. Assim que ele entrou no apartamento, rendeu a mulher. No entanto, o marido da vítima estava em casa e ouviu os gritos de socorro.

Ele conseguiu imobilizar o estuprador e acionou a polícia. Ainda de acordo com o major Júlio, Arquimedes usava uma identidade falsa, mas foi reconhecido pelos militares.

Arquimedes foi apresentado no início desta tarde pela polícia. No depoimento o suspeito disse que a não queria estuprar a vítima desta terça-feira, sua intenção era roubar dinheiro para viajar para cidade de Lavras, e se entregar. Disse, ainda, que a medicina tinha que explicar a razão que o motivava a atacar as dentistas, pois ele não descobriu até hoje.

Fonte: Portal Uai
http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/05/11/noticia_minas,i=159256/POLICIA+PRENDE+SUSPEITO+DE+ESTUPRAR+DENTISTAS.shtml

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Rosa Parks, símbolo da luta anti-racista e feminista nos EUA.


 

Na década de 1950, uma costureira negra desencadeou um dos maiores manifestos civis da história dos Estados Unidos. Rosa Parks, falecida em 2005 aos 92 anos, tornou-se símbolo da luta anti-racista e feminista nos EUA quando, em 1955, negou-se a levantar para um branco tomar seu lugar.

Na época vigorava a lei Apartheid, política de segregação racial inicializada na África do Sul pelos europeus que estavam colonizando a região. Dentre as várias restrições impostas pelos colonizadores brancos aos negros estavam o não acesso ao voto e a proibição de se candidatarem a cargos públicos.

Parks foi presa e multada por não ter cedido seu lugar no ônibus, pois, segundo a lei vigente, os brancos tinham preferência, algo como possuem hoje idosos, obesos e grávidas em transportes públicos. Sua detenção provocou a reação da comunidade negra local (Alabama), marcando o início da luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.

Foi então organizado pelo pastor da Igreja Batista, até então desconhecido, Martin Luther King Jr, um boicote de 381 dias ao sistema de ônibus. A manifestação atingiu seu auge em 1964, culminando na Lei Federal dos Direitos Civis, que baniu todo tipo de discriminação racial em qualquer estabelecimento público. Outras conquistas foram precedidas de atentados até que, em 1965, Luther King, junto de 25 mil pessoas, realizou uma marcha reinvindicatória, resultando na lei que garantia aos negros o direito ao voto, assinada pelo presidente Lyndon Johnson.

Para Parks, após sua soltura, existiu uma grande dificuldade para encontrar trabalho no Alabama, além de receber constantes ameaças de morte. Em 1957 decidiu se mudar para Detroit, onde trabalhou como assistente no escritório de um congressista democrata e se tornou uma figura reverenciada. Em 1996 foi premiada com a "Medalha Presidencial pela Liberdade" e, em 1999, durante o governo do democrata americano Bill Clinton, foi outorgada a ela a Medalha de Ouro, considerada a mais alta honraria civil dos EUA.

Fonte: Portal Ciência e Vida
http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/Edicoes/22/artigo127779-3.asp

Vídeo: O Islã ensina como o marido deve bater na sua esposa? É isso que diz esse vídeo...

O blog "O Grito de Ana" não compactua com  qualquer manifestação de preconceito e ódio contra seguidores de qualquer religião. Esse vídeo foi encontrado no You Tube e aqui está sendo utilizado para levantar questionamentos sobre a utilização do Corão para agir com violência contra a mulher no âmbito doméstico e não para ofender os mulçumanos. Abaixo de cada post existe um espaço para postagens de opiniões que poderá ser utilizado para discutir esse vídeo.  Mais uma vez o blog "O Grito de Ana" vem afirmar que é contrário a TODO e qualquer tipo de ato de "islãmofobia". No entando, o blog não se furtará das discussões orientadas pelo respeito ao ser humano, pela proteção aos direitos humanos e pela intenção de contribuir para que a cada dia não seja tolerada nenhuma forma de violência contra a mulher sob nenhuma justificativa.


domingo, 9 de maio de 2010

'Honour' Based Violence conference


More than 300 people gathered at a community centre in Wood Green this week to take a part in a conference to tackle ‘Honour’ Based Violence (HBV). The audience comprised of officers from across the Metropolitan Police Service, Probation, Crown Prosecution Service, social care and health professionals from across London.

The event, organised by the Metropolitan Police Service's Child Abuse Investigation Command, SCD5, brought together a wide range of internationally recognized experts in the field of HBV and forced marriage. During two days of training seminars, the speakers shared their experiences and learning.

Speakers included: Nazir Afzal, OBE and director of Crown Prosecution Service West London and Lynne Townley, CPS barrister and lead on Honour Based Violence, Shahien Taj, MBE, director of the Muslim women’s charity, the Henna Foundation, Anne-Marie Hutchinson, OBE, and DCI Caroline Goode from the MPS’s Homicide and Serious Crime Command.

Event organiser, DI Noel McHugh said: "We are so grateful to our amazing speakers for their time and engaging and informative presentations. They explained how in the name of honour women can be punished for inappropriate dress or make up, having a boyfriend or rejecting a forced marriage. The consequences can range from mental abuse, sexual assault to murder in the extreme.

“So-called ‘Honour Based Violence’ is a horrendous crime and a fundamental abuse of Human Rights.

“There is no honour in the commission of murder, rape, kidnap and the many other acts, behaviour and conduct which make up ‘violence in the name of so-called honour’.

“Sadly, HBV is a crime that our officers and partners have to deal with. This conference is about bringing experts from a wide range of agencies together to share their vast array of knowledge and pass on their best practice to others. We have filmed the conference to share the learning across all agencies.

