sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Serial Killer teria matado Ana Carolina de Menezes
domingo, 31 de janeiro de 2010
Escute a entrevista da cineasta Geysa Chaves na Rádio CBN sobre seu documentário 'Se eu não tivesse amor'
O blog "O Grito de Ana" tem a bandeira social da luta pelo fim de toda forma de violência contra a mulher. Valorizar as mulheres que se destacam positivamente na cultura, política, ciência, enfim, nas diversas áreas, é uma forma de afirmar a importância, o valor e o potencial que cada mulher possui de contribuir para um mundo melhor. A violência estanca e destrói esse potencial precioso que a sociedade tanto necessita.
Geysa Chaves é mais um exemplo de iniciativa, potencial e vontade de contribuir com a causa social, em especial nesse seu trabalho que aborda as vida das mulheres que cumprem pena em um presídio carioca de uma forma humanizada e charmosa.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
UNIFEM - Ajuda para as mulheres no Haiti

sábado, 23 de janeiro de 2010
Documentário da cineasta brasileira Geysa Chaves “Se eu não tivesse amor”. Presidiárias, crime, charme e ressocialização
Presidiárias contam histórias de glamour e crime em documentário
Bonitas e sedutoras, elas estão no filme “Se eu não tivesse amor”. Em depoimentos, contam que maior sonho é voltar a ter liberdade.
Aluizio Freire Do G1, no Rio
Elas são criminosas. Cumprem pena em regime fechado na penitenciária feminina Talavera Bruce, na Zona Oeste do Rio, por associação ao tráfico, tráfico de drogas, roubo de cargas, furto a residências e assaltos à mão armada.
Condenadas pela Justiça, cinco detentas aparecem livres no documentário “Se eu não tivesse amor”, da cineasta Geysa Chaves, que mostra a história dessas mulheres com ingredientes de sedução, charme, elegância e delicadeza.
Veja galeria de fotos
Depois de mais de um ano mergulhada no cotidiano dessas mulheres, Geysa extraiu um rico material para produzir o documentário e agora estuda realizar um longa de ficção baseado nos fatos reais que ouviu. Além disto, finaliza um livro revelando o universo das presidiárias. Por trás daqueles muros do presídio, a cineasta, que montou sua equipe com colaboradores da Escola de Cinema Darcy Ribeiro, descobriu mulheres belas - uma das protagonistas do documentário é Dione Normando Pires, vencedora duas vezes de um concurso de beleza promovido pela administração do presídio - e pôs mais uma idéia em prática: um ensaio fotográfico em que elas se transformam e ficam ainda mais sedutoras usando peças das grifes Versace, Valentino e Fórum.
“Quando comecei a frequentar o presídio em 2008, a convite de um pastor, não pensava em realizar esse trabalho. Fui pela curiosidade. Lá, encontrei garotas criminosas, sim, mas novas, bonitas. E descobri que a maioria se envolve no mundo do crime através de algum relacionamento amoroso. Escolhi as cinco porque elas não têm medo de mostrar a cara e não se fazem de coitadinhas”, explica Geysa.
Luciana Campos Tavares
Aos 23 anos, Luciana foi condenada a 10 anos de prisão. Abandonada pelos pais aos cinco anos de idade, foi procurada pela mãe quando já tinha 14 e levada para morar com ela e seus dois filhos – de outro casamento – em um barraco na Favela do Metrô, no Maracanã.
A menina era obrigada a vender balas no sinal. Quando não conseguia vender tudo era espancada pela mãe. Fugiu de casa. Tempos depois, em um baile funk na favela da Grota, no Conjunto do Alemão, no subúrbio, começou a namorar um rapaz que depois veio a saber que era o gerente do tráfico da quadrilha de Antônio José de Souza Ferreira, oTota.
Logo se envolveu com o crime e passou a ser a única mulher do bando. Começou servindo de “mula”, transportando drogas e armas de São Paulo para o Rio. Ocupou outras funções na quadrilha até ser presa.
Jaqueline Rodrigues
Seu apelido era Lady, pela elegância, roupas caras e jóias que costumava usar. Ninguém desconfiava que aquela mulher de olhos azuis, de classe média alta, usando grifes famosas, seria acusada de furto a residências. Ela cumpre pena de 25 anos.
Dione Normando Pires
Com sua voz rouca, um dos seus atributos de sedução, a morena Dione já foi uma perigosa assaltante de cargas. Cheia de atitude, chegou a ser apontada como líder da quadrilha formada por muitos homens. Presos, eles foram condenados a quatro anos de prisão, ela a 41.
