segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Triste realidade do SUS

Metade das mulheres que usa o SUS já sofreu violência
Por Da Redação - agenusp@usp.br Publicado em 27/agosto/2009
Rosemeire Soares Talamone, do Serviço de Comunicação Social do campus de Ribeirão Preto

Violência contra a mulher não ocorre isoladamente
O Grupo de Pesquisa Saúde e Gênero, da USP Ribeirão Preto, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade, realizou um mapa inédito sobre a violência contra as mulheres na cidade. A pesquisa foi feita com usuárias do serviço de saúde da rede pública e revelou, por exemplo, que a prevalência da violência cometida pelo parceiro íntimo é alta entre as usuárias do Serviço Único de Saúde (SUS) de Ribeirão Preto chegando a atingir 50% das mulheres no caso de violência psicológica pelo menos uma vez na vida.
O estudo Ocorrência e atendimento de violência de gênero entre mulheres usuárias dos serviços de saúde da rede pública de Ribeirão Preto revelou que os tipos de violência contra a mulher usuária do SUS raramente ocorrem de forma isolada e apresentam alta prevalência, considerando que 36,4% das entrevistadas disseram ter sofrido violência física e psicológica pelo menos uma vez na vida. A violência física foi citada por 31,2%.
A pesquisa começou em 2006 com o objetivo de levantar subsídios que possam ser usados para diminuir a invisibilidade da violência contra a mulher (VCM), além de contribuir para definir políticas de capacitação dos profissionais de saúde e promover melhor articulação entre os setores sociais envolvidos com o tema. A coleta de dados foi realizada em 2008. A amostra final, constituída aleatoriamente, foi composta por 504 mulheres, 80% das quais iam sempre à Unidade Básica de Saúde, UBDS.
A coordenação foi da professora Elisabeth Meloni Vieira, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Participaram também os professores Ana Maria de Almeida e Ana Márcia Nakano, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), Manoel Antônio dos Santos, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) e Gleici de Castro Perdoná, da FMRP.
O projeto teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do Convênio FAPESP-CNPq-SUS na Linha Temática: Programas, Práticas e Ações de Saúde-CNPq/FAPESP.
O resultado da pesquisa foi apresentado pela professora Elisabeth na última segunda-feira (24) durante o “Seminário sobre Violência Contra a Mulher: ‘O que pode fazer a Atenção Primária?’”, promovido pelo Grupo de Pesquisa Saúde e Gênero e Secretaria Municipal de Saúde, e que ocorreu na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP).
Com informações do professor Manoel Antonio dos Santos

Mais informações: (16) 3602-2538, com o professor Manoel Antonio dos Santos

2 comentários:

intelectoariano disse...

Ola querido, sou escritora do pensamentos urbanos e vim responder seu comentario. Infelizmente os meios que temos para uma manifestaçao contra a violencia domestica é muito dificil, pois os proprios violentados não participam desse movimento. Se todas as mulheres denunciassem seu agressor, com certeza teriamos um numero menor de agressores. Gostaria de deixar meu texto a disposição caso queira usa-lo e também de me colocar a disposição para qualquer movimento que você precisar sobre esse assunto.
Se desejar entrar em contato comigo pelo e-mail é até melhor yaya_silva89@hotmail.com

Cristina Oliveira disse...

OI Luiz, fiquei super feliz com tua visita, obrigado pela atenção ao meu blog.
Estou por aqui me inteirando mais do teu espaço. Te adicionei no msn, quem sabe podemos trocar idéias sobre essas questões. Um abraço e parabéns pelo trabalho.