“The aim is to ensure high quality policing services to victims of this crime.”

The MPS has seen a rise in the number of HBV offences in the last three financial years.

In the financial year 2007/8 there were 93 recorded offences. In 2009/10 there were more than 130.

HBV is a collection of practices, which are used to control behaviour within families to protect perceived cultural & religious beliefs and/or honour. Such violence can occur when perpetrators perceive that a relative has shamed the family and/or community by breaking their honour code.

Women are predominantly, but not exclusively, the victims of HBV which is used to assert male power in order to control female autonomy and sexuality.

HBV can be distinguished from other forms of violence, as it is often committed with some degree of approval and/or collusion from family and/or community members. Examples may include murder, un-explained death (suicide), fear of or actual forced marriage, controlling sexual activity, domestic violence (including psychological, physical, sexual, financial or emotional abuse), child abuse, rape, kidnapping, false imprisonment, threats to kill, assault, harassment, forced abortion. This list is not exhaustive.

The conference took place on Tuesday 4 and Wednesday 5 May at the Cypriot Community Centre in Earlham Grove, Wood Green, West London.

Det Supt Sue Knight of SCD5 said: “The conferences have been excellent in raising awareness on an awful crime. Today I saw interagency working at its best which will go forward to protect future victims.”

Bulletin 0000001780 07 May 2010

Fonte: Site da Metropolitan Police
http://cms.met.police.uk/news/local_policing/honour_based_violence_conference

terça-feira, 4 de maio de 2010

Deixe sua opinião: O que você acha de encontrar no GPS do seu celular a residência de criminosos sexuais para ficar atenta ao seu trajeto?









Há poucos dias, aguardando o início da aula do prof. Juarez Tavares, minha amiga Gisela França chamou-me a atenção para um aplicativo que havia em seu iPhone, trata-se do Offender Locator.

Funciona assim: você escolhe qualquer localidade no território dos EUA e então o programa simplesmente te fornece no mapa a localização das residências dos criminosos sexuais mais próximos, ou melhor (pior...), de todas as pessoas que possuem passagem na polícia americana sob acusação de crime sexual.

Não sendo o bastante, o programa fornece nome completo, data de nascimento, peso, altura, raça, cor do cabelo, cor dos olhos e o crime pelo qual ele possui passagem na polícia. Há ainda no aplicativo um alerta que é enviado ao usuário automaticamente quando um criminoso muda para a sua proximidade.

O aplicativo produzido pela empresa ThinAir, que possui uma versão gratuita e uma versão de $ 1.99, está disponível no mercado desde junho de 2009, sendo grande sucesso nos EUA.

Para quem ainda não está acreditando, veja com seus próprios olhos a oferta no site da Apple - clique aqui.

Para acessar o site do aplicativo Offender Locator, clique aqui.

Há ainda uma versão online, que pode ser acessada gratuitamente de qualquer computador, clique aqui.

Comentário:
O aplicativo é um absurdo total. Um flagrante abuso dos direitos humanos e uma afronta à dignidade de todas as pessoas localizadas no famigerado mapa.

Vejam, o programa indica todos que possuem qualquer registro de passagem na polícia sob acusação de crime sexual, mesmo que sem condenação judicial. Mas, mesmo que todos estes tivessem condenação criminal transitada em julgado, eu seria totalmente contrário ao aplicativo.

Trata-se, evidentemente, mais uma vez, de empresas norte-americanas ganhando rios de dinheiro com a exploração do medo. No próprio site de venda é possível encontrar as seguintes frases que tentam te convencer a comprar:

- Existem aproximadamente 600.000 criminosos sexuais registrados nos EUA. Há dezenas de milhares que ainda estão para ser descobertos.

- A chance do seu filho ter contato com um predador sexual é de 1 para 3.

- Há registro de mais de 2000 crianças perdidas todos os dias.

- Um típico criminoso sexual de criança molesta cerca de 117 crianças.

É ou não é um absurdo?! Que o Brasil não permita isso em nosso território.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sexual violence ‘becoming normal’ in Congo


From The Times
April 16, 2010

Tristan McConnell, Nairobi


Rape and sexual violence against women and girls in the war-scarred east of the Democratic Republic of Congo is becoming “normal” according to a new report published yesterday.
Rape has been a weapon of war in the overlapping conflicts that have rumbled on in Congo since 1996 causing millions to die of illness and disease. It is estimated that hundreds of thousands of women have been raped in attacks aimed at terrorising civilians, humiliating the enemy and ethnically cleansing regions.


But the new survey of rape cases at one of only two specialist clinics in the Kivu provinces of eastern Congo shows that although the majority of attacks are perpetrated by armed men there has been a disturbing 17-fold increase in rapes by civilians.


“This study confirms what has only been reported anecdotally until now: sexual violence has become more normal in civilian life,” said Susan Bartels, a researcher at the Harvard Humanitarian Initiative which analysed 4,311 rapes committed between 2004 and 2008.

According to the study 60 per cent of attacks are gang rapes and most are carried out by armed men breaking into the victims’ homes after dark leading the researchers to conclude that women, “are not safe anywhere”.


“Rape of this scale and brutality is scandalous,” said Krista Riddley, director of humanitarian policy at international aid agency Oxfam. She called on the Congolese government to improve medical care for rape victims, to reform its security and justice sectors and to ensure the protection of civilians.


Protecting civilians from rape, murder, exploitation or any other depredations will be more difficult as the United Nations puts in sequence plans to withdraw its 20,000 peacekeepers.
President Joseph Kabila has demanded the troops leave, insisting that Congo’s security forces – responsible for many well-documented atrocities – are capable of providing security.


Sexual attacks in eastern Congo are perpetrated in particularly brutal fashion often leaving the victims suffering from fistula, a tear between the anus and vagina that causes incontinence and can lead to infertility.