Eleita Miss Garota Talavera Bruce (presídio), duas vezes (2007 e 2009), exibe como marca da passagem pelo crime uma tatuagem de um fuzil AK-47 no cóccix.
Jeniffer Claude Salagnac
Ex-dançarina da banda do cantor Prince, a francesa Jeniffer vivia em Paris frequentando restaurantes de luxo e viajando para lugares paradisíacos, ao lado do marido, para ela um jovem advogado bem-sucedido. Depois de perder filhas gêmeas, na segunda gravidez, entrou em depressão e aceitou a sugestão de viajar para o Brasil, com a irmã.
Chegou a se hospedar no Copacabana Palace. Mas, quando estava para voltar à França, o marido ligou dizendo que ela deveria levar duas malas que seriam entregues por um amigo.
Foi presa no Aeroporto Tom Jobim com 25kg de cocaína. Sua pena é de 6 anos por tráfico internacional de drogas. Nunca mais ouviu falar do marido.
Jéssica Borges Cabeço
Ela conta que foi criada com a avó e que, aos 13 anos, sempre a acompanhava para vender bilhetes. Descobriu depois que a vovó, muito simpática, aplicava o golpe do bilhete premiado nos incautos.
Cresceu e virou uma perigosa assaltante, especializando-se em “saidinhas de banco”. Cumpre pena de 9 anos e 10 meses por assalto a mão armada e tráfico de drogas.
Fonte: G1
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1409541-5606,00.html
Governo federal cobra de MG explicações sobre assassinato de mais uma "ANA"
Aécio reconhece necessidade de uma "reformulação interna" na área
Tâmara Teixeira e Raphael Ramos
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres quer explicações do Estado para saber se houve falhas ou omissão na apuração das denúncias de agressão contra a cabeleireira Maria Islaine Morais, 31. Depois de fazer oito queixas contra o borracheiro Fábio Willian Soares, 30, a mulher foi assassinada por ele, na última quarta-feira, com nove tiros à queima roupa.
A subsecretária de Enfrentamento da Violência contra a Mulher da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Aparecida Gonçalves, informou que o órgão enviou um ofício ao Secretário de Defesa Social do Estado, Maurício de Oliveira Campos Júnior, ao Procurador Geral do Ministério Público de Minas Gerais (MP), Alceu José Torres Marques, e ao presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Sérgio Resende, solicitando informações quanto ao desenrolar das investigações.
O governador Aécio Neves disse ontem que o Estado vai tentar ser mais efetivo no que se refere ao cumprimento da Lei Maria da Penha. "A frieza desse crime e a forma como foi filmado chocou a todos e merece também uma reformulação interna da nossa parte para que possamos estar mais atentos em casos notórios como esse, em que a ameaça é efetivamente real".
O TJMG confirmou que, em outubro de 2009, recebeu o pedido de prisão preventiva de Soares feito pelo advogado de Maria Islaine, Fernando Nascimento. O juiz poderia ter decretado a medida, considerada extrema. No entanto, o magistrado entendeu que deveria consultar o MP, pois não poderia se basear apenas nos boletins de ocorrência. O MP pediu instalação de inquérito à Polícia Civil. Na Delegacia de Mulheres, a informação é de que quatro inquéritos foram instaurados.
Depoimento. Enquanto as discussões sobre as falhas do caso continuavam entre autoridades, o homem que matou a cabeleireira foi apresentado ontem no Departamento de Investigações da Polícia Civil. Com o olhar indiferente, pés descalços e cabeça baixa, Soares não apresentou qualquer reação. Preferiu se calar, conforme orientação do seu advogado, Ércio Quaresma. A postura era bastante diferente daquele adotada por ele quando invadiu o salão da ex-companheira, no bairro Santa Mônica, em Venda Nova. A única fala ocorreu quando foi questionado por um policial se estava arrependido do crime. "Não sei", afirmou.
A polícia encontrou celulares e aproximadamente R$ 4.000 em dinheiro com o borracheiro,que ficou mais de 12 horas em um matagal durante a fuga. Segundo Quaresma, o cliente dele apresentava estar transtornado. "Não estamos tratando de um animal", disse. O advogado afirmou que vai tentar que Soares responda o processo em liberdade. Ele vai entrar com o pedido de habeas corpus.
Estratégia. Em uma crítica direta à Polícia Civil, Ministério Público e Justiça, o advogado chegou a dizer que, se Soares tivesse sido preso anteriormente, a tragédia poderia ter sido evitada.De acordo com o delegado Álvaro Homero, da Homicídios Venda Nova, a arma do crime, provavelmente uma pistola 9 mm, não foi encontrada. O policial informou que o borracheiro revelou apenas ter se desfeito da pistola durante a fuga.
O borracheiro confessou o crime. Ele teria revelado ao delegado que, além do ciúme da ex-mulher, os dois brigavam também por causa de um apartamento. O delegado revelou que o imóvel foi vendido por R$ 75 mil, mas a vítima reclamava o recebimento dos R$ 25 mil a que teria direito.
Segundo Homero, duas testemunhas já foram ouvidas. Soares também foi interrogado ontem. O borracheiro deve ser indiciado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima). Ele pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.
O processo de denúncia da agressão
Fonte: Assossiação dos Magistrados de Mineiros
A subsecretária de Enfrentamento da Violência contra a Mulher da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Aparecida Gonçalves, afirmou que uma das dificuldades em se cumprir a Lei Maria da Penha é o posicionamento dos órgãos de seguranças do país. “Ainda estão contaminados pela nossa cultura machista. O que os policiais e juízes precisam entender é que as mulheres não estão exagerando nos seus relatos. O caso da Islaine comprova que as ameaças são cumpridas”. (TT) Publicado em: 23/01/2010
Projeto do deputado Capitão Assumção (PSB-ES) altera Lei Maria da Penha para acelerar combate a agressor

O projeto reduz de 48 para 24 horas o prazo dado à autoridade policial para enviar ao juiz o pedido da mulher ofendida, com vistas à concessão de medidas protetivas de urgência. Segundo a proposta, o juiz também terá 24 horas (e não mais 48) para adotar as providências cabíveis.
O deputado afirma que alguns agressores, mesmo após denunciados, voltam em pouco tempo a cometer atos de violência, inclusive com mais raiva, e chegam a atentar contra a vida da vítima.
"Os prazos, muitas vezes, podem decidir a vida de alguém, pois a vítima fica à espera das medidas de urgência do juiz", argumenta o autor do projeto.
Justiça lenta
Capitão Assumção cita como exemplo o caso de uma jovem recepcionista de academia, em São Paulo, assassinada pelo ex-namorado em janeiro de 2009. A jovem havia registrado quatro boletins de ocorrência e dois termos circunstanciados contra o acusado, mas isso não foi suficiente para barrar o agressor.
Tramitação
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Falhou a prevenção, mas esta sendo feita justiça
Preso homem que matou ex-mulher em salão de beleza
Calmo, Fábio Willian da Silva Soares não ofereceu resistência e confessou o crime ao ser reconhecido pela Polícia
21/01/2010 17h44
LARISSA NUNES/RICHARD LANZA
Foi preso nesta quinta-feira (21) o borracheiro Fábio Willian da Silva Soares, que executou a tiros a ex-mulher no bairro Santa Mônica, em Belo Horizonte. Ele foi localizado pela Polícia Militar, por volta das cinco horas da tarde, na cidade de Biquinhas, região Central do Estado, a 270 quilômetros da capital. No começo da tarde, foi levado a Delegacia de Morada Nova de Minas.
De acordo com o soldado Lucas Xavier, o borracheiro foi visto pela equipe da PM ao entrar em uma sapataria, no centro da cidade. Segundo o soldado, ao ser reconhecido e preso, Fábio disse que estava na loja para comprar um calçado pois havia perdido o sapato durante a fuga. Ainda de acordo com o soldado, ele confessou o crime e alegou ter matado a mulher por ciúmes.
"Ele estava descalço, sujo, com as roupas rasgadas. Parecia estar bastante cansado e com fome. Também estava calmo, bastante calado", contou o sargento.
O carro usado pelo suspeito na fuga foi localizado na noite desta quarta-feira (20). O veículo estava em um fazenda do povoado de Cacimbas, perto de Biquinhas. O dono da fazenda disse que não sabia a quem pertencia o veículo. Fábio Willian, ao ser preso, confirmou a versão e disse que deixou mesmo o Strada, que pertence ao seu pai, na fazenda, sem conhecimento do proprietáro. Segundo o suspeito, porém, os dois se conhecem.
A cabeleireira Maria Islaine de Morais, de 31 anos, foi baleada nove vezes pelo ex-marido, enquanto trabalhava em um salão de beleza. Toda a ação foi gravada pelo circuito interno de tv.
Fonte: Jornal O Tempo
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Entrevista com Naiá Duarte - Projeto Mulher Viva, uma luta pelo fim da violência contra a mulher dentro das igrejas.

2 - O que te levou a militar pelas mulheres vítimas de violência?
3 - Aconteceu algum fato específico que te levou a dedicar sua vida a essa causa?
4 - O que te motivou a abordar o tema no contexto das mulheres cristãs? Há violência dentro das igrejas evangélicas?