Assailants have been known to use sticks, knives or gun barrels to violate their victims, to rape women in front of their family members and to deliberately mutilate the victims afterwards.
There has been growing attention on the issue recently, including a visit last year by US secretary of state Hilary Clinton who described the rapes as, “evil in its basest form”. Nevertheless, in 2009 there was an increase in the number of rapes and sexual attacks.


Last year the UN backed an attempt by the Congolese army to root out an ethnic the FDLR, an ethnic Hutu militia led by some of those responsible for the 1994 genocide in neighbouring Rwanda.


The offensive failed but left around 9,000 raped as the unruly army swept through villages and the rebels launched retaliatory attacks on communities.


“It is clear that the increase we saw last year was directly related to the escalating conflict. In some conflict zones we documented a doubling or tripling of rape,” said Anneke Van Woudenberg, a senior researcher at Human Rights Watch. “Eastern Congo remains one of the most shocking ongoing examples of rape as a weapon of war,” she said.


When The Times visited a clinic for rape victims in eastern Congo, prepubescent girls lay recovering in hospital beds alongside grandmothers.


Speaking through a translator a slight 13-year old with wide eyes, neat cornrows and stick thin legs that dangled from a chair, not quite reaching the floor, recounted what had happened to her.


“I had bought bananas in the morning and was coming back from the market when I met four armed men,” she said. “Two of them took my bananas and started to eat them, the others grabbed me from behind and took me in to the bushes. All four raped me. They put a banana in my mouth to stop me crying and they raped my until I was bleeding,” she said.


The gang of rapists was arrested and then released after bribing the authorities, an all too common scenario in a country with a dysfunctional and easily corruptible judiciary. “Rape continues because there is no justice, no punishment,” said Ms Van Woudenberg.


Her attackers’ release left the young girl hopeless. “I have been raped by four men so I’m not a girl anymore, anyone can have me,” she said.


At the end of the interview the girl’s counsellor who had been acting as translator whispered in English so that her patient would not understand: “How are we supposed to tell her that she has HIV?”


Fonte: The Times

Women, War, Peace and Violence Against Women

Around the world, women and girls are victims of countless acts of violence. In a great many of these instances, the violence is not random — women and girls are victims because they are female. The range of gender-based acts of violence in conflict is devastating, occurring, quite literally, from womb to tomb. Among other abuses, violence against women includes: rape, sexual mutilation, purposeful infection with HIV/AIDS and other sexually transmitted infections (STI), forced impregnation, forced abortion, female genital mutilation (FGM), sexual harassment, trafficking, forced prostitution, dowry-related violence, domestic violence, battering, and marital rape. Violence against women and girls occurs in every segment of society — regardless of class, ethnicity, culture, country or whether the country is at peace or war.

Women’s bodies, deliberately infected with HIV/AIDS or carrying a child conceived in rape, have been used as means to undermine, disgrace and threaten the perceived enemy. In Rwanda , at least 250,000 — perhaps as many as 500,000 — women were raped during the 1994 genocide. more… Women often face violence in wartime due to the nexus between their gender and their other identities. In Bosnia , Muslim women were targeted for rape as part of the “ethnic cleansing” campaign to form a ethnically pure Greater Serbia. Over 20,000 women are thought to have been raped during the war. more…

During the series of women's conferences and other UN conferences between 1975 and 1995, the international community came to acknowledge the range — and frequency — of gender-based violence, and redefined how these acts of violence are dealt with in international policies. The most comprehensive international policy statements about gender-based violence are the Declaration against Violence against Women adopted by the UN General Assembly in 1993, the Platform for Action from the UN Fourth World Conference on Women in Beijing in 1995, and the Rome Statute of the International Criminal Court. These documents define gender-based violence as a violation of women's human rights, as war crimes, crimes against humanity, genocide and a form of discrimination that prevents women from participating fully in society and fulfilling their potential as human beings.

"Wartime sexual violence has been one of history's greatest silences. On June 19, 2007 unanimously-adopted Security Council Resolution 1820 ends - once and for all - the debate on whether systematic sexual violence belongs on the Council agenda. In the words of United States Secretary of State, Condoleeza Rice, who chaired the debate, "today we respond to that lingering question with a resounding yes". For the full text of the resolution, please click here.
Fonte: Women War Peace

UN Action Against Sexual Violence in Conflict


sábado, 24 de abril de 2010

Mulher é jogada do segundo andar de um prédio no Rio

Uma mulher foi empurrada pelo marido do segundo andar de um prédio na Tijuca, bairro da zona norte do Rio. A administradora de empresas Jaqueline Valadão Rios, 44 anos, estava travando uma discussão com o marido, o técnico contábil Flávio Martins de Lima, de 29 anos, na noite de ontem, quando começaram a ocorrer agressões corporais de ambas as partes.
Depois de negar que a tivesse empurrado e tentar simular morte acidental da esposa, o marido de Jaqueline confessou o crime na manhã de hoje e está preso da Delegacia de Homicídios na Barra da Tijuca. Ele deverá ser encaminhado logo mais à Polinter.
De acordo com o delegado adjunto, Pablo Ernesto Rodrigues, a polícia militar foi chamada ao local do crime juntamente com o socorro médico por vizinhos que acreditaram se tratar de um acidente. Jaqueline caiu de uma altura de aproximadamente 30 metros na casa deles, e chegou a ser socorrida com vida, mas não sobreviveu.
O delegado informou que perícia feita no local descartou a possibilidade de ter ocorrido um acidente. Com isso, o acusado foi preso em flagrante logo após de ter sido medicado, já que também apresentava ferimentos nas mãos e na barriga, em decorrência da briga com a esposa. Os dois não tinham filhos juntos, mas cada um trazia dois filhos de casamentos anteriores. Os dois adolescentes filhos de Jaqueline moravam com o casal.
Fonte: Portal Uai

terça-feira, 20 de abril de 2010

Enfrentando a Violência Contra a Mulher: orientações práticas para profissionais voluntários

As informações contidas neste manual abordam, entre outras coisas, as formas como se desenvolvem o ciclo da violência doméstica, os mitos que a cercam, os dados sobre as agressões intrafamiliares e sugestões de proteção e segurança para as mulheres em situação de risco.