“Naiá, o que eu faço? Meu marido é pastor e em casa me bate e me humilha. Eu disse:
Como na sua igreja existe um pastor presidente vá até ele e conte o que está acontecendo.
Ela foi e o pastor presidente disse que iria pensar no assunto e que em breve daria uma resposta.
Dois dias se passaram e o marido pastor foi chamado ao gabinete do presidente de uma grande igreja evangélica pentecostal.
Fulano pastor entende de Deus que você e sua família deveriam pastorear uma igreja a 500 km daqui. O fulano pastor todo feliz pegou sua esposa violentada e seus filhos e foram “pastorear” em um lugar longe dali e que não levantasse suspeitas. Em nenhum momento foi abordado ou tratado o assunto por eles.
Quando a pastora me telefonou dizendo o que tinha acontecido eu fiquei indignada e me pus à disposição e ela me perguntou novamente e agora? “Sabemos que não podemos decidir pela pessoa, disse que a minha preocupação era com a integridade física dela e aconselhei a denunciá-lo.”
5 - Como tem sido recebido o seu trabalho, através do Projeto Mulher Viva, nas igrejas pelos pastores e liderança? Há uma resistência e na sua opinião a que ela se deve?
6 - Como é a reação das mulheres cristãs ao seu trabalho? Elas se sentem encorajadas a relatar as violências sofridas?
7 - Você possui algum dado estatístico sobre a violência contra a mulher no meio evangélico?
8 - Você trabalha ou pretende trabalhar com a conscientização do homem cristão sobre a problemática da violência contra a mulher? Se trabalha como é ou seria desenvolvida essa abordagem?
9 - Fale sobre o Projeto Mulher Viva. ( desde quando ele existe? como foi criado? qual objetivo? quais as ações e programas? quais as conquistas?...)
Por que a mulher aceita a violência?
Por que o púlpito é usado na maioria das vezes por homens?
Por que em casamentos aconselha-se a mulher a ser submissa e não aconselha o homem a amá-la e morrer por ela se necessário for. (efésios 5:22-30)
E após esses questionamentos criei junto com meu esposo advogado e pastor Cícero Duarte o Mulher Viva que tem como objetivo que toda mulher viva sem violência. Trabalhamos com a conscientização e prevenção da violência através de palestras, fóruns e oficinas. Ano passado (2009) atendemos 28 mulheres e alcançamos um publico de mais de 7000 pessoas.
Nossa meta para 2010 é atender 100 mulheres e firmar parcerias com objetivo de servir melhor a mulher vitimada.
10 - Qual a sua opinião sobre a utilização dos blogs como ferramenta de atuação na luta contra toda e qualquer violência contra a mulher?
11 - Deixa a sua mensagem para os leitores do blog "O grito de Ana" sobre essa atrocidade que é a violência contra a mulher praticada no mundo.
Naiá Duarte: Não podemos nos conformar com qualquer forma de violência contra qualquer pessoa, precisamos nos apoiar e lutar pelo direito a vida e ao amor, somente quando entendemos que a vida é o bem mais precioso que temos e que não podemos dispor dela porque esta é uma prerrogativa do altíssimo, compreenderemos que somos nós que devemos lutar pela vida e proteger nossa integridade; tendo como paradigma Jesus Cristo que rompeu a Lei do Silêncio denunciando e permitindo que suas discípulas estudassem, evangelizassem pregasse, ou seja, que pudessem exercer seus dons de uma forma integral.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Malalai Joya is only 32 - A woman to remaind in the fight against violence against women




The voice from the back of the room
“They are law brokers not law makers,” says Malalai Joya. At 32, she is Afghanistan’s youngest member of parliament (and has adopted the name Malalai after the Afghan nationalist hero Malalai Maiwand). She is an outspoken critic of the fundamentalists who subjugate the women of her country. Now she is internationally prominent as the voice for an independent Afghanistan. Her message – end the occupation and the Karzai government – is refreshing and daunting, a manifesto for what the West should really be fighting for.
Her parliamentary career began with the Loya Jirga, or grand assembly, of 2003, which sought to shape the “free” Afghanistan. As Afghan politicians fought for their place in the new government and hammered out a constitution, interest groups jockeyed for power. Malalai Joya lobbied just for a chance to speak, shouting “We kids can’t get a word in!” from the back of the room. She’s tiny and has a frustratingly soft voice, so it is hard to imagine that she is a formidable opponent of warlords. But when she takes to the microphone, it’s clear how easily she makes enemies.
A tired chairman allowed her to speak for three minutes because she had “travelled far”. Ninety seconds proved too much. Denouncing the “warlords and criminals” present at the Loya Jirga, she blamed them for the terrible state of their country and called for them to be jailed and prosecuted rather than given positions of power. “They might be forgiven by the Afghan people but not by history,” she said before the microphone was cut. A small burst of applause was drowned by jeers of outrage as delegates leapt from their seats and charged towards her. The chairman demanded that security remove her for “crossing the lines of common courtesy”.
She is the daughter of a medical student who left school to fight the Soviets, and her life has been lived on the run. Four days after her birth, the Communist government took power and prepared for the Russian invasion. She has lived in exile in Iran, Pakistan and any number of refugee camps, and she grew up among the forgotten casualties of war who would later be her proudest constituency: the widows, the orphans, the displaced. After the Soviets fled, civil war engulfed Afghanistan, and the Taliban emerged victorious, a chauvinist and extremist government took hold of her homeland and turned Malalai Joya into a quiet rebel. At 15, she began work as an underground teacher for a women’s rights group. Teaching girls how to read, she constantly dodged the watchful authorities; and in the austerity of her fugitive existence, among the illiterate and oppressed, she became a committed activist.
With the feminist Organisation for Promoting Afghan Women’s Capabilities, Malalai became a prominent voice for women in the shadows of subversion. In 2001, when Nato ran the Taliban out of Kabul, she and her colleagues were poised to seize the opportunity of building a new nation. “After 9/11, they occupied my country under the banner of women’s rights and human rights and democracy, but they bring into power this photocopy of the Taliban,” she told supporters in New York. “That’s why today, the situation in Afghanistan is a disaster.” Malalai is quick to point out the reality of occupation for average Afghans. Poverty remains endemic (2), corruption is flourishing thanks to the billions of dollars foreign governments and NGOs have poured in, and the recent election was, she says, “a ridiculous drama ... just rubbing salt in the injured heart of my people”; for despite a few legal and political benefits, women are still treated like property.
“The situation of woman is a disaster and just as catastrophic as under the domination of the Taliban,” she said. Having lived through the Taliban’s rule as an underground teacher, Malalai has been an eyewitness to the terror of the fundamentalists. The liberation, she says, has brought little change. Considering the rise in self-immolation and rape in recent years, Malalai says: “Women are the most victimised because women are a big power, one wing of the bird. When one wing of the bird in society is injured, how can the bird fly?”
The burgeoning opium poppy trade has underscored what Malalai had always suspected about the occupation. “In the last eight years, they have turned my country into the centre of drugs.” It was not unexpected. “They are saying to the poor farmers ‘stop planting poppies’ but the governors of these provinces are drug traffickers. Four persons who have high posts in Karzai’s cabinet are famous drug traffickers.” The US complicity in the multibillion dollar drug trade, as evidenced by Hamid Karzai’s brother’s close connections to both the CIA and the heroin underworld (3), have made it clear that poppies are not just a convenient cash crop for the struggling farmers. They are a new natural resource and the drug lords and their occasional allies in the occupation forces are the new colonialists who mean to prosper in the market that leaves most Afghans living in dire poverty.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Mukhtar Mai - Uma mulher para ser lembrada

domingo, 3 de janeiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009
O blog "O Grito de Ana" deseja a todos um feliz 2010!!! - André Silva
Karla Micheel y Emilio Ginés - Ativistas pelo fim do feminicídio no México entre as 100 personalidades de 2009 pelo jornal El País
Estos dos abogados han logrado una sentencia histórica de la Corte Interamericana en su heroica lucha contra los feminicidios en México.
Por Lydia Cacho
Karla Micheel es una joven abogada mexicana que no se detiene ni ante el peligro ni ante el miedo. Es el rostro y el corazón de una nueva generación de abogadas y juristas mexicanos que han elegido una tarea monumental: defender los derechos humanos para reconstruir un sistema de justicia penal fallido, misógino y ensombrecido por esta corrupción que prohíja impunidad a diario.
“No soy sólo yo”, dice sobre su defensa de las víctimas de los feminicidios de Chihuahua, primero ante los machistas jueces mexicanos y ahora ante la Corte Interamericana de Derechos Humanos (CIDH). “Somos la Asociación Nacional de Abogados Democráticos, pero sobre todo son las madres que perdieron a sus hijas en manos de los feminicidas quienes nos guían; nosotras somos herramientas”. Karla nació para cambiar el mundo. A su lado, Emilio Ginés (en la foto), jurista español que ya pertenece a esta banda que parece sacada de una peli de los ocho magníficos. Él ha dicho sobre el juicio que han llevado ante la CIDH: “No sólo se va a juzgar el caso de las tres mujeres, sino el de todos los asesinatos que cometen en esta ciudad mexicana desde 1993, y también el de todas las mujeres que sufren este tipo de violencia en América Latina”. Unidos son un ejemplo de lo que significa globalizar la esperanza y la justicia. Son el poder de una y de todos juntos.