"Enfrentando a Violência contra a Mulher" contém orientações práticas e oferece ainda um conjunto de ferramentas, todas de grande utilidade prática. Espera-s, desta forma, contribuir para multiplicar o contigente de pessoas aptas a trabalhar na erradicação desse fenômeno perverso que gera milhares de vítimas entre as mulheres de todo o mundo com dramáticas repercussões sobre a estrutura de suas famílias e de toda a sociedade.

Este manual é de autoria da professora Bárbara Soares. Antropóloga, pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania – CESEC – da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, Soares soma sua reflexão acadêmica sobre a temática da violência baseada em relações de gênero, com a experiência de gestora do Sistema de Segurança Pública no estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Comunidade Segura

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Primeiro julgamento do assassino de Ana Carolina.


Serial killer enfrenta primeira audiência na Justiça

Ivan Satuf - Portal Uai


O serial killer Marcos Antunes Trigueiro, de 31 anos, começa a enfrentar a Justiça. Nesta terça-feira, o 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte realiza a primeira audiência de Instrução e Julgamento do homem acusado de estuprar e matar ao menos cinco mulheres em Contagem e Belo Horizonte. Relembre o caso. Esta audiência diz respeito ao primeiro crime atribuído ao maníaco: o brutal assassinato da empresária Ana Carolina Assunção, de 27 anos, ocorrido em abril do ano passado.


Os promotores Francisco de Assis Santiago e Paulo Roberto Santos Romero relataram na denúncia que a vítima estava em seu carro, acompanhada pelo filho de um ano e meio, no Bairro Industrial, em Contagem, quando foi abordada por Marcos Antunes, que dissimulou um assalto, entrou no veículo e determinou que ela conduzisse o carro para outro local.


Após manter relações sexuais o maníaco a estrangulou com um cadarço, provocando a morte por asfixia. Em seguida, ele assumiu a direção do veículo e foi para um campo de futebol no bairro Alto dos Pinheiros, em Belo Horizonte. Lá, ele estacionou, colocou o bebê sobre o cadáver e fugiu, levando consigo o aparelho celular da vítima.


O serial killer foi denunciado por homicídio qualificado (por motivo torpe, por meio insidioso ou cruel, com recurso que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime); por constranger a mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça; por furto e por expor a vida ou a saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente.


A expectativa é de que sejam ouvidas, nesta terça-feira, sete testemunhas de denúncia e duas de defesa. Logo após, o juiz sumariante Christian Gomes Lima deve ouvir Marcos Antunes Trigueiro. O acusado está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.


terça-feira, 30 de março de 2010

Mulheres, polícia e mídia: a morte deve ser anunciada?