Trabajadoras sexuales ahora son técnicas de belleza

Foto: Jhon Jairo Bonilla
En la foto, las mujeres en la graduación en técnica en Belleza.
El programa es una iniciativa de la Secretaría de Gobierno de Manizales, con el apoyo de la Academia Silueta. La capacitación, en su primera etapa, duró cuatro meses.
Claudia, una joven, de 17 años, que vive en Manizales, está feliz porque ahora sí podrá contarles a sus hijos en qué trabaja. Desde los nueve años se dedicaba a la prostitución, pero hace cuatro meses, cuando empezó a estudiar para técnica en belleza, tiene otra alternativa de trabajo.
La joven y las otras 24 estudiantes celebraron con un brindis que, más por su grado, fue por la vida. Entre risas y llanto, Claudia dijo que este es un gran logro. "Esta tranquilidad que tengo ahora no la cambio por nada", dijo la joven, quien no dudó para aceptar la oferta que le hicieron para capacitarse.
Julián Andrés Vasco, secretario de Gobierno, afirmó que con este programa, al que le sigue el ciclo tecnológico, las graduandas empezarán a transformar sus vidas y las de los suyos. "Los problemas sociales no se solucionan con represión, sino con el apoyo del Gobierno y del sector privado", dijo el funcionario.
Las mujeres terminarán el ciclo profesional el año entrante y su principal objetivo es que las trabajadoras sexuales tengan una alternativa segura, lejos de la droga y los peligros nocturnos.
"Es un orgullo capacitar a estas mujeres que demostraron todo su empeño y compromiso para aprender. Nos dieron una gran lección de vida", comentó Alba Nory Ramírez, directora de la Academia Silueta.
LINA MARÍA LÓPEZ PARA EL TIEMPO MANIZALES
Fonte: Jornal colombiano El Tiempo
http://www.eltiempo.com/colombia/ejecafetero/trabajadoras-sexuales-de-manizales-ahora-son-tecnicas-de-belleza_6843769-1?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
USA - Exemplo de lugar em que a lei funciona para proteger a mulher

Liminar impede Charlie Sheen de se aproximar da mulher
Segundo informou o site Radar Online, o juiz que emitiu a ordem foi o mesmo que supervisionou o caso de Sheen, que foi preso na manhã da última sexta-feira, acusado de violência doméstica, na cidade de Aspen, no Colorado. O ator foi detido, e só foi liberado após pagar fiança de US$ 8,5 mil.
O juiz James Boyd disse que Sheen não pode contatar sua mulher, exceto por meio de seu advogado, até que o caso seja resolvido. Após pagar fiança, o ator saiu da cadeia e foi direto para Los Angeles.
Segundo fontes próximas a Brooke, a mulher do ator não está incomodada com a restrição de contato imposta pela justiça. Ela estaria em Aspen para "dar um tempo" em seu relacionamento com Sheen.
Segundo amigos, ela está se preparando para pedir o divórcio.
Fontes ligadas ao casal afirmam que o casamento já está comprometido, em um modo em que não há mais como restaurar a união.
Revista americana "Times" escolhe jovem iraniana morta a personalidade do ano

AFP - Agence France-Presse
O governo do Irã criticou em novembro a criação de uma bolsa de estudos em homenagem a Neda na Universidade de Oxford.
Norma Cruz - Atvista guatemalteca pelos direitos das mulheres está entre a 100 Personalidades do Ano do jornal espanhol El País

Activista guatemalteca, defensora de mujeres y niños, ha recibido el Premio Internacional a las Mujeres Coraje 2009.
Adelante y sin miedo es la divisa de Norma Cruz en su lucha por hacer de Guatemala un país donde las mujeres no sean víctimas de la violencia, de los delitos sexuales, de la impunidad ni del femicidio. Miles de mujeres y niñas han sido asesinadas en los últimos años y casi todos esos crímenes han quedado sin castigo.
Se incorporó al movimiento guerrillero de Guatemala en 1980 y se lo abandonó tras la firma de los Acuerdos de Paz, en diciembre de 1996.
Su Fundación Sobrevivientes, creada en 2003, expresa el reto de las mujeres de derrumbar el muro de la impunidad, tanto de los hechos del pasado como del presente, y lucha por cambiar el mensaje, acabar con la indiferencia y dar pasos firmes para transformar de raíz las instituciones del Estado, "que aún responden al pasado".