“A confirmação de que a mulher (Ana Carolina Menezes Assunção, 27 anos) foi vítima de um assassino em série parece não ter surpreendido William Chaves Pereira (30 anos). Ele disse que já havia esse comentário no bairro após os assassinatos de outras mulheres na região” (O Tempo, 04/02/2010).
Tenho levantado aqui e acolá certo debate com poucos amigos acerca das condições objetivas das mulheres. Venho colecionando críticas e acordos. Apesar de feliz, em certos momentos cheguei mesmo a pensar em não discutir mais a temática, haja vista que muitos têm atuado nessa empreitada e com muito mais respaldo institucional e intelectual do que eu. Contudo, há certos fenômenos que não podem passar despercebidos. Acontecimentos que, longe da crítica, parecem “estar tudo bem”, Mas, definitivamente, não estão. E, por mais que as autoridades tentem explicar com eufemismos e falas bonitas, a questão é muito séria. Muito séria mesmo e estou me referindo as recentes notícias sobre os crimes sexuais que vem acontecendo em Contagem e Belo Horizonte.
No dia 02 de fevereiro do presente ano poucos não foram surpreendidos com o chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Monteiro de Castro e o delegado da Divisão de Homicídios do Barreiro, Frederico Razzo Lopes Abelha, comentando em rede nacional a ação de um assassino no Bairro Industrial, na cidade de Contagem e no Barreiro, bairro da cidade de Belo Horizonte. O meliante, a princípio, estaria associado a três homicídios por estrangulamento, todos ocorridos no ano passado (2009).
O pessoal da polícia acredita que pode ser mais do que três mulheres, mas por enquanto eles apontam o assassinato de Ana Carolina Assunção, 27 anos, empresária que foi em abril de 2009 estrangulada no banco traseiro do seu carro com sinais de violência sexual. O ato foi tão cruel que o filho dela - uma criança de 1 ano - foi encontrado adormecido sobre o seu corpo. O segundo caso é o da empresária Maria Helena Aguilar, 48 anos, encontrada morta em setembro de 2009. O terceiro é o da contadora Edna Cordeiro, 35 anos, encontrada nas mesmas condições em novembro de 2009. Como se não bastasse, o recalcitrante tratou não somente de matar, mas com requintes de crueldade violentou as mulheres. Numa clara ação sem controle, ainda deixou o esperma no corpo das vítimas. Algo está muito errado em tudo isso: a Polícia Civil informa que não poderia ter avisado antes a população sob pena de causar pânico e transtornos nos locais que foram encontradas as vítimas. O jornal O Tempo (03/02/2009) chegou mesmo a declarar que a Polícia Civil pediu a não veiculação das informações em janeiro de 2010. Não é preciso ir longe para saber que a Polícia Civil há muito já tinha conhecimento do ocorrido. E no Barreiro, local no qual morava uma das vítimas, muitos já falavam desses acontecimentos. De duas uma: ou (1) a polícia, na tentativa de fazer o seu trabalho, preferiu omitir os fatos e ganhar tempo para prender o meliante ou (2) a questão foi tratada com menos seriedade que merece, sem muita atenção e cuidado. Por lógica, não faz sentido a questão de “não causar pânico na população”, haja vista que até as recentes pesquisas do CNT/Sensus (2010) informam que um dos problemas que mais incomodam o brasileiro é a violência/criminalidade (22,9%), mesmo com a onda de queda dos índices nos últimos anos e as notícias de novas formas de policiamento e técnicas de segurança pública.
Desculpe-me as autoridades, mas é difícil convencer alguém para não sentir medo em tais condições. A cultura do medo já está disseminada desde a década de 80. Há pouco tempo, a Revista Veja tratou de mostrar o que acontece em Minas Gerais no campo da segurança pública. Não é possível que numa análise do geoprocessamento nenhum policial se atentou para a possibilidade da ação em série de um estuprador que, por ignorância, ainda deixou o esperma na vítima. Mais que isso, há tempos a SEDES (Secretaria de Estado de Defesa Social) vem trabalhando e revelando aos quatro cantos do planeta o trabalho das AISPs (Áreas Integradas de Segurança Pública), um projeto ambicioso, no qual, na mesma região trabalham a Polícia Civil e a Policia Militar. Ao comandante da Polícia Militar e ao delegado responsável pela área são cobradas metas diante de autoridades responsáveis pela segurança reunidas no modelo IGESP (Integração da Gestão em Segurança Pública), mais ou menos o COMPSTAT norte-americano. Novamente de duas, uma: (1) ou as reuniões não têm nenhuma serventia e são feitas para mostrar informações desejáveis ao secretário de segurança, ou (2) a polícia errou em não perceber e verificar inteligentemente a “onda” de estupros, desaparecimentos e homicídios no local, denominado zona quente de criminalidade. Somente agora, depois do esperma é que as autoridades resolveram colocar a boca no trombone. E não para por aí, a questão fica mais complexa quando existe a suspeita de que uma morte e um desaparecimento podem estar associados aos casos já mencionados. O primeiro é o caso da comerciante Adina Feitor Porto, 34 anos, a qual foi atacada em 27 de janeiro de 2009, no bairro Lindeia na região do Barreiro. O segundo é do desaparecimento da estudante de direito da PUC Betim, Natália Cristina de Almeida Paiva, 27 anos, desaparecida desde outubro de 2009. Em ambos foram encontrados somente os carros das vítimas. Não é preciso ser criminólogo para perceber que existe um padrão de comportamento e uma política de segurança baseada no silêncio da mídia e das autoridades. É neste sentido que seria pedir muito não ter medo. Penso até diferente, é bom que ele exista e que a população passe a cobrar da SEDES a efetiva eficiência dos programas e projetos pró-segurança. Creio ser de suma importância o funcionamento deles: que mais viaturas passem a fazer rondas nos locais, que a rede de “vizinhos protegidos” tenha fundamento, que o Sistema Integrado de Defesa Social realmente seja integrado e que a filosofia da “Polícia Comunitária” não passe de projetos e sonhos. Não é possível que diante de tantos e tantos projetos ainda exista espaço para crimes dessa natureza e que eles, por conseqüência, ainda fiquem sem punição.
Em entrevista aos jornais, as autoridades da Polícia Civil e da Polícia Militar têm confirmado um retrato-falado do suspeito elaborado a partir de informações de uma testemunha. A Polícia Militar colocou a PM2 em ação e está monitorando os suspeitos por 24 horas, o mesmo fez a PC com seus agentes. Nessa clara confusão de cabeças batidas, uma especialista foi convidada para ajudar nas investigações. Todo esforço é válido, todavia é curioso que em meio a tantos projetos não exista pessoas gabaritadas na Polícia Civil ou mesmo a Polícia Militar para atuar em casos como esses.
Um ponto positivo está sendo a uso do DNA, pois um suspeito está nas mãos do Estado que se esforça por cruzar o DNA do meliante com os casos mencionados. É bom ver esse tipo de trabalho, mas ele apareceu somente depois do registro da proximidade dos acontecimentos com as vítimas. A pergunta mais ingênua: “não era possível detectar tais casos pelo famigerado geoprocessamento?”, “não foram discutidos tais casos nas reuniões de integração da polícia onde coronéis, majores e delegados cobram metas? Por que não se tornou uma meta verificar a ocorrência dos estupros e desaparecimentos? Alguém resolveu não dizer nada para não causar pânico ou porque se tratava de mulheres mortas em um bairro não tão nobre da capital ou de Contagem?
Muitas interrogações que a mídia e a “sociedade organizada” sequer pensaram em fazer. Provavelmente porque, em primeiro, há muito a “sociedade organizada” realmente está segura entre muros e câmeras e, em segundo, é sabido que a mídia, na maioria dos casos, é pautada pela própria polícia. No momento, as autoridades estão a declarar que após a prisão do suspeito, “nenhum outro caso de abuso sexual foi registrado na região”. Ainda bem: não deveria ter nenhum caso com ou sem a prisão do predador. O Brasil é isso: primeiro acontecem os fatos, depois vem as discussões e contam-se os corpos, principalmente no campo minado da segurança pública. Por outro lado, se a polícia estiver errada na prisão do suspeito - e espero sinceramente que não esteja - é óbvio que o predador está à solta esperando a poeira baixar. Este é um caso de relações humanas nas quais o criminoso atua na oportunidade e isto requer tempo e paciência. Uma política de segurança assentada na prevenção se faz urgentemente necessária e obrigatória naquelas localidades.
É um truísmo repetir que a população não pode ficar refém da iminência e ação de um criminoso. E não é aceitável que em pleno Estado de Direito ainda tenhamos a capacidade de esconder informações e não revelar à população o que anda acontecendo. Não vou discutir se deve ou não causar pânico casos mencionados na TV ou nos jornais. O que vale é perguntar que pânico é esse. Em que medida alguém pode afirmar ou confirmar com legitimidade que deixar a mídia mostrar tais eventos uma anomia poderemos ter. Em Minas Gerais tudo é “confidencial”, “pode atrapalhar as investigações” ou “é coisa de segredo de Estado”, como se em uma guerra estivéssemos. Solicitar informação aos órgãos de segurança de Minas Gerais requer força de vontade para enfrentar uma burocracia sem limites. Estamos longe de ver muitas das informações estampados na internet ou nos jornais. Não sei o porquê, mas Otto Lara Resende (1902-1992), um jornalista mineiro de São João Del-Rei, disse que o “o mineiro só é solidário no câncer”. Não exagero ao afirmar que “nem no câncer”, pois acontecimentos sérios como os que estão ocorrendo no Barreiro e Contagem não pararam de saltar nas bocas miúdas e a população ainda se cala na cordialidade ao invés de estar ajudando e usando os próprios aparelhos da segurança pública como o “Disque Denúncia” (181) ou o “190”. Podem culpar o descrédito que a polícia tem com boa parte da população, mas não vejo outra forma se não continuar confiando nela e torcendo para que a prevenção passe a funcionar. É necessário que o dinheiro público alocado em projetos de segurança dê resultados. Finalmente, gostaria de sugerir um novo projeto, na esteira do “Fica Vivo”. Nada de novo, somente uma espécie de “Fica Vivo para Mulheres - FVM”. Um projetinho pequeno para atender mulheres violentadas, estupradas, espancadas, parentes de desaparecidos, vítimas de predadores sociais e todas àquelas que temem por sua vida e dos seus. O fato é simples, é porque tenho mulheres em minha vida e amo tanto elas quanto à todas que se deram o trabalho de ler o meu texto.
Lúcio Alves de Barros – mestre em sociologia e doutor em Ciências Humanas pela UFMG. Organizador do livro, “Mulher, política e sociedade”. Brumadinho/Belo Horizonte: Ed. ASA, 2009.
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública

domingo, 28 de março de 2010

Jovem é preso após abusar de mulher na Grande BH

Thiago Ventura - Portal Uai
Um homem foi preso na manhã deste domingo suspeito de estupro em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito abusou de uma mulher de 24 anos e assediou outras duas mulheres, uma delas de 16 anos. Ele foi capturado na avenida João César de Oliveira, no bairro Novo Eldorado.
Romário Silva Henrique, de 21 anos, teria abordado a vítima por volta das 6h10. Ele portava uma pedra na região da cintura e ameaçou a vítima dizendo que estava armado. A mulher cerca de 40 minutos sob poder do criminoso, que não aõ conseguiu manter relações sexuais com ela. No entanto, forçou a vítima a beijá-lo e acariciou partes íntimas da mulher.
A vítima acionou a polícia que iniciou rastreamento do suspeito. Após libertá-la, Romário ainda abordou outras duas mulheres na região do Novo Eldorado. Um militar à paisana desconfiou das atitudes do homem, ao passar pela avenida João César de Oliveira, e solicitou reforço. Militares do 39º batalhão foram até o local e prenderam o suspeito. Ele confessou o abuso e foi autuado por estupro. Romário foi conduzido à 6ª Seccional da Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada.
Fonte: Portal Uai

segunda-feira, 8 de março de 2010

Parabéns pelo Dia Internacional das Mulheres













A 100 anos, 8 de março de 1910, a ONU cria o Dia Internacional das Mulheres em consequência a uma manifestação de operárias que deu início a luta pelos direitos das mulheres em 1857. Durante esse período grandes foram as conquistas das mulheres por dignidade, respeito, oportunidade de trabalho, direitos sociais e especialmente poder se levantar contra a opressão da violência, em especial a doméstica.

Este blog vem parabenizar cada mulher por esse dia tão importante, e insintimos em levantar mais alta a bandeira da não-violência, do respeito, do reconhecimento da mulher como ser humano que tem direito a oportunidades, proteção, de não viver para servir sob a opressão e de ser feliz longe qualquer discriminação e preconceito.

André Silva

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em a 8 de Março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

Desde então, a data também tem sido utilizada para fins meramente comerciais, perdendo-se parcialmente o significado original.
Origem
A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.
Muitos outros protestos ocorreram nos anos seguintes, destacando-se o de 1908, quando 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque, exigindo a redução de horário, melhores salários e direito ao voto.

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América, por iniciativa do Partido Socialista da América.

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo como sendo o fato que deu origem ao Dia Internacional da Mulher.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a simpatia ou amor pelas mulheres da vida —; uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia).

Quando a Tchecoslováquia integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), esta celebração foi apoiada pelo Partido Comunista da Tchecoslováquia, e foi gradualmente transformando-se em paródia. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, que esperava assim convencer as mulheres de que considerava as necessidades ao formular políticas sociais. Durante as últimas décadas, o MDŽ acabou por se tornar uma paródia de si próprio. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada e era mesmo ridicularizada pelo cinema e pela televisão, na antiga Checoslováquia. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo ridicularizado do antigo regime.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu, sendo revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960.

1975 foi designado como o Ano Internacional da Mulher,
Fonte:Wikipedia

Caso de Ana Carolina - Delegado entrega inquérito e pede prisão preventiva do maníaco

Elaine Pereira - Portal Uai
Homicídio triplamente qualificado, estupro e furto. Estes são os crimes pelos quais Marcos Antunes Trigueiro, o serial killer de Contagem, será indiciado. Todos estão descritos no inquérito entregue na tarde desta segunda ao Tribunal do Júri, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, pelo delegado Frederico Abelha. O documento é a conclusão da investigação da morte de Ana Carolina Assunção, de 27 anos, assassinada no dia 16 de abril de 2009, em um lote vago no bairro Alto dos Pinheiros, na frente do filho de um ano.
No inquérito, o delegado reúne todas as provas contra o maníaco, entre elas a identificação do sêmen no corpo da vítima e o celular recuperado, que tinha sido vendido.
Só com os qualificadores de homicídio - motivo torpe, uso de asfixia e meio que impossibilita a defesa da vítima - a pena de Marcos Trigueiro pode chegar a 30 anos de prisão. O maníaco é assassino confesso de cinco mulheres e está sendo investigado por outros crimes.
Mais de 50 pessoas foram ouvidas durante a investigação. O inquérito tem 400 páginas e foi concluído depois de 11 meses. Anexo ao documento foi encaminhado um pedido para que a justiça converta a prisão temporária do indiciado em prisão preventiva.
(com informações de Daniela Vargas/TV Alterosa)
Fonte: Portal Uai

sexta-feira, 5 de março de 2010

André Silva/Artigo - Mulher, denuncie seu agressor!!

Nos dois primeiros meses de 2010 o Disque Direitos Humanos de Minas Gerais registrou um aumento de 150%, em relação aos dois primeiros meses de 2009, nas denúncias de violência contra a mulher. Segundo a matéria veiculada no Portal Uai do dia 04/03/10, esse disque denúncia tem sido usado com mais frequência pelas mulheres, especialmente após a iniciativa do governo mineiro de se empenhar na luta contra toda forma de violência contra a mulher lançando em 2008, a Campanha “Fala Mulher”.
Segundo o site da Anistia Internacional, em fevereiro três mulheres na Malásia foram açoitadas dentro da prisão com varas como castigo por terem cometido adultério. No Yemen, segundo um relatório também da Anistia Internacional do dia 25 de novembro de 2009, as mulheres sofrem sistemáticamente violência doméstica e descriminação. O relatório acusa as leis yemenses e a prática tribal local de considerar a mulher como segundo plano.
No mundo centenas de mulheres são vítimas das diversas formas de violência de gênero. Violências que vão da agressão psicológica à queimaduras com ácido, como acontece nas regiões tribais do Paquistão. Essa violência não se limita a níveis de escolaridade, níveis sociais, a países pobres, em desenvolvimento ou desenvolvidos. É uma violência, que como um câncer, está e todos os lugares.
O aumento de 150% nas denúncias de violência contra a mulher em Minas Gerais se deve especialmente à campanha “Fala Mulher”. Acredita-se que em reação à campanha veiculada e a confiança que a rede de proteção à mulher tem conquistado, as mulheres estão denunciando as agressões com confiança e esperança de uma solução. Devido às leis islamicas da sharia e os costumes tribais, as mulheres da Malásia e do Yemen não tem a oportunidade que a mulher brasileira, não somente a mineira, hoje possui de denunciar e se refugiar em estruturas estaduais e não-governamentais em busca de um fim para a violência que sofrem.
É bem certo que muito há o que se fazer para atender as regiões distantes do país, para prevenir a agressão, para impedir que o agressor cumpra as ameaças, mas nada comparado ao que as yemenses e malasianas estão sofrendo nesse momento. Para que a lei seja experimentada, para que possa haver mudanças e melhorias na luta contra toda a forma de violência contra a mulher, as brasileiras tem que denunciar seus agressores. Há que se estimular a consciência da não-tolarância a esse tipo de violência.
A violência doméstica, especialmente, é um ciclo que deve ser quebrado pela mundança de comportamento gerada pela mudança de pensamento. A mudança do olhar do homem-agressor sobre a mulher deve ser estimulada de forma a evitar a violência como opção na resolução de conflitos conjugais. O álcool e as drogas são, em certos agressores, tecla de acionamento dessa violência direcionada a mulher. Há muito o que se fazer mas se não houver a denúncia para que o Estado seja acionado haverá poucos avanços e o medo, a violência e a impunidade dos agressores ainda estarão presentes na vida de centenas de mulheres.
André Silva

Vitória/ES - Estuprador se passa por agente da dengue para atacar mulheres


Amanda Monteiro - Da Redação Multimídia


Fingindo ser um agente de combate à dengue, um estuprador entrou na casa de duas mulheres, as rendeu, as violentou e ainda roubou pertences do local.


Na segunda-feira (01), ele entrou no apartamento de uma mulher, no Centro de Vitória, por volta das 11 horas. O prédio não tinha porteiro. Ele estava vestido com calça jeans e camiseta branca, usava uma bolsa de lado e um crachá. Disse que era um agente de combate à dengue e pediu para olhar a tabela onde fica marcada a última visita.


No cômodo, rendeu a moradora - que estava sozinha em casa - e a ameaçou com uma tesoura. Vendou os olhos dela e prendeu a boca da vítima com uma blusa. Deixou a mulher deitada em um colchão. Em seguida percorreu os cômodos do apartamento e selecionou o que iria roubar: um notebook, uma máquina fotográfica, R$ 150 em dinheiro e algumas joias. Logo depois, estuprou a moradora mais de uma vez, além de obrigá-la a praticar sexo oral.