Partidaria de una justicia preventiva, no abandona la exigencia de una complementaria justicia reparadora, que no deje crímenes sin sanción. Su determinación, valentía y éxitos le han dado prestigio nacional e internacional y ha recibido merecidas distinciones por su tesonero trabajo. Una muestra es el Premio Internacional a las Mujeres de Coraje, otorgado este año por el Gobierno de los Estados Unidos. Otra, el que le confiere El País al incluirla entre los 100 mejores latinoamericanos del año.
Sergio Fernando Morales Alvarado es procurador de los Derechos Humanos, de Guatemala. Fotografía de Uly Marín
sábado, 26 de dezembro de 2009
Astro de Hollywood preso por violência doméstica - por que não um boicote aos seus filmes?

Ator Charlie Sheen é preso acusado de violência doméstica
O porta-voz da polícia de Pitkin County, para onde o ator foi levado, disse que Sheen foi preso por agressão de segundo grau, ameaça e conduta criminosa, além de violência doméstica', relataram as autoridades.
Ainda segundo o boletim, a polícia recebeu uma chamada às 8h34 (13h34, no horário de Brasília) relatando 'uma situação de violência doméstica'.
Foi estabelecida uma fiança de US$ 8.500, mas o ator só deve ser liberado após audiência com o juiz. Por causa do feriado de Natal, o tribunal local está fechado e ainda não há uma data para a audiência.
O ator interpreta Charlie, personagem solteirão, rico e mulherengo, na série 'Two and a Half Men', no Brasil é exibido pelo canal de TV a cabo Warner.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Trens no Japão terão câmeras para combater 'mão boba'

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Nadadora Joana Maranhão - um exemplo a ser seguido

10/12/2009 - 13h16 (Letícia Cardoso - Redação Gazeta Rádios e Internet)
Drodas + marginalidade = Empregada doméstica é estuprada e estrangulada
Elaine Resende - Portal Uai
Publicação: 10/12/2009 09:49 Atualização: 10/12/2009 10:27
“Um dos elementos comuns em contextos de guerra e de paz é a violência contra as mulheres”
Comunidade Segura, 22 de Julho de 2009.
Feminilidade, masculinidade, segurança e insegurança em contextos de violência armada ou doméstica. Essas questões passarão a ter maior visibilidade graças ao lançamento do site do Observatório de Gênero e Violência Armada (OGiVA), uma iniciativa do Centro de Estudos Sociais (CES), de Portugal, que vem estudando o tema há alguns anos.
Tatiana Moura, do OGiVA, conversou de Coimbra com o Comunidade Segura e apontou casos específicos que foram objeto de análise do OGiVA, que acompanha o tema na Europa, América Latina e nos países africanos de língua portuguesa.
Entre as conclusões de seu trabalho, Tatiana destaca que a violência contra as mulheres e o uso de armas de fogo são dois tipos de violência que estão presentes tanto durante a guerra como em tempos de paz. Por isso, deu ênfase ao estudo dos modelos de masculinidade que não se baseam no exercício da violência. "São a maioria e os menos estudados", ponderou.
Como surgiu a ideia do Observatório de Gênero e Violência Armada e quais são
seus objetivos?
Poderia falar um pouco do trabalho da organização? O OGiVA busca desenvolver estudos, análises e recomendações práticas para políticas e programas sobre feminilidade, masculinidade e (in)segurança em contextos de violência armada. Pretende, por um lado, consolidar este campo de análise em nível nacional e, por outro, construir uma plataforma de articulação de pesquisas e projetos de intervenção sobre este tema na Europa, em países africanos de língua portuguesa e em países da América Latina.
Quais foram as principais ações do Observatório nos últimos meses? Participamos de algumas ações com instituições parceiras como, por exemplo, o seminário internacional do Promundo, e sessões de debate sobre direitos humanos com o Cinema Nosso, no Rio de Janeiro. Mas podemos dizer que a nossa primeira grande iniciativa foi a pré-estréia do documentário realizado há cinco anos com o Cinema Nosso, "Luto como mãe".
Participamos também da campanha internacional da Rede de Mulheres da Iansa sobre Violência Doméstica Armada, a única no mundo dedicada às articulações entre gênero, direitos das mulheres, armas de fogo e violência armada.
De que trata o documentário? O documentário de Luis Carlos Nascimento mostra mães, irmãs e esposas que perderam os seus familiares em atos de violência armada urbana e que lidam diariamente com a desarticulação familiar, as dificuldades financeiras e o estigma.
Existe algum mecanismo para articular as pesquisas com a vida e as experiências
delas?
O Observatório se ocupa da situação das mulheres em contextos violentos da América Latina, Europa e África... A situação delas é similar apesar das distâncias e das diferenças culturais?