Depois de quatro horas e meia, ele trancou a vítima dentro da casa e foi embora em silêncio. Quando ela percebeu que ele não estava mais lá, gritou por socorro. A polícia precisou arrombar a porta do apartamento.


No local, o estuprador deixou uma carteira com documentos de duas vítimas. Ele furtou quatro carteiras de médicos residentes, pela manhã, no Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Vitória.


As câmeras do circuito de segurança registraram a imagem do criminoso, possibilitando que o estuprador fosse reconhecido pelas vítimas.


Na quarta-feira (03), o estuprador agiu novamente, da mesma forma como no Centro, mas dessa vez em Jardim da Penha, Vitória. Também em um prédio que não tinha porteiro, se passando por agente.


Ele é moreno escuro, forte, tem um sotaque mineiro, aproximadamente 1,75 metros, cabelos pretos e crespos, aparenta ter entre 30 e 35 anos. Quem tiver alguma informação, pode ligar anonimamente para Disque-Denúncia 181.


Identifique o agente da dengue


A Prefeitura de Vitória destaca que todos os agentes de combate à dengue que atuam no município trabalham uniformizados e portam um crachá de identificação da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), com foto. Os uniformes possuem símbolos da prefeitura. A orientação da Prefeitura de Vitória é que o morador observe se o agente está uniformizado adequadamente e exija sua identificação. Em caso de dúvida, ligue para o telefone 3215-2257.


Agentes de combate á dengue


- Camisa bege, com mangas azul escuro e símbolo da prefeitura


- Crachá na vertical, com foto, nome e demais especificações


Agentes de controle de zoonoses


- Camisa verde claro, com símbolo da prefeitura


- Crachá na vertical, com foto, nome e demais especificações


Fonte: Gazeta on Line

Denúncias de crimes contra mulheres crescem 150%

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, os números do serviço de denúncia Disque Direitos Humanos mostram que mulheres vítimas de agressões, maus-tratos, ameaças, estupro e assédio sexual estão recorrendo cada dia mais ao 0800-0311119, do Governo de Minas. O serviço, que é gratuito e preserva a identidade do denunciante, recebeu, nos dois primeiros meses de 2010, 20 denúncias. Isso representa um crescimento de 150%, quando comparado com as oito denúncias feitas em igual período de 2009. Ao longo de 2009, 102 ligações de crimes contra mulheres foram recebidas. Aumento de 149%, diante das 41 denúncias feitas em 2008.
O Disque Direitos Humanos tem se tornado aliado das mulheres mineiras nos últimos anos, especialmente a partir de 2008, quando o Governo de Minas lançou a Campanha Fala Mulher. Mensagens veiculadas nas diversas emissoras de rádio de Minas incentivavam as mulheres a denunciarem agressões usando o serviço gratuito. A campanha foi veiculada durante o mês de outubro de 2008 e será relançada este ano.A subsecretária de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Maria Céres Pimenta, diz que três fatores são decisivos para esse crescimento. “Percebemos o aumento das denúncias por três motivos: o Disque tem se tornado um instrumento cada vez mais conhecido em todo o Estado; as pessoas têm mais consciência da importância da denúncia e elas confiam na possibilidade de responsabilização do agressor”, explicou.
Criado em 2000, O Disque Direitos Humanos é mantido 100% com recursos do Tesouro Estadual e faz atendimento telefônico e monitoramento de denúncias de todos os tipos de violações de direitos humanos.
Outras ações
Segundo Eliana Piola, coordenadora Especial de Políticas Públicas para Mulheres da Sedese, além da campanha, o importante é fortalecer os serviços prestados às mulheres. “Não adianta só receber as denúncias. É preciso articulação entre delegacias, defensorias e promotorias para que as mulheres recebam atendimento adequado. Para isso, estamos equipando delegacias, capacitando agentes e assistentes sociais para que eles possam dar continuidade e uma possível solução a cada denúncia recebida”, explicou.
O Governo de Minas, por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Mulheres (Cepam), também investe na construção de Centros de Referência da Mulher. Os centros prestam atendimento psicossocial e jurídico às mulheres vítimas de violência e também desenvolvem ações de qualificação profissional, para reintegração no mercado de trabalho da mulher.
Os centros estão instalados nos municípios de Poços de Caldas, Pirapora, Belo Horizonte, Uberlândia, Betim, Divinópolis, Pouso Alegre, Uberaba, Governador Valadares e Contagem. Cada um deles tem capacidade para atender, em média, 120 mulheres ao mês. Mais dois centros estão em construção, nas cidades de Jequitinhonha e Buritis e devem ser entregues à população ainda este ano.
Melhores condições
Para melhorar o atendimento nas delegacias especializadas de Minas Gerais, o Governo de Minas entregou, nessa quinta-feira (3), vários equipamentos para 41 delegacias especializadas. A iniciativa faz parte das ações do Pacto de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, do governo federal, que conta com parceria do Governo de Minas.
Foram entregues máquinas de fotocópia, computadores, máquinas digitais, televisores, filmadoras, computadores, aparelhos de fax, armários, rádios comunicadores, 37 motos e 12 automóveis Fiat Uno. O investimento foi de R$ 1,25 milhão, sendo R$ 1 milhão do governo federal e R$ 250 mil do Governo do Estado.
A data
Em 8 de março de 1.857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, como redução na carga horária, equiparação de salários com os homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Cerca de 130 tecelãs morreram carbonizadas. No ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o dia 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, em homenagem às mulheres que morreram em 1857. Somente no ano de 1975, por meio de um decreto, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).