Como assim?
Qual é a situação atual das mulheres que moram em áreas de violência armada no
Brasil?
A violência perpetrada por grupos armados e a violência de gênero têm consequências semelhantes às que são vividas em situações de guerra?
Poderia explicar?
Poderia dar exemplos?
espaços de domínio masculino, quer no domínio privado (enquanto namoradas e esposas de membros do grupo armado), quer no âmbito das atividades a que se dedicam (transporte de armas e drogas, por exemplo).
As cidades latino-americanas são particularmente agressivas para as mulheres? Estes contextos, a que tenho chamado novíssimas guerras, assumem uma expressividade incomum na América Latina. Em muitos países da região, a paz formal e institucional não significou uma diminuição da violência, mas antes uma "democratização da violência". Em muitos países, após o final da guerra, assistiu-se a um aumento da violência social e da criminalidade armada. Neste sentido, as cidades com estas características são perigosas para homens e mulheres. No entanto, o padrão mundial repete-se: como regra geral os homens são vítimas de desconhecidos, em espaço público, e as mulheres são, em 90% dos casos, vítimas de alguém que já conheciam, normalmente no espaço privado.
Quais iniciativas positivas você destacaria em relação à queda da violência?
O Observatório também se ocupa da masculinidade.... Quais pesquisas estão conduzindo nesse aspecto?
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
O grito de Ana foi escutado e expressado em poesia. Por Lucas Barreto (pavonetii@hotmail.com)
Muitas mulheres são lembradas por suas feridas
São roubadas suas palavras que salvariam suas vidas...
Fiquei sabendo outro dia que havia morrido
Na mesma hora eu parei e pensei;
Se o mundo pelo menos havia percebido?
Incrementam um leque de atrocidades
E a cultura poderia salvar todas as nações,
E infelizmente o mal transcende a realidade...
No esforço de cada um para cada qual
Quando cuidamos da mulher o mundo nos presenteia,
Com mais dignidade do que o normal.
E um sonho de paz deixar de existir
E a mãe que o filho não á proteger
A sua mulher ela jamais vai sorrir...
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Fundo da ONU para o fim da violência contra a mulher
24 November 2009
United Nations, New York — The United Nations Trust Fund in Support of Actions to Eliminate Violence against Women (UN Trust Fund) will award nearly US$10.5 million in 2009 to 13 projects and initiatives that are addressing gender-based violence in 18 countries.
Resources for the UN Trust Fund fell drastically short to meet the vast demand. A total of 1,643 concept notes were received with grant requests totalling US$857 million. These figures reflect a sharp increase from previous years, both in terms of the number of applications received and the amount of funding requested. However, only 1.2 percent of the record amount requested could be met.
An average US$800,000 per grant will be awarded in 2009, US$50,000 more than the average grant awarded in 2008, and five-times the average grant awarded in 2007. The largest grants will be to Africa, where a total of five grantees shall receive an average of US$1 million per grant.
About the 2009 Grantees
New grants will support the implementation of laws and policies through better coordination of services to protect women and girls from violence in Thailand (UN Country Team), and the expansion of integrated services in Albania (Refleksione on behalf of the Albanian Network against Gender Violence and Trafficking). The Sierra Leone National Commission for Social Action will carry out recommendations of the Truth and Reconciliation Commission to assist more than 650 survivors of sexual violence through reparations.
In Cameroon, Lesotho, Namibia and Nigeria, the International Planned Parenthood Federation will pilot a model of working through sexual and reproductive health services to analyse the impacts of violence against women and girls and increase support for survivors. Save the Children will scale up a proven approach for ending female genital mutilation in Gambia, Guinea, Mali and Senegal, shifting an existing emphasis from a health to a human rights–based approach. In Uganda and six other locations in East and Southern Africa, Raising Voices will build on the award-winning SASA! (Start, Awareness, Support, Action) programme to address intersections between violence against women and HIV and AIDS.
Several new grantees will work with girls and youth. In Zambia, Equality Now will seek justice for sexually abused girls through improved laws and enforcement. In Cambodia, Youth Star will mobilize youth groups around stopping domestic violence. In Bolivia, Asociación CUNA will strengthen networks against sexual and intra-family violence to prevent violence against girls and adolescents in the municipality of El Alto. Other grantees reach out to particularly excluded groups of women and girls, including women at risk due to the global financial crisis in Cambodia (Care International), women of the Roma minority in Bosnia and Herzegovina (Prava Za Sve), and indigenous women’s groups in Guatemala (Population Council) and Mexico (UN Country Team).
Fonte: Say no to violence
http://www.saynotoviolence.org/around-world/news/un-trust-